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17 março 2026

ALENQUER

ALENQUER

Vila, freguesia e concelho da Estremadura, Portugal.

Há pelo menos duas ou três teorias sobre a origem nome de Alenquer. Uma deriva do topónimo céltico Aranker, «junto ao rochedo», através do baixo-latim Alancar, que também originou o apelido Alencar.(1)

Outra teoria indica o nome dado pelos Alanos, que seria o germânico Alan-Kerk ou Alano-Kerk, «Castelo ou Templo dos Alanos».(2)

Uma diferente explicação para Alenquer e para Herdades dos Alenqueres (concelho de Reguengos de Monsaraz) é que se trata de um fitotopónimo híbrido em que o artigo árabe al- é anteposto ao nome latino iuncariu, «juncal»: iunquerio < *al-iunquerio.(3)

Uma lenda e etimologia popular refere um cão da raça alão e a expressão "alão quer". Esse cão está no brasão da vila e no da união de freguesias.(4)

O historiador e humanista Damião de Góis (1502-1574) é natural de Alenquer.(5)

Alenquer é também um município no estado do Pará, Brasil.

1. https://www.infopedia.pt/
2. FONSECA, João, Dicionário do Nome das Terras.
3. https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/45519/1/AZEVEDO_MARIA_LUISA_DE_MOCARABISMO_E_TOPONIMIA.pdf
4. https://www.freguesiaalenquer.pt/freguesia/heraldica
5. https://www.freguesiaalenquer.pt/freguesia/historia

 

13 março 2026

LAU

LAU

Povoação rural da freguesia e concelho de Palmela, Estremadura, Portugal.

O Lau situa-se na região dos Caramelos, que são os descendentes de camponeses da Beira Litoral que migraram para a Península de Setúbal até ao século XIX.

O topónimo Lau pode ter origem no nome, apelido ou alcunha de alguém. Também pode ser a redução de um nome como Lauro ou Laureano.

05 março 2026

PORTO DE MÓS

PORTO DE MÓS

Vila, freguesia e concelho da Estremadura, Portugal.

«O caráter rural de Porto de Mós é bem evidente no próprio nome, que nos remete, por um lado, para a designação porto, associada a local de passagem, e ao topónimo mós, que se encontra ligado à indústria moageira, compreendendo esta o fabrico de mós, as azenhas, já referenciadas por D. Dinis no Foral de 1305, e os moinhos de vento que irão chegar nos séculos seguintes.» (https://visite.portodemos.pt/porto-de-mos/historia)

«O nome e a história de Porto de Mós (Portus de Molis), nasceu há mais de 2.000 anos ao tempo em que o rio Lena era navegável e as jangadas romanas aqui embarcavam as pedras de mós, talhadas na Pedreira do Figueiredo e, mais tarde, o ferro das minas de Alqueidão da Serra.» (https://www.freguesiadeportodemos.pt/ver_conteudo/7)

Mós: «Do latim vulgar molas, 'mós', que nalguns casos se refere à existência de dólmenes. É comum em Portugal e na Galiza, muitas vezes em compostos como Porto de Mós e Torre de Mós.» (https://www.infopedia.pt/)

01 março 2026

AMADORA

AMADORA

Cidade e município nos arredores de Lisboa, Portugal.
É um dos concelhos mais pequenos, mas com a maior densidade populacional.

No século XIX o lugar da Porcalhota incluía, entre outros de antigos casais e quintas, o pequeno sítio da Amadora. Em 1887 foi inaugurado o caminho-de-ferro para Sintra, ficando a estação localizada a meio caminho entre a Porcalhota e a Venteira, junto à Quinta de Santo António da Amadora mas recebendo o nome da povoação mais populosa — Porcalhota.

A Porcalhota fez parte da freguesia lisboeta de Benfica. Posteriormente pertenceu ao concelho de Oeiras, primeiro como lugar da freguesia de Benfica (Extra-Muros) e mais tarde na freguesia de Carnaxide. Em 1907, a pedido da população, o nome foi mudado para Amadora. Em 1916 foi criada a freguesia da Amadora, desmembrada de Carnaxide, e em 1937 elevada a vila. O novo município da Amadora foi criado em 1979, incluindo partes das freguesias de Queluz e de Belas, do concelho de Sintra. No mesmo ano foi elevada a cidade.

