RUA DO REGISTO CIVIL
Rua da parte antiga da cidade de Almada, Estremadura, Portugal.
Rua na Cova da Piedade, Almada, Estremadura, Portugal.
Vera Cruz (em latim Vera Crux, verdadeira cruz) é uma alusão à cruz em que Jesus Cristo foi crucificado.
AVENIDA RAINHA DONA LEONOR
Avenida na freguesia da Cova da Piedade, Almada, Estremadura, Portugal.
D.ª Leonor (1458-1525), também conhecida como Leonor de Avis, foi consorte de D. João II. É famosa por ter fundado um estabelecimento de banhos e um hospital termal, o que originou o nome da cidade das Caldas da Rainha. O Hospital Termal, concluído cerca de 1488, é o mais antigo do Mundo em funcionamento. D.ª Leonor instituiu também a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
O retrato de D.ª Leonor é de criação artificial.
RUA NUNO ÁLVARES BOTELHO
Rua da cidade de Almada, Estremadura, Portugal.
Nuno Álvares Botelho nasceu na Aldeia Galega do Ribatejo (Montjo), cerca de 1590, e faleceu em Sumatra (Indonésia) em 1631. Foi capitão geral das armadas de alto bordo (também designado Capitão-General da Armada Real dos Galeões de Alto Bordo do Mar Oceano) e governador da Índia. Era filho de Diogo Botelho, o oitavo governador-geral do Brasil.
O retrato de Botelho é de criação artificial, baseada na imagem em https://ancestors.familysearch.org/pt/G2N6-73G/nu%C3%B1o-alvarez-botelho-1590-1631.
BOCA DO VENTO
Lugar da freguesia e cidade de Almada, Estremadura, Portugal.
«Designa-se por Boca do Vento o espaço compreendido entre o Pátio do Prior e o miradouro sobre o Tejo, abrangendo todo o largo do mesmo nome.
Neste caso, como em todos os outros no concelho denominados boca, trata-se de uma abertura na arriba fronteira ao litoral.
Do lado nascente da Boca do Vento fica o sítio hoje chamado Quintinha e que é muito provavelmente aquele que Fernão Lopes chamou "meijão frio".
Junto da Quintinha está o edifício dos Serviços Administrativos da Câmara Municipal implantado, no local onde teve residência o poeta Diogo Paiva de Andrade, que aí faleceu em 1660. Nas mesmas casas habitou sua filha D.ª Brites Teresa de Meneses.»
(Sousa, R.H. Pereira de. Almada. Topnímia e História, CMA, 2003.)
CORVINA
Povoação da freguesia da Trafaria, concelho de Almada, Estremadura, Portugal.
«CURVINA. (...) O significado é obscuro: de "curvinha"? Por vezes aparece a grafia "Corvina", o que a ser correcto teria um significado totalmente diferente. A Quinta [ da Corvina ] pertenceu à casa dos Távoras de Caparica.»(1)
Corvina é o nome comum de um peixe, talvez relacionado com corvo, devido à cor.
1. Sousa, R.H. Pereira de. Almada. Topnímia e História, CMA, 2003.
SINTRA
Vila e concelho da Estremadura, Portugal.
«A forma mais antiga já medieval conhecida deste topónimo é Suntria, que apontará para o radical indo-europeu sun, «sol», «astro luminoso», e lembra os vestígios da gravura rupestre que existiu no Magoito, onde figura antropormórfica glorificava o sol poente. Varrão e Columela designavam a serra de Sintra (que os árabes chamaram Xintara) de «Monte Sagrado» e Ptolomeu registou-a como Serra da Lua.»(1)
«Em Sintra, tal revelar-se-á na própria definição do topónimo cuja forma mais antiga conhecida – Suntria –, já medieval, aponta para o radical indo-europeu *sun, "astro luminoso", "sol" e alembra-nos, entre outros, os vestígios de gravura rupestre que existiu no Magoito, onde figura antropormófica glorificava o sol poente que, em sucessivos círculos raiados, ia mergulhando nas frígidas águas atlânticas, no preciso instante que antecedia o breu nocturno.»(2)
«Assim, a raiz toponímica é milenar... Xentra, Zintira, Chinra, Xintra, foram algumas adaptações às mais variadas épocas. Tal como Xentra a Sintra, passando por Cintra, foi um pequeno passo.»(3)
«Sintra é a grafia atual; entre o s. XVI e o s. XX usou-se frequentemente a grafia Cintra. Esta grafia com c justifica-se pela crença humanista de que a origem do topónimo seria Cynthia, um dos cognomes de Diana, deusa da lua. A crença terá origem no facto de Ptolomeu (s. II, Geografia) ter chamado à serra de Sintra Selénes óros (Mons lunae, ‘monte da lua’).»(4)
MAGOITO
Localidade da antiga freguesa de São João das Lampas, concelho de Sintra, Estremadura, Portugal.
