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29 junho 2026

BURELA

BURELA

Concelho da comarca da Marinha CentralGaliza.

Algumas hipóteses para o topónimo:
– Teares de burel.
Burela da heráldica.
Bourel ou boirel (boia).
– Diminutivo de bura, da família de furo, buraca ou buraco.
– De *Villa Burela, de um possuidor chamado Burellus.

O concelho de Burela foi criado em 1994 pela segregação da paróquia de Santa Maria de Burela do concello de Cervo.

Burel: Pano grosseiro e áspero, tecido de lã, de cor castanha ou outras cores.
Burela: Faixa estreita e horizontal pertencente ao escudo, do que é a novena parte.
Bourel: Boia composta de muitas cortiças unidas, com uma marca que serve para diferenciar os diferentes aparelhos da arte chamada volante.
Buraco: Abertura ou rotura em qualquer superfície; orifício; ≃ cavidade, furo; cova; toco, madrigueira; sepultura.
Buraca: Cova, furado de grande extensão; caverna, furna; tobo; buraco grande e rachado.

https://www.youtube.com/watch?v=3fdRMoNbSvg; https://burela.org/gl/burela-de-parroquia-a-concello; https://www.estraviz.org/; https://www.infopedia.pt/

25 junho 2026

TEIO — TEO

TEIO — TEO

Paróquia e concelho da comarca de SantiagoGaliza.

Este topónimo aparece na Idade Média como Sancta Maria de Talegio e como Santa Maria de Teeio. Tem origem pré-romana referente a água.

Edelmiro Bascuas considera que é um hidrotopónimo procedente da raiz indoeuropeia *tala‑, «fluir». Isidoro Millán relaciona-o com o Rio Tea, da raiz *tekw‑, com o mesmo significado de «fluir». Joseph Piel crê que se trata dum nome de possessor de origem germânica *Teodone.

https://portaldaspalabras.gal/lexico/allos-con-bugallos/teo/; https://www.estraviz.org/; https://toponimia.xunta.gal/pt/nova/o-galicia-nomeada-participa-na-semana-cultural-do-ies-de-cacheiras

09 maio 2026

ARANGA

ARANGA

Concelho da comarca de Betanços, na Galiza.

«A origem do topónimo Aranga deriva, segundo todos os estudos, da forma pré-indo-europeia ara-. Esta partícula define um relevo caracterizado por um vale encaixado pelo qual discorre um curso fluvial. Sem dúvida, refere-se ao vale que forma o rio Mandeo ao seu passo pela paróquia de São Paio de Aranga

(Adaptação ortográfica de https://aranga.gal/historia/)

14 janeiro 2026

MONFERO

MONFERO

Concelho da comarca do EumeGaliza, Reino de Espanha.

O topónimo é de origem latina, derivado de mons, «monte, montanha», e de ferus, «feroz, selvagem, bravo», com o significado original de território com pouca intervenção humana.

https://www.lavozdegalicia.es/noticia/ferrol/valdovino/2021/07/25/span-langglfesta-toponimos-ares-valdovinospan/0003_202107F25C9991.htm

 

28 novembro 2025

RABAÇAL

RABAÇAL

➤ Freguesia do concelho de MêdaBeira Alta, Portugal.
«Tem-se como certo que o nome de Rabaçal provenha, do facto de, nas suas cercanias existir um ribeiro onde haveria muitas rabaças (planta umbelífera, do latim rapatia).»(1)

➤ Freguesia do concelho de PenelaBeira Litoral, Portugal. Foi vila e sede de concelho até 1853. O Queijo Rabaçal, com denominação de origem protegida, é produzido nesta freguesia e noutras de Penela e concelhos vizinhos.

➤ Localidade da freguesia e concelho da Calheta, Região Autónoma da Madeira, Portugal.

Rio Rabaçal — Rio que nasce na Galiza e que com o Tuela forma o Tua, afluente do Douro, em Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal.

«De rabaçal, 'terra onde se cultivam rabaças'. Tem os derivados Arrabaça, Rabaça, Rabaças, Rabaceira, Rabaceiro, Rabacinha, Rabacinos, Rabaço e Rabaçosa.»(2)

Rabaçal como substantivo: terreno onde abundam as rabaças (plantas); variedade de queijo curado português, típico da região Centro, feito com uma mistura de leite de ovelha e leite de cabra. De rabaça + -al. Rabaça: plantas herbáceas da família das Umbelíferas (Apium nodiflorum e Oenanthe crocata). Do latim rapacia-, «folhas de rábano».(2)

1. https://www.jf-rabacal.pt/pt_pt/history
2. infopedia.pt

17 novembro 2025

QUIROGA

QUIROGA

Concelho e comarca da província de Lugo, Galiza.

A comarca de Quiroga ou Courel (Caurel) inclui também os concelhos de Folgoso do Courel e Ribas de Sil. A Serra do Courel situa-se nesta comarca.

Quanto à origem do topónimo Quiroga ou Queiroga, Menéndez Pidal refere o deus da guerra Mars Cariociecus, ou seja Carióceco ou Marte de Carioca, na antiga Gallaecia. Por outro lado Corominas indica a planta queiroa (queirúa, queiruga), com base em *cariola de origem desconhecida, donde procedem os apelidos Quiroga, Quirós, Queiroz e Queirós.(1) 

Quiroga é uma planta do género Calluna cujo nome em galego-português tem as variantes queiroga, queiruga, queiroa, queiró; também é conhecida por urze, uz, torga e vários outros nomes. A etimologia de queiroga ou queiró é desconhecida, mas poderá estar relacionada com a raiz pré-romana ou céltica *car- ou *kar- «pedra, lugar pedregoso; duro».