A etimologia popular indica que o topónimo da Porcalhota é devido à mulher e filha de Vasco Porcalho, comendador-mor da Ordem de Avis e protagonista da Batalha de Aljubarrota, mas não há prova documental de tal alegação. Há também a hipótese de no século XVII a zona ter pertencido a alguém que criava porcos, sendo-lhe dada a alcunha de porcalho; a sua filha teria herdado as terras e a alcunha de porcalhota. Em português arcaico, porcalho também designa um porco pequeno, leitão, ou bácoro.

A origem do topónimo Amadora também é incerta, eventualmente devido a uma Quinta da Amadora ou Casal da Amadora, onde poderia ter vivido alguém com o nome Amador ou Amadora. Outra hipótese é o vocábulo amadora, no sentido de algo digno de estimação ou amor, sendo então a Amadora «terra digna de ser amada».

Provavelmente sem qualquer relação com a Porcalhota, ou a Amadora, existe o lugar de Porcalho em Monção, no Minho.

https://www.jfventeira.pt/detalhe/venteira-historia
https://cronicas03.wordpress.com/2019/06/02/porcalhota/
https://www.arqa.pt/periodos/textos/a%20cidade/caminhos%20ferro.htm
https://docutren.com/historiaferroviaria/Lisboa2006/pdf/34.pdf
https://www.guiadacidade.pt/pt/art/amadora-de-freguesia-de-oeiras-a-cidade-e-o-curioso-nome-porcalhota-321187-11
https://biblioteca.cm-amadora.pt/uploads/1e19a2c6f27736a2e2dcfebeadf2ca7f.pdf
https://www.infopedia.pt/ 

27 fevereiro 2026

TORRES NOVAS

TORRES NOVAS

Cidade e concelho do Ribatejo, Portugal.

«Nos primórdios do domínio romano, Cardílio e Avita tornaram-se proprietários de uma das diversas villae existentes na zona, a Villa Cardílio, que seria classificada como Monumento Nacional em 1967. Esta vila lusitano-romana foi habitada nos séculos I a IV d.C. e entre as suas ruínas recuperaram-se painéis de mosaicos coloridos, moedas, esculturas, a par da inscrição latina que numa interpretação deseja felicidades ao casal na sua villa da torre, expressão associada a uma origem plausível do topónimo Torres Novas.
A partir do século XII, o território então conhecido por Turris começou a ganhar os seus contornos atuais, com a expulsão dos invasores árabes pelas tropas de D. Afonso Henriques (1148) e a fundação do concelho no foral atribuído a 1 de outubro de 1190 por D. Sancho I.»(1)

Na Estremadura situa-se a cidade de Torres Vedras, que significa «torres velhas».

1. https://cm-torresnovas.pt/index.php/municipio/historia

 

TORRES VEDRAS

 

TORRES VEDRAS

Cidade e concelho da Estremadura, Portugal.

«Qualquer que tenha sido a data de fixação do nome Turres Veteras > Torres Vedras, este lembra as torres velhas, porque antigas, da sua primitiva fortificação, provavelmente construída ainda no período romano».(1)
«O segundo elemento deste topónimo é o português arcaico vedras, 'velhas', também encontrado na Galiza (por exemplo, Ponte Vedra), e que deriva do latim veteras, com o mesmo significado».(2) 

No Ribatejo situa-se a cidade de Torres Novas.


1. https://www.cm-tvedras.pt/municipio/concelho/historia
2. https://www.infopedia.pt/
3. FONSECA, João, Dicionário do Nome das Terras.

15 fevereiro 2026

MARINHA GRANDE

MARINHA GRANDE

Cidade, freguesia e concelho da Estremadura, Portugal.

A ocupação da região terá começado nos séculos XI e XII para extração de sal das marinhas formadas pelas águas do Rio Lis, que era navegável até às portas de Leiria.

Em 1590, foi erguida a capela de Santa Maria da Marinha. Em 1600 a povoação foi elevada a freguesia, com o nome de Nossa Senhora do Rosário da Marinha. Em 1750 o nome foi alterado pelo Marquês de Pombal para Marinha Grande, distinguindo-a de outras Marinhas, contrapondo-se nomeadamente a Marinha Pequena, uma localidade vizinha.