O topónimo tem origem árabe, segundo Paulo Castro Garrido: «Magoute / Magoito: ماخوذ | māḫūḏ, “pegar, ir caçar, superar”».(1) Por sua vez, Frederico Mendes Paula deriva Magoito de «Maqhut, árido».(2)
«Fernandes (1999, pp. 404-405) identifica neste topónimo o elemento mag-, segundo ele, uma raiz pré-romana com o significado de ‘elevação, colina, campo’, que define uma extensa série de topónimos em Portugal».(3)
«O nome Vieira de Leiria poderá advir de vieiro (metal), devido às abundantes indústrias metalúrgicas existentes na região, ou do termo latino vena, venae (o que tem conduto de água), ou ainda, segundo alvitra o povo, das conchas caneladas denominadas vieiras que existiriam outrora nos extensos areais.»(2)
«Do português arcaico vieira, 'concha que identificava os peregrinos', sobretudo os que iam a Santiago de Compostela. Tem o derivado Vieiras.»(3)
⮚ Vieira como antropónimo:
«Toponímico português, Vieira foi adotado como sobrenome por famílias do Minho e de Leiria, em Portugal. A mais antiga parece ser a dos Vieira do Minho, de quem foi patriarca Rui Vieira, fidalgo dos reis dom Afonso II (1185-1223) e dom Sancho II (1209-48), senhor da quinta da Vila Seca, na freguesia de São João, comarca de Vieira, onde viveu e morreu por volta dos anos 1220. (...) Alguns genealogistas, porém, afirmam que o sobrenome já era mencionado em 1044. Vieira teria origem no latim veneria, certa qualidade de concha, assim chamada pela semelhança entre a concha usada pelos peregrinos de Santiago de Compostela e a que simboliza Vênus (veneris, amor físico) saindo das águas; daí venerari, venerar. (...) Entre algumas personalidades com este sobrenome destacamos o padre António Vieira (1608-97).»(4)
PALMELA
«Por vezes atribui-se, sem fundamento, a raiz do nome Palmela à do pretor romano Cornélio Palma, que supostamente a teria erguido ou refundado no ano de 106 A.C. Por outro lado, existem referências feitas pelos árabes à praça forte de Balmalla, que poderá ter conduzido a Palmela.»(1)
«Afastada a possibilidade de a raiz da designação de Palmela provir do nome do pretor romano Cornélio Palma (que supostamente teria fundado ou refundado a povoação, no ano 105 a. C.), resta a hipótese de o topónimo resultar do árabe Balmalla, que parece identificar uma praça-forte aqui era estabelecida e terá conduzido à formação de Palmela.»(2)
«Do latim vulgar palmella, 'pequena palma'.»(3)
SARILHOS GRANDES e SARILHOS PEQUENOS
Sarilhos Grandes é uma freguesia do concelho do Montijo e a vizinha Sarilhos Pequenos é uma freguesia do concelho da Moita, na Estremadura, Portugal, na margem sul do Estuário do Tejo.
«O nome advém de um utensílio utilizado na extração de sal, denominado sarilho. Esta peça em madeira servia para forçar uma nora a abrir a porta de água por onde lentamente entrava o rio. Esta água era então armazenada em compartimentos protegidos por muros com cerca um metro e meio (as "margateiras"), de onde após a evaporação da água era retirado o sal. E, ao contrário do que sucedia em Sarilhos Grandes, freguesia do vizinho concelho do Montijo, os sarilhos utilizados em Sarilhos Pequenos eram precisamente os de menor dimensão.»(1)
«Segundo a tradição, o nome [ de Sarilhos Grandes ], provem do facto de estarem equidistantes de uma azenha ou moinho de maré. Tal moinho seria constituído por quatro mós de pedra, que ao funcionarem consoante as marés do Tejo, davam a impressão de um sarilho em movimento, porque rodavam, acasaladas, em sentido inverso. O que parece dar certa veracidade a esta tradição é o facto de, até 1975, terem existido as ruínas de um moinho com estas características, entre as povoações de Sarilhos Grandes e Sarilhos Pequenos.»(2)
Sarilho: «1. espécie de dobadoura onde se enrolam os fios das maçarocas para formar as meadas. 2. engenho próprio para arrastar ou levantar pesos (usado para alçar fardos, retirar água de poços, etc.), constituído por um cilindro horizontal móvel, geralmente acionado por manivela ou por motor, em redor do qual se enrola a corda ou o cabo ao qual se prende a carga a deslocar. Do latim *sericulu-, "dobadoura"».(3)
Sarilho também é um termo popular que significa confusão, trapalhada, situação difícil, complicação; dificuldade, briga, desordem.
