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10 agosto 2025

RUA DE VERA CRUZ, Cova da Piedade

RUA DE VERA CRUZ
Primitiva designação do Brasil

Rua na Cova da PiedadeAlmadaEstremadura, Portugal.

Vera Cruz foi o primeiro nome dado ao Brasil. Segundo Pêro Vaz de Caminha, na Carta a El Rei D. Manuel: 
«Neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! Primeiramente dum grande monte, mui alto e redondo; e doutras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos: ao monte alto o capitão pôs nome o Monte Pascoal e à terra a Terra da Vera Cruz
Pêro Vaz de Caminha termina assim a Carta:
«Deste porto seguro da vossa ilha da Vera Cruz, hoje sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500.»

Vera Cruz (em latim Vera Crux, verdadeira cruz) é uma alusão à cruz em que Jesus Cristo foi crucificado.

Ver também:
Monte Pascoal.
Porto Seguro.

 

31 julho 2025

AVENIDA RAINHA DONA LEONOR, Cova da Piedade

AVENIDA RAINHA DONA LEONOR

Avenida na freguesia da Cova da PiedadeAlmadaEstremadura, Portugal.

D.ª Leonor (1458-1525), também conhecida como Leonor de Avis, foi consorte de D. João II. É famosa por ter fundado um estabelecimento de banhos e um hospital termal, o que originou o nome da cidade das Caldas da Rainha. O Hospital Termal, concluído cerca de 1488, é o mais antigo do Mundo em funcionamento. D.ª Leonor instituiu também a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

O retrato de D.ª Leonor é de criação artificial.

 

29 julho 2025

RUA NUNO ÁLVARES BOTELHO, Almada

RUA NUNO ÁLVARES BOTELHO

Rua da cidade de AlmadaEstremadura, Portugal.

Nuno Álvares Botelho nasceu na Aldeia Galega do Ribatejo (Montjo), cerca de 1590, e faleceu em Sumatra (Indonésia) em 1631. Foi capitão geral das armadas de alto bordo (também designado Capitão-General da Armada Real dos Galeões de Alto Bordo do Mar Oceano) e governador da Índia. Era filho de Diogo Botelho, o oitavo governador-geral do Brasil.

O retrato de Botelho é de criação artificial, baseada na imagem em https://ancestors.familysearch.org/pt/G2N6-73G/nu%C3%B1o-alvarez-botelho-1590-1631.

28 julho 2025

BOCA DO VENTO, Almada

BOCA DO VENTO

Lugar da freguesia e cidade de AlmadaEstremadura, Portugal.

«Designa-se por Boca do Vento o espaço compreendido entre o Pátio do Prior e o miradouro sobre o Tejo, abrangendo todo o largo do mesmo nome.

Neste caso, como em todos os outros no concelho denominados boca, trata-se de uma abertura na arriba fronteira ao litoral.

Do lado nascente da Boca do Vento fica o sítio hoje chamado Quintinha e que é muito provavelmente aquele que Fernão Lopes chamou "meijão frio".

Junto da Quintinha está o edifício dos Serviços Administrativos da Câmara Municipal implantado, no local onde teve residência o  poeta Diogo Paiva de Andrade, que aí faleceu em 1660. Nas mesmas casas habitou sua filha D.ª Brites Teresa de Meneses.»

(Sousa, R.H. Pereira de. Almada. Topnímia e História, CMA, 2003.)

17 julho 2025

CORVINA

CORVINA

Povoação da freguesia da Trafaria, concelho de AlmadaEstremadura, Portugal.

«CURVINA. (...) O significado é obscuro: de "curvinha"? Por vezes aparece a grafia "Corvina", o que a ser correcto teria um significado totalmente diferente. A Quinta [ da Corvina ] pertenceu à casa dos Távoras de Caparica.»(1)

Corvina é o nome comum de um peixe, talvez relacionado com corvo, devido à cor.

1. Sousa, R.H. Pereira de. Almada. Topnímia e História, CMA, 2003.

 

05 julho 2025

SINTRA

SINTRA

Vila e concelho da Estremadura, Portugal.