O grande desenvolvimento da Marinha Grande deu-se a partir do século XVIII com a indústria vidreira, associando a abundância de areia e de madeira do Pinhal de Leiria.

Marinha: do latim vulgar marina, «marinha».
Grande: do latim grande.

https://www.cm-mgrande.pt/pages/954?poi_id=5
https://www.infopedia.pt/
FONSECA, João, Dicionário do Nome das Terras.

03 fevereiro 2026

ALCOBAÇA


ALCOBAÇA

Cidade, freguesia e concelho da Estremadura, Portugal.

Uma explicação para o nome de Alcobaça é que terá sido fundada pelos Romanos a povoação com o nome Helcobatiae. Os Árabes chamaram-lhe al-Qubasha ou Alcoboxa, de al+coboxa, «carneiros». Também pode derivar do árabe al qubba, «cúpula» de um edifício.

A sua localização na confluência dos rios Alcoa e Baça é outra explicação para a origem do nome da cidade. Há, contudo, a teoria inversa, ou seja que os nomes do rios derivam do nome da cidade.

O concelho de Alcobaça circunda o concelho da Nazaré, exceto no litoral deste.

Alcobaça é também um município do estado da BahiaRegião Nordeste do Brasil. 

https://www.jf-alcobacaevestiaria.pt/freguesia/historia
https://www.turquel.com/lugares/alcobaca.html
https://oqqbuiquetem.com.br/origem-dos-nomes-alcobaca-e-carneiro/
FONSECA, João, Dicionário do Nome das Terras.
https://www.infopedia.pt/

30 janeiro 2026

PENICHE

PENICHE

Cidade, freguesia e concelho da Estremadura, Portugal.

A cidade situa-se numa península que já foi uma ilha. A partir da Idade Média formou-se um tômbolo no pequeno braço de mar e a ilha tornou-se uma península. O Arquipélago da Berlenga faz parte do concelho de Peniche.

Teorias, algumas duvidosas, para a origem do topónimo Peniche:
⬧ Do latim paeninsula, de paene-, «quase», e insula, «ilha», portanto «quase ilha, península»
⬧ Do latim vulgar pinniscula, «península».
⬧ De pen + insula, «ilha de rochedos», do celta pen, «cabeço, rochedo», e do latim insula, «ilha».
⬧ De uma palavra com o significado de barco pequeno.
⬧ De Phoenix (Φοίνιξ, Φοίνικας), uma antiga cidade da Ilha de Creta com uma configuração idêntica à da península de Peniche.

https://www.cm-peniche.pt/municipio/o-concelho
https://www.infopedia.pt/
FONSECA, João, Dicionário do Nome das Terras.

 

06 janeiro 2026

OEIRAS

OEIRAS

Vila e concelho da Estremadura, Portugal, situado na foz do Rio Tejo, a oeste de Lisboa.

O topónimo Oeiras pode derivar do latim Aurarias, «mina de ouro», acusativo plural de auraria. A evolução terá sido Aurarias > Olarias > Oleiras > Oeiras. 

Há registos antigos, desde o século XIV, com as ortografias Hueiras, Hueyras e Ueiras.

É de notar que na outra margem do Tejo situa-se Almada, cujo nome é árabe e significa «a mina», eventualmente referente a ouro.

☛ Ver também:
Oeiras do ParáOeiras, no Piauí, Brasil.

https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/
https://www.infopedia.pt/
https://eao.oeiras.pt/index.php/DOC/article/view/177/173

 

31 outubro 2025

CASCAIS

CASCAIS

Vila, freguesia e concelho da Estremadura, Portugal.