SÃO BARTOLOMEU DOS GALEGOS
Freguesia do concelho da Lourinhã, Estremadura, Portugal.
«Era e ainda é rica toda a área da primitiva freguesia em pedreiras calcárias que logo passaram a ser exploradas, conjuntamente com o amanho da terra, trazendo para estas paragens novas gentes, nomeadamente do Norte do país e da Galiza. (...) Por finais do século XIV ou já no século seguinte, se separam de Santa Maria de Óbidos, formando uma nova paróquia, com sede na povoação de São Bartolomeu e na igreja dedicada àquele Santo, mas sob a denominação de São Lourenço dos Galegos.» (http://sbartolomeugalegos-moledo.pt/)
São Bartolomeu dos Galegos é uma das muitas povoações em Portugal com referência a galegos ou à Galiza.
CADAFAIS
Freguesia do concelho de Alenquer, Estremadura, Portugal.
Cadaval: «De cadaval, 'terreno onde há cádavas'. Encontra-se também na Galiza sob a forma Cadabal. Tem os derivados Cadafais, Cadafás, Cadavai, Cadavais, Cadavajo, Cadavão, Cadaveira e Cadaveiro.» (infopedia.pt)
⮚ Cádava: «Conjunto dos pés de mato que ficam depois das queimadas. De origem obscura.» (infopedia.pt)
⮚ Cádava, Cádavo: «Tronco chamuscado que fica no terreno que se queimou.» (estraviz.org)
⮚ Cadava: «Conjunto dos caules lenhosos que, após as queimadas, ainda ficam de pé. Etimologia: espanhol cadava.» (michaelis.uol.com.br)
⮚ Cádava: «(rural, Asturias) Tronco seco o chamuscado de árgoma o tojo.» (dle.rae.es)
Na foto, a vinha em primeiro plano é na freguesia de Cachoeiras, concelho de Vila Franca de Xira, Ribatejo.
RIO DO JUDEU
Rio situado nas freguesias de Arrentela e Amora, concelho do Seixal, Estremadura, Portugal.
O nome indicado na placa está errado, porque o rio não é judeu, nem judaico. O nome original é Rio do Judeu porque os terrenos à volta pertenciam a um judeu, David Negro, almoxarife das alfândegas no reinado de D. Fernando I (século XIV). O Rio do Judeu é um afluente da margem esquerda do Estuário do Tejo.
CALDAS DA RAINHA
Cidade e concelho da Estremadura, Portugal.
Em 1485 a rainha D.ª Leonor (1458-1525), também conhecida como Leonor de Avis, consorte de D. João II, fundou um estabelecimento de banhos e um hospital termal, o que originou o nome da povoação, Caldas da Rainha. O hospital, concluído cerca de 1488, recebeu o nome de Nossa Senhora do Pópulo.
O Hospital Termal das Caldas da Rainha é o mais antigo do Mundo em funcionamento.
D.ª Leonor instituiu também a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
O brasão das Caldas da Rainha é um dos raros em Portugal que não segue as normas da heráldica municipal portuguesa. É baseado no brasão de D.ª Leonor.
⮚ A palavra caldas, sinónimo de estância termal, deriva de caldo, do latim calidu- ou caldu-, «quente».
http://www.freguesiacaldasdarainha.pt/patrimonio/hospital-termal/
TERRUGEM
«De terra. [ Terra ] Aparece como primeiro elemento de inúmeros topónimos compostos, como Terra de Baixo, Terra das Figueiras, Terra Velha, etc., geralmente fáceis de explicar. Tem os derivados Terrada, Terras, Terrazinha, Terreira, Terreirinho, Terreiro, Terrenho, Terreno, Terrim, Terrinha, Terrins, Terrosa, Terroso, Terruco, Terruge, Terrugem, Terrujão, Terrujo, Torreira e Torrosa.» (infopedia.pt)
MOSSOROVIA
Aldeia da união de freguesias de Aldeia Galega da Merceana e Aldeia Gavinha, concelho de Alenquer, Estremadura, Portugal.