«A forma mais antiga já medieval conhecida deste topónimo é Suntria, que apontará para o radical indo-europeu sun, «sol», «astro luminoso», e lembra os vestígios da gravura rupestre que existiu no Magoito, onde figura antropormórfica glorificava o sol poente. Varrão e Columela designavam a serra de Sintra (que os árabes chamaram Xintara) de «Monte Sagrado» e Ptolomeu registou-a como Serra da Lua.»(1)

«Em Sintra, tal revelar-se-á na própria definição do topónimo cuja forma mais antiga conhecida – Suntria –, já medieval, aponta para o radical indo-europeu *sun, "astro luminoso", "sol" e alembra-nos, entre outros, os vestígios de gravura rupestre que existiu no Magoito, onde figura antropormófica glorificava o sol poente que, em sucessivos círculos raiados, ia mergulhando nas frígidas águas atlânticas, no preciso instante que antecedia o breu nocturno.»(2) 

«Assim, a raiz toponímica é milenar... Xentra, Zintira, Chinra, Xintra, foram algumas adaptações às mais variadas épocas. Tal como Xentra a Sintra, passando por Cintra, foi um pequeno passo.»(3)

«Sintra é a grafia atual; entre o s. XVI e o s. XX usou-se frequentemente a grafia Cintra. Esta grafia com c justifica-se pela crença humanista de que a origem do topónimo seria Cynthia, um dos cognomes de Diana, deusa da lua. A crença terá origem no facto de Ptolomeu (s. II, Geografia) ter chamado à serra de Sintra Selénes óros (Mons lunae, ‘monte da lua’).»(4)

26 junho 2025

MAGOITO

MAGOITO

Localidade da antiga freguesa de São João das Lampas, concelho de SintraEstremadura, Portugal.

O topónimo tem origem árabe, segundo Paulo Castro Garrido: «Magoute / Magoito: ماخوذ | māḫūḏ, “pegar, ir caçar, superar”».(1) Por sua vez, Frederico Mendes Paula deriva Magoito de «Maqhut, árido».(2)

«Fernandes (1999, pp. 404-405) identifica neste topónimo o elemento mag-, segundo ele, uma raiz pré-romana com o significado de ‘elevação, colina, campo’, que define uma extensa série de topónimos em Portugal».(3)

18 junho 2025

VIEIRA DO MINHO e VIEIRA DE LEIRIA

VIEIRA DO MINHO — Vila e concelho do Minho, Portugal.
VIEIRA DE LEIRIA — Vila e freguesia do concelho da Marinha GrandeEstremadura, Portugal.

Vieira do Minho:
«É uma impossibilidade fonética Vernaria resultar em Vieira. (...) A forma antiga de Vieira só poderá ser, assim, Velária, mas os estudiosos reconhecem que não é fácil descobrir o seu significado. É, porém, admissível que se que se trate de um vocábulo que se relaciona com o latim velare, sem que a relação, talvez metafórica, por alusão à serra da Cabreira, o esclareça melhor.»(1)

Vieira de Leiria:
«A designação da localidade pode ter sido importada do Norte do país, hipótese considerada, aliás, como a mais provável, até pela lógica da repovoação, na sequência do avanço dos cristãos sobre os árabes. Além disso, a designação Vieira aparece a sul do Tejo exclusivamente aplicada a casais, montes ou herdades, portanto, a simples prédios ainda, ou na origem; no Norte, a denominação cabe sempre a povoações. Poderia pensar-se nos moluscos homónimos como causa do topónimo, mas todas as povoações assim chamadas estão afastadas do mar e não seria compreensível a aplicação toponímica dada a tão "insignificante" objecto.
Vieira provirá do latim veeira/venaria (de vena, veia), relativo a um ou mais cursos de água, nascentes, filões metálicos, etc.; ou de vinaria (do latim vinu), relativo à cultura de vinho ou existência de videiras, embora fizesse mais sentido o vocábulo dar vinheira, em vez de vieira; ou, ainda, de viaria, alusivo a via ou vias, mas, neste caso, com a contrariedade de a sua forma antiga ser Veeira; e, finalmente, de velaria (do latim velare), pois a única Vieira designada por Velaria, nos séculos X a XIII, é a do Minho. Deve então, o topónimo Vieira ter um sentido mais ou menos metafísico (vegetação, relevo do solo, etc.), não raro, de resto, na toponímia.»(1)