«A origem do topónimo Cascais perde-se no tempo, ainda que na opinião do etimologista José Leite de Vasconcelos deva provir do substantivo cascal, remetendo-nos, assim, para a existência de montes de conchas e detritos calcários de crustáceos nas imediações da pequena aldeia de pescadores que veio depois a dar o nome ao concelho.»(1)
«O topónimo Cascais parece derivar (...) do plural de cascal (monte de cascas), que se deve relacionar com a abundância de moluscos marinhos aqui existentes.»(2) «No entanto, mais recentemente, tem-se associado a este topónimo o nome do navegador/almirante muçulmano Khashkhash (século IX). (...) Mantendo à mesma o elemento cascal, é possível pensar noutras hipóteses. Em árabe, khashkhash é a palavra sinónima do português papoila-dormideira, enquanto que no léxico do catalão existe a palavra árabe cascall, significando precisamente papoila-dormideira(3)
«Do baixo-latim cascales, 'amontoado de cascas ou conchas'. Tem os derivados Cascaréu, Cascaria, Cascas, Casquedo, Casqueira, Casqueiro e Casqueiros.»(4)

26 outubro 2025

MONTIJO

MONTIJO

Cidade, freguesia e concelho da Estremadura, Portugal.

A antiga Aldeia Galega — também registada como Aldea Galega, Aldeia Gallega, Aldegallega ou Aldegalega — pertenceu, desde o século XII até final do século XIV, a um concelho chamado Ribatejo ou Riba Tejo. Daí deriva o nome completo de Aldeia Galega do Ribatejo, cuja freguesia era designada Espírito Santo de Aldeia Galega do Ribatejo. O concelho do Ribatejo, que incluía também Sabonha (na atual freguesia de São Francisco, concelho de Alcochete) e Alhos Vedros, foi extinto no século XV com a criação dos concelhos de Alhos Vedros e de Santa Maria da Sabonha. 
Entre os séculos XV e XVI, a Aldeia Galega pertenceu ao concelho de Santa Maria da Sabonha. Tornou-se depois um concelho separado da Sabonha. Em 1838 o concelho da Aldeia Galega do Ribatejo expandiu-se com a criação e anexão da freguesia de Canha, antigo concelho, territorialmente separada. Em 1930 a vila e concelho da Aldeia Galega do Ribatejo passou a denominar-se Montijo. Este topónimo teve origem num lugar da freguesia do Espírito Santo, a Quinta da Póvoa do Montijo. A vila foi elevada a cidade em 1985.
A sede do concelho localiza-se junto ao Estuário do Tejo, numa pequena área de 56,3 km², que compreende as freguesias de Montijo, Afonsoeiro, Sarilhos Grandes, Atalaia e Alto Estanqueiro-Jardia. Na parte oriental, com 291,7 km², territorialmente separada pelos concelhos de Alcochete e Palmela, situam-se as grandes freguesias de Canha e Pegões
No princípio da Segunda Guerra Mundial, foi instalado na Península de Montijo o Centro de Aviação Naval "Comandante Sacadura Cabral", o qual em 1954 tornou-se a Base Aérea N.º 6 da Força Aérea Portuguesa. Situa-se também nesta base, desde 1993, a Esquadrilha de Helicópteros da Marinha Portuguesa.

No decreto de 1930 que oficializa a mudança de nome indicava que «nada há que justifique o actual nome de Aldeia Galega do Ribatejo» e que o nome de Montijo «melhor condiz com as suas tradições históricas».(1)
Segundo Paulo Castro Garrido, o topónimo Montijo deriva do árabe منتج (muntiǧ), que significa «criar [animais]».
Como vocábulo comum, montijo alude a um pequeno monte ou montículo de forma cónica. A palavra montijo deriva de montículo, «pequeno monte, outeiro», do latim monticulu-, com o mesmo significado.

A cidade do Montijo, na Extremadura espanhola tem o nome derivado de «pequeno monte» ou do árabe «Mentesa»:
«Los Caballeros Santiaguistas nombran el lugar de Montejo, por nacer al pie de un cerrito o montecillo que le da el nombre y concede fueros y privilegios para que la zona sea repoblada. Aunque, según Bernabé Moreno de Vargas en su «Historia de la ciudad de Mérida» (1632), fueron los moros de Jaén quienes repoblaron Montijo, y le pusieron este nombre porque llamaban «Mentesa» a Jaén, de donde procedería el nombre de Montijo.»(2)

Ver também:
Canha.
Pegões.
- Montijo, Extremadura, Espanha.