Segundo o vídeo de Independentes Pela Freguesia, «o seu nome deriva de moçárabe, terra de árabes" (sic)*. Os moçárabes eram os cristãos que viviam sob domínio muçulmano na Península Ibérica, do árabe musta'rib, «que se tornou árabe». O locutor, supostamente alguém da freguesia, pronuncia o nome como "Msorvia".
No concelho de Alenquer há também uma povoação com o nome de Meca.
Mossoravia quase parece uma mistura atópica, e anacrónica, entre Mossul (no Iraque) e Monrovia (na Libéria).
* - https://www.facebook.com/ipf.independentespelafreguesia/videos/173294428232740
SETÚBAL
Cidade e concelho do sul da Estremadura, Portugal. Está localizada na Área Metropolitana de Lisboa, na Península de Setúbal, junto à foz do Rio Sado. O Distrito de Setúbal engloba a Península de Setúbal e os concelhos do Baixo Alentejo de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines.
«O topónimo provém, admissivelmente, de acordo com vários autores, do nome da cidade de origem céltica Cetóbriga, situada [na Península de Troia] na margem sul [esquerda] do Sado, que terá sido destruída por um cataclismo. O primitivo povoamento de setúbal (tudo indica, ligado à actividade piscatória) terá herdado, então, o nome daquela povoação da outra margem do rio, que, mais tarde, seria ocupada pelos árabes e que a apelidaram de Xetubre. A actual designação de setúbal (cidade desde 1860) resulta, assim, de Xetubre, que terá provindo de Cetóbriga.»(1)
«Do topónimo céltico Cetobriga, 'cidade dos Cetos', através do arábico Xetubr.»(3)
«Na época latina, a cidade de Setúbal chamava-se ‘Caetobriga’, topónimo constituído por um radical pré-indo-europeu ‘set’, «elevação, monte», e o elemento céltico ‘-briga’, «cidadela» (Dicionário Onomástico-Etimológico da Língua Portuguesa, de José Pedro Machado). Os Árabes pronunciavam este nome como 'xeTubr', que deu "Setúbal" em português.»(4)
«Segundo o Itinerário de Antonino Pio (séc. III a. C.) a romana Cetóbriga - de que a designação Setúbal terá derivado - localizava-se na margem direita de Callipus - nome latino do rio Sado - entre Equabona (atual vila de Coina) e Salacia (atual Alcácer do Sal).»(5)
O maior poeta português do século XVIII, Manuel Maria Barbosa l'Hedois du Bocage (1765-1805) é natural de Setúbal. A pintura, na imagem, encontra-se no museu Casa Bocage, onde o poeta nasceu.
PÓVOA DA GALEGA
Localidade da freguesia do Milharado, concelho de Mafra, Estremadura, Portugal.
Cerca de 4 km para norte situa-se a localidade de Galegos, no concelho do Sobral de Monte Agraço. Cerca de 2 km para este encontra-se a povoação de Calvos, que é um topónimo também existente na Galiza. Junto à Póvoa da Galega há um monte com o nome de Galega.
«Lenda da Póvoa da Galega. Nos princípios do séc. XVI estabeleceu-se na Póvoa uma senhora originária da Galiza, que vivia na quinta hoje chamada do Bom Sucesso, a qual ocupava, então, todo o centro da localidade.
Esta, além de muito rica, era dotada de grande formosura, pelo que os moços dos arredores vinham à Póvoa ver a galega. Daí, derivou o nome da Póvoa da Galega, originalmente denominada São Gião.» (https://eb1hc1b0809.blogspot.com/2011/05/lendas-do-concelho-de-mafra.html)
Esta é uma das muitas povoações em Portugal com referência a galegos ou à Galiza.
Almada, Estremadura, Portugal.
TELÕES Freguesia do concelho de Vila Pouca de Aguiar , Trás-os-Montes e Alto Douro , Portugal. «Do baixo-latim [Villa] Tellonis , 'a ...