«O nome Vieira de Leiria poderá advir de vieiro (metal), devido às abundantes indústrias metalúrgicas existentes na região, ou do termo latino vena, venae (o que tem conduto de água), ou ainda, segundo alvitra o povo, das conchas caneladas denominadas vieiras que existiriam outrora nos extensos areais.»(2)

«Do português arcaico vieira, 'concha que identificava os peregrinos', sobretudo os que iam a Santiago de Compostela. Tem o derivado Vieiras.»(3)

⮚ Vieira como antropónimo:

«Toponímico português, Vieira foi adotado como sobrenome por famílias do Minho e de Leiria, em Portugal. A mais antiga parece ser a dos Vieira do Minho, de quem foi patriarca Rui Vieira, fidalgo dos reis dom Afonso II (1185-1223) e dom Sancho II (1209-48), senhor da quinta da Vila Seca, na freguesia de São João, comarca de Vieira, onde viveu e morreu por volta dos anos 1220. (...) Alguns genealogistas, porém, afirmam que o sobrenome já era mencionado em 1044. Vieira teria origem no latim veneria, certa qualidade de concha, assim chamada pela semelhança entre a concha usada pelos peregrinos de Santiago de Compostela e a que simboliza Vênus (veneris, amor físico) saindo das águas; daí venerari, venerar. (...) Entre algumas personalidades com este sobrenome destacamos o padre António Vieira (1608-97).»(4)

02 maio 2025

PALMELA

PALMELA

Vila, freguesia e concelho da Estremadura, Portugal.
Na Idade Média, o castelo de Palmela foi outorgado à Ordem de Santiago da Espada. No século XV Palmela tornou-se a sede do ramo português daquela ordem religiosa militar.

«Por vezes atribui-se, sem fundamento, a raiz do nome Palmela à do pretor romano Cornélio Palma, que supostamente a teria erguido ou refundado no ano de 106 A.C. Por outro lado, existem referências feitas pelos árabes à praça forte de Balmalla, que poderá ter conduzido a Palmela.»(1)

«Afastada a possibilidade de a raiz da designação de Palmela provir do nome do pretor romano Cornélio Palma (que supostamente teria fundado ou refundado a povoação, no ano 105 a. C.), resta a hipótese de o topónimo resultar do árabe Balmalla, que parece identificar uma praça-forte aqui era estabelecida e terá conduzido à formação de Palmela.»(2)

«Do latim vulgar palmella, 'pequena palma'.»(3)

«Cronologia. Paleolítico médio e Neolítico - vestígios de ocupação humana em Chibanes, Quinta do Anjo e Quinta da Cerca; 310 a.C - fundação de Palmela pelos Celtas (cuja designação é desconhecida), foi dominada nos quatro séculos seguintes pelos romanos; 106 - reedificação da vila por Aulio Cornelio Palma, pretor romano da Lusitânia, dando-lhe o nome da Palma Pequena para a distinguir de uma outra que já fundara na Andaluzia; séc.5 a 8 - presença dos Alanos, dos Suevos e dos Visigodos; 711 - início da ocupação muçulmana; 715 - conquista árabe; início da fortificação de Palmela, com a construção do castelo; séc. 8 a 12 - ocupação do castelo pelos muçulmanos; séc. 12 - possível localização do primitivo convento da Ordem de Santiago na alcáçova; data provável da construção da Igreja de Santa Maria, primeira Paroquial; séc. 12 / 13 - rendição do castelo, existência de uma casta nobre muçulmana (Balmâla) no castelo, expulsa da medina para o arrabalde, que é posteriormente também ocupado pela comunidade judaica.(...)
Palmela parece ser diminutivo de palma, palavra de raiz latina que pode significar a folha da palmeira ou a vitória. Pode ser um "genitivo de Palmius, nome masculino que deu o topónimo daquela freguesia" (vide Boletim Nº 129 da DGEMN).»(4)