21 outubro 2025

BARREIRO

BARREIRO

Cidade, freguesia e concelho da Estremadura, Portugal. O concelho localiza-se na margem sul do Estuário do Tejo, a maior parte a leste do Rio ou Ribeira de Coina.

O topónimo Barreiro ou Barreiros, em geral, relaciona-se com barreira, pela morfologia do solo, ou com barra, pelo local onde se pescava. O segundo significado é o mais provável para este Barreiro junto ao Tejo.(1)

Outra explicação identifica o topónimo com barreiro, como lugar de onde se extrai barro. Existem os derivados Barreira, Barreiras, Barreirão, Barreirinha, Barreirinhas, Barreiró, Barreirosa, Barrela, Barrelas, Barrelejo e Barrelo.(2)

Barreiro: terreno argiloso, de onde se retira barro; barreira; lamaçal; lodaçal. Derivado de barreira.(2)
Barreira: lugar de onde se tira barro; terreno argiloso; (regionalismo) terra alta e seca. Derivado de barro + -eira.(2)
Barro: «De origem obscura.»(2) «Latim baru(5) «Ibero-romano *barrum(3) «De origem possivelmente pré-romana.» «Talvez do latim hispânico *barrum(3). Pode ter origem celta: confrontar com o irlandês médio broch, «lixo», e o galo barros, «matagal».(4)
Bairro: «Do árabe barrî, "exterior".»(2) «Árabe barri(5)(3) «Latim Barrium, ou do árabe Barri (de fora, exterior).»(3) «Do árabe barrî ‘exterior’, ‘arrabal’.»(3)

Ver também:
- Barro / Bárrio / Bairro.

07 outubro 2025

MOITA

MOITA

Vila, freguesia e concelho da Estremadura, Portugal, na margem esquerda do Estuário do Tejo.
«O lugar de Mouta, situado na margem esquerda do lendário rio Tejo, foi em tempos remotos um dos muitos lugares que pertenceu ao antigo concelho de Ribatejo [ ou Riba Tejo ], compreendido entre a região do rio de Coina, e a ribeira das Enguias, a oriente.
Não se sabe quem fundou o lugar de Mouta, o que se sabe é que o lugar já existia logo após a nacionalidade portuguesa.

A etimologia do lugar deriva da palavra mouta que segundo a sua semântica significa uma zona encovada, com altos e baixos, cheia de matagal, de árvores de várias espécies e formada por vegetação rasteira; tal facto, estará na origem da designação do lugar de Mouta, nome que mudou mais tarde para Moita do Ribatejo (...) Por o concelho de Ribatejo se ter extinguido já há muito (séc. XV), o nome caiu em desuso, ficando somente o topónimo de Moita, nome que ainda hoje se mantém.»(1) No entanto, popularmente ainda se diz Moita do Ribatejo. Pelo mesmo motivo o vizinho Montijo chamava-se Aldeia Galega do Ribatejo.
A freguesia de Alhos Vedros foi sede de concelho, mas foi integrada definitivamente no concelho da Moita em 1898.
«O nome indica uma terra onde existiam moitas. Tem a variante Mouta e os derivados Moitada, Moitadas, Moitadeira, Moital, Moitalinos, Moitalonga, Moitas, Moitedo, Moitelas, Moitinha, Moitinhal, Moitinhas, Moitinho, Moitinhos, Moutas, Moutela, Moutido, Moutinha, Moutinho e Moutosa.»(2)

Nossa Senhora da Boa Viagem (monumento na foto) é a santa padroeira da Moita e de grande devoção dos viajantes do mar e pescadores.

25 setembro 2025

RIO GRANDE, Lourinhã

RIO GRANDE

Pequeno rio ou ribeira que atravessa o concelho da Lourinhã, na Estremadura, Portugal. Também é conhecido como Ribeira dos Palheiros. Desagua na Praia da Areia Branca.

«Como o nome indica, o Rio Grande já foi um grande rio. Este rio era navegável até à Lourinhã, existindo registos de um porto comercial na Idade Média. Desde então, este rio tem vindo a assorear e o canal foi ficando cada vez mais estreito, deixando de ser navegável.»

Ver também:
- Rio Grande, América do Norte.