 

29 março 2025

SARILHOS GRANDES e SARILHOS PEQUENOS

SARILHOS GRANDES e SARILHOS PEQUENOS

Sarilhos Grandes é uma freguesia do concelho do Montijo e a vizinha Sarilhos Pequenos é uma freguesia do concelho da Moita, na Estremadura, Portugal, na margem sul do Estuário do Tejo.

«O nome advém de um utensílio utilizado na extração de sal, denominado sarilho. Esta peça em madeira servia para forçar uma nora a abrir a porta de água por onde lentamente entrava o rio. Esta água era então armazenada em compartimentos protegidos por muros com cerca um metro e meio (as "margateiras"), de onde após a evaporação da água era retirado o sal. E, ao contrário do que sucedia em Sarilhos Grandes, freguesia do vizinho concelho do Montijo, os sarilhos utilizados em Sarilhos Pequenos eram precisamente os de menor dimensão.»(1)

«Segundo a tradição, o nome [ de Sarilhos Grandes ], provem do facto de estarem equidistantes de uma azenha ou moinho de maré. Tal moinho seria constituído por quatro mós de pedra, que ao funcionarem consoante as marés do Tejo, davam a impressão de um sarilho em movimento, porque rodavam, acasaladas, em sentido inverso. O que parece dar certa veracidade a esta tradição é o facto de, até 1975, terem existido as ruínas de um moinho com estas características, entre as povoações de Sarilhos Grandes e Sarilhos Pequenos.»(2)

Sarilho: «1. espécie de dobadoura onde se enrolam os fios das maçarocas para formar as meadas. 2. engenho próprio para arrastar ou levantar pesos (usado para alçar fardos, retirar água de poços, etc.), constituído por um cilindro horizontal móvel, geralmente acionado por manivela ou por motor, em redor do qual se enrola a corda ou o cabo ao qual se prende a carga a deslocar. Do latim *sericulu-, "dobadoura"».(3)

Sarilho também é um termo popular que significa confusão, trapalhada, situação difícil, complicação; dificuldade, briga, desordem.

 

28 março 2025

SÃO BARTOLOMEU DOS GALEGOS

SÃO BARTOLOMEU DOS GALEGOS

Freguesia do concelho da LourinhãEstremadura, Portugal.

«Era e ainda é rica toda a área da primitiva freguesia em pedreiras calcárias que logo passaram a ser exploradas, conjuntamente com o amanho da terra, trazendo para estas paragens novas gentes, nomeadamente do Norte do país e da Galiza. (...) Por finais do século XIV ou já no século seguinte, se separam de Santa Maria de Óbidos, formando uma nova paróquia, com sede na povoação de São Bartolomeu e na igreja dedicada àquele Santo, mas sob a denominação de São Lourenço dos Galegos.» (http://sbartolomeugalegos-moledo.pt/)

São Bartolomeu dos Galegos é uma das muitas povoações em Portugal com referência a galegos ou à Galiza.


 

24 março 2025

CADAFAIS

CADAFAIS

Freguesia do concelho de AlenquerEstremadura, Portugal.

Cadaval: «De cadaval, 'terreno onde há cádavas'. Encontra-se também na Galiza sob a forma Cadabal. Tem os derivados Cadafais, Cadafás, Cadavai, Cadavais, Cadavajo, Cadavão, Cadaveira e Cadaveiro.» (infopedia.pt)

Cádava: «Conjunto dos pés de mato que ficam depois das queimadas. De origem obscura.» (infopedia.pt)

Cádava, Cádavo: «Tronco chamuscado que fica no terreno que se queimou.» (estraviz.org)

Cadava: «Conjunto dos caules lenhosos que, após as queimadas, ainda ficam de pé.  Etimologia: espanhol cadava (michaelis.uol.com.br)

Cádava: «(rural, Asturias) Tronco seco o chamuscado de árgoma o tojo.» (dle.rae.es)

Na foto, a vinha em primeiro plano é na freguesia de Cachoeiras, concelho de Vila Franca de XiraRibatejo.

 

19 março 2025

RIO DO JUDEU

RIO DO JUDEU

Rio situado nas freguesias de Arrentela e Amora, concelho do SeixalEstremadura, Portugal.

O nome indicado na placa está errado, porque o rio não é judeu, nem judaico. O nome original é Rio do Judeu porque os terrenos à volta pertenciam a um judeu, David Negro, almoxarife das alfândegas no reinado de D. Fernando I (século XIV). O Rio do Judeu é um afluente da margem esquerda do Estuário do Tejo.

 

15 março 2025

CALDAS DA RAINHA

CALDAS DA RAINHA

Cidade e concelho da Estremadura, Portugal.

Em 1485 a rainha D.ª Leonor (1458-1525), também conhecida como Leonor de Avis, consorte de D. João II, fundou um estabelecimento de banhos e um hospital termal, o que originou o nome da povoação, Caldas da Rainha. O hospital, concluído cerca de 1488, recebeu o nome de Nossa Senhora do Pópulo.

O Hospital Termal das Caldas da Rainha é o mais antigo do Mundo em funcionamento.

D.ª Leonor instituiu também a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

O brasão das Caldas da Rainha é um dos raros em Portugal que não segue as normas da heráldica municipal portuguesa. É baseado no brasão de D.ª Leonor.

⮚ A palavra caldas, sinónimo de estância termal, deriva de caldo, do latim calidu- ou caldu-, «quente».

http://www.freguesiacaldasdarainha.pt/patrimonio/hospital-termal/

 

22 fevereiro 2025

TERRUGEM

TERRUGEM

➤ Freguesia do concelho de Elvas, Alto Alentejo, Portugal.
➤ Freguesia do concelho de Sintra, Estremadura, Portugal.
➤ Localidade do concelho de Oeiras, Estremadura, Portugal.

«De terra. [ Terra ] Aparece como primeiro elemento de inúmeros topónimos compostos, como Terra de Baixo, Terra das Figueiras, Terra Velha, etc., geralmente fáceis de explicar. Tem os derivados Terrada, Terras, Terrazinha, Terreira, Terreirinho, Terreiro, Terrenho, Terreno, Terrim, Terrinha, Terrins, Terrosa, Terroso, Terruco, Terruge, Terrugem, Terrujão, Terrujo, Torreira e Torrosa.» (infopedia.pt)

 

03 fevereiro 2025

MOSSOROVIA

MOSSOROVIA

Aldeia da união de freguesias de Aldeia Galega da Merceana e Aldeia Gavinha, concelho de AlenquerEstremadura, Portugal.

Segundo o vídeo de Independentes Pela Freguesia, «o seu nome deriva de moçárabe, terra de árabes" (sic)*. Os moçárabes eram os cristãos que viviam sob domínio muçulmano na Península Ibérica, do árabe musta'rib, «que se tornou árabe». O locutor, supostamente alguém da freguesia, pronuncia o nome como "Msorvia".

No concelho de Alenquer há também uma povoação com o nome de Meca.

Mossoravia quase parece uma mistura atópica, e anacrónica, entre Mossul (no Iraque) e Monrovia (na Libéria).

* - https://www.facebook.com/ipf.independentespelafreguesia/videos/173294428232740

02 fevereiro 2025

SETÚBAL

SETÚBAL

Cidade e concelho do sul da Estremadura, Portugal. Está localizada na Área Metropolitana de Lisboa, na Península de Setúbal, junto à foz do Rio Sado. O Distrito de Setúbal engloba a Península de Setúbal e os concelhos do Baixo Alentejo de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines.