(https://www.geoparqueoeste.com/menu/1855/23---cruzeiro-da-lourinha)

LOURINHÃ

LOURINHÃ

Vila, freguesia e concelho da Estremadura, Portugal.

«O surgimento do nome Lourinhã está, segundo algumas versões ligado à existência de uma povoação romana. No Século XII, já em plena reconquista, foi D. Afonso Henriques quem concedeu ao fidalgo francês D. Jordan as terras hoje conhecidas por Lourinhã pelos valorosos serviços prestados por este na conquista de Lisboa aos mouros.»(1)

«Lourinhã terá tido origem na vila romana de Laurinius, que terá dado o nome ao local e, depois, à povoação. Por junção do sufixo anum (área agrícola ou similar), ficou Lauriniusanam, que, com o tempo, suscitou a actual designação. Esta tese não é, todavia, unânime, e há quem sustente que o topónimo deriva da palavra latina laurius - laurii, que significa loureiro ou terra onde crescem loureiros. Esta árvore foi muito abundante na região (e está, alias, representada na heráldica municipalista, tanto na antiga, como na actual) e ainda existem exemplares selvagens nos arredores da vila, designadamente, nas aldeias de Toxofal de Baixo e Toxofal de Cima e nas zonas de Mata Rela e Moita Longa.»(2)

«Do baixo-latim [Villa] Laurinana, 'a quinta de Laurino'.»(3)

A Lourinhã chegou a ter um porto comercial, quando o Rio Grande era navegável até à vila.(4)

1. https://visitlourinha.pt/menu/1006/o-concelho
2. FONSECA, João, "Dicionário do Nome das Terras".
3. infopedia.pt

10 agosto 2025

RUA DE VERA CRUZ, Cova da Piedade

RUA DE VERA CRUZ
Primitiva designação do Brasil

Rua na Cova da PiedadeAlmadaEstremadura, Portugal.

Vera Cruz foi o primeiro nome dado ao Brasil. Segundo Pêro Vaz de Caminha, na Carta a El Rei D. Manuel: 
«Neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! Primeiramente dum grande monte, mui alto e redondo; e doutras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos: ao monte alto o capitão pôs nome o Monte Pascoal e à terra a Terra da Vera Cruz
Pêro Vaz de Caminha termina assim a Carta:
«Deste porto seguro da vossa ilha da Vera Cruz, hoje sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500.»

Vera Cruz (em latim Vera Crux, verdadeira cruz) é uma alusão à cruz em que Jesus Cristo foi crucificado.

Ver também:
Monte Pascoal.
Porto Seguro.

 

31 julho 2025

AVENIDA RAINHA DONA LEONOR, Cova da Piedade

AVENIDA RAINHA DONA LEONOR

Avenida na freguesia da Cova da PiedadeAlmadaEstremadura, Portugal.

D.ª Leonor (1458-1525), também conhecida como Leonor de Avis, foi consorte de D. João II. É famosa por ter fundado um estabelecimento de banhos e um hospital termal, o que originou o nome da cidade das Caldas da Rainha. O Hospital Termal, concluído cerca de 1488, é o mais antigo do Mundo em funcionamento. D.ª Leonor instituiu também a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

O retrato de D.ª Leonor é de criação artificial.

 

29 julho 2025

RUA NUNO ÁLVARES BOTELHO, Almada

RUA NUNO ÁLVARES BOTELHO

Rua da cidade de AlmadaEstremadura, Portugal.

Nuno Álvares Botelho nasceu na Aldeia Galega do Ribatejo (Montjo), cerca de 1590, e faleceu em Sumatra (Indonésia) em 1631. Foi capitão geral das armadas de alto bordo (também designado Capitão-General da Armada Real dos Galeões de Alto Bordo do Mar Oceano) e governador da Índia. Era filho de Diogo Botelho, o oitavo governador-geral do Brasil.

O retrato de Botelho é de criação artificial, baseada na imagem em https://ancestors.familysearch.org/pt/G2N6-73G/nu%C3%B1o-alvarez-botelho-1590-1631.

CANBERRA — KANBARRA

CANBERRA — KANBARRA Capital federal da  Austrália . Está localizada no Território da Capital Australiana ( Australian Capital Territory ), ...