«O topónimo provém, admissivelmente, de acordo com vários autores, do nome da cidade de origem céltica Cetóbriga, situada [na Península de Troia] na margem sul [esquerda] do Sado, que terá sido destruída por um cataclismo. O primitivo povoamento de setúbal (tudo indica, ligado à actividade piscatória) terá herdado, então, o nome daquela povoação da outra margem do rio, que, mais tarde, seria ocupada pelos árabes e que a apelidaram de Xetubre. A actual designação de setúbal (cidade desde 1860) resulta, assim, de Xetubre, que terá provindo de Cetóbriga.»(1)

«Suponho que a primeira referência ao topónimo que iria florir sob a forma Setúbal é a que ocorre na Geografia de Edrici, um sábio árabe nascido em Ceuta, contemporâneo do nosso D. Afonso Henriques. Diz ele: "Alcácer do Sal fica nas margens do Xetubre, grande rio navegado por navios e outras embarcações de comércio".
Não é nome de cidade, mas de rio. Mas é admissível que o rio tivesse tomado o nome da cidade junto da qual entrava no mar: Xetubre, ou Chetubre, pode ter relação com Cetóbriga, palavra da qual, aliás, se admite que tenha vindo Tróia, nome da lingueta arenosa que tem por debaixo uma cidade romana, por cima uma cidade turística.
Quando, mais tarde, surgiu um povoado nas margens alagadiças do rio, recebeu o nome do rio: Setúbal.»(2)

«Do topónimo céltico Cetobriga, 'cidade dos Cetos', através do arábico Xetubr.»(3)

«Na época latina, a cidade de Setúbal chamava-se ‘Caetobriga’, topónimo constituído por um radical pré-indo-europeu ‘set’, «elevação, monte», e o elemento céltico ‘-briga’, «cidadela» (Dicionário Onomástico-Etimológico da Língua Portuguesa, de José Pedro Machado). Os Árabes pronunciavam este nome como 'xeTubr', que deu "Setúbal" em português.»(4)

«Segundo o Itinerário de Antonino Pio (séc. III a. C.) a romana Cetóbriga - de que a designação Setúbal terá derivado - localizava-se na margem direita de Callipus - nome latino do rio Sado - entre Equabona (atual vila de Coina) e Salacia (atual Alcácer do Sal).»(5)

O maior poeta português do século XVIII, Manuel Maria Barbosa l'Hedois du Bocage (1765-1805) é natural de Setúbal. A pintura, na imagem, encontra-se no museu Casa Bocage, onde o poeta nasceu.

1. João Fonseca, Dicionário do Nome das Terras.
2. História de Setúbal por José Hermano Saraiva, https://uniseti.wordpress.com/setubal/

25 janeiro 2025

PÓVOA DA GALEGA

 

PÓVOA DA GALEGA

Localidade da freguesia do Milharado, concelho de MafraEstremadura, Portugal.

Cerca de 4 km para norte situa-se a localidade de Galegos, no concelho do Sobral de Monte Agraço. Cerca de 2 km para este encontra-se a povoação de Calvos, que é um topónimo também existente na Galiza. Junto à Póvoa da Galega há um monte com o nome de Galega

«Lenda da Póvoa da Galega. Nos princípios do séc. XVI estabeleceu-se na Póvoa uma senhora originária da Galiza, que vivia na quinta hoje chamada do Bom Sucesso, a qual ocupava, então, todo o centro da localidade.

Esta, além de muito rica, era dotada de grande formosura, pelo que os moços dos arredores vinham à Póvoa ver a galega. Daí, derivou o nome da Póvoa da Galega, originalmente denominada São Gião (https://eb1hc1b0809.blogspot.com/2011/05/lendas-do-concelho-de-mafra.html)

Esta é uma das muitas povoações em Portugal com referência a galegos ou à Galiza.

24 janeiro 2025

RUA DO CASTELO, Almada

RUA DO CASTELO
Antigo Largo da Câmara

AlmadaEstremadura, Portugal.

Situa-se junto ao Castelo de Almada e à Igreja de Santiago.
 

TELÕES

TELÕES Freguesia do concelho de  Vila Pouca de Aguiar ,  Trás-os-Montes e Alto Douro , Portugal. «Do baixo-latim [Villa] Tellonis , 'a ...