1. https://papelmarelo.blogspot.com/2020/02/toponimia-do-concello-de-quiroga-por.html

31 outubro 2025

COMPOSTELA — SANTIAGO DE COMPOSTELA

COMPOSTELA — SANTIAGO DE COMPOSTELA

Capital da Galiza, país do noroeste da Península Ibérica, que constitui administrativamente uma comunidade autónoma do Reino de Espanha, desde 1978, com o estatuto de nacionalidade histórica.

O topónimo tem origem incerta. Entre as explicações mais divulgadas encontram-se as seguintes:
– Do latim compositum tella ou composita tella, «terras bem ajeitadas», «terras formosas», ou seja eufemismo para «cemitério», com o termo latino composita, particípio passivo feminino do verbo componere, tendo o sentido de «arranjado, disposto, adornado».
– De componere, «arrumar, colocar um morto num túmulo», e o substantivo verbal compositum > compostum, no diminutivo compostella, «pequeno arranjo», com o significado de «sepultura» ou «cemitério».
– Da expressão latina Campus Stellarum ou Campus Stellae, «campo de estrelas», referente à lenda da sepultura de Santiago Maior encontrada graças a estrelas sobre o local. Esta hipótese é considerada etimologia popular.
– Hipocorístico do antropónimo Composta

Santiago refere-se ao apóstolo Santiago Maior (em latim Sanctus Iacobus, em grego Ἰάκωβος), um dos doze apóstolos de Jesus Cristo. Em português o nome também foi grafado Sant'Iago, Santo Iago, São Tiago e Tiago, entre outras formas. O nome hebraico יעקב (Ya'akov) foi latinizado para Iacobus, dando origem a Iago, Tiago, Diogo, Jabob (Jacó), Jaime e outras variantes em diversas línguas europeias. Na Idade Média na Península Ibérica, Sant'Iago também era chamado Santiago Mata-Mouros.

A cidade de Santiago de Compostela também foi chamada no exterior como Santiago de Galiza.(1)

O topónimo Santiago, simples ou composto, é usado em grande número de localidades dos países de língua portuguesa e castelhana, para além de outras com as suas versões.

O gentílico de Santiago de Compostela é «santiaguês», «compostelam» ou, mais popularmente, «picheleiro».

O Dia Nacional da Galiza é 25 de julho, dia de Santiago Maior.

Os Caminhos de Santiago são rotas de peregrinos de toda a Europa até Compostela, para venerar as relíquias de Santiago Maior que se encontram na Catedral de Santiago de Compostela. Estes itinerários estão inscritos na lista do Património Mundial da UNESCO.

1. https://toponymytoponimia.blogspot.com/2024/08/santiago-de-galiza.html

08 agosto 2025

OUR-

OUR-

OUR- : Ouro, água, outra origem?

⬧ Galiza:

Ourol, concelho de Guntim; Oural, concelho de Carinho; Ourada, concelho de Ponteceso; Oural, concelho de Boqueijom; Ourís, concelho de Arzua; Ourantes, concelho de Punjim; Ourense.

Ourol, Marinha Ocidental: «Os vichelocregos simbolizan o topónimo Ourol, derivado do latín aureolus (dourado).» (gl.wikipedia.org/)

Ourantes: «O topónimo Ourantes é um hidrónimo de origem pré-romana, da raiz *awer- com o significado de 'molhar, humedecer, fluir'. Outros autores defendem que é um orónimo a partir da raiz pré-indoeuropeia *or-r/ur-r "outeiro, altura, monte ou vale entre montes".» (gl.wikipedia.org/)

Ourense: «Batizada pelos Romanos como "A cidade de ouro" (Auriense).» (gl.wikipedia.org/)

Portugal:

Serra do Oural, concelhos de Ponte da BarcaPonte de Lima e Vila Verde; Barragem de Oural, Cabeceiras de Basto; Oural, concelho de Paredes; Rio Douro; Ourentã e Ourentela, concelho de Cantanhede; Ourém; Abrantes.

➤ Rio Douro: «Versões populares para a origem do seu nome são várias. A mais provável aponta para o antigo celta dur ou dubr (água, rio)». (pt.wikipedia.org/)

Ourentã: «Freguesia de solo ubérrimo, farta de água». / «De “aura” = tontura, vertigem?» / «com boa dose de probabilidade, uma origem etimológica em raiz latina “auru” (ouro)».(http://www.freguesiadeourenta.eu/)

Ourém: «O concelho recebeu foral em 1180, atribuído pela infanta D. Teresa, filha de D. Afonso Henriques. Nesse documento refere-se que aquele lugar se chamava em latim Auren.
No documento de doação do eclesiástico em 1183 por D. Teresa, afirma-se que o local onde foi construído o castelo anteriormente se chamava Abdegas, “Aprouve-me fazer testamento do eclesiástico de Ourém, que antes se chamava Abdegas”. No entanto, no foral de Leiria de 1142 a palavra Ourém (Portus de Auren) já era referida, como limite territorial do termo de Leiria. Em 1159 na doação do Castelo de Ceras, e em 1167 num documento do Bispo de Lisboa a D. Afonso Henriques sobre uma disputa territorial com os Templários, tinha voltado a aparecer Portus de Auren.
A palavra Portus significava uma travessia de um rio ou ribeiro. A comparação dos documentos leva a concluir que o “Porto de Ourém” se situava entre a Sabacheira e Seiça. Por isso, é de crer que inicialmente a palavra Auren designasse apenas a ribeira com os seus terrenos adjacentes. O núcleo histórico desenvolveu-se em torno do Castelo de Ourém, que teve no tempo de D. Afonso, 4.º Conde de Ourém um período de grande desenvolvimento. Em 1841 a sede do concelho passou da zona histórica do castelo para o vale onde se encontra actualmente. Até à sua elevação a cidade em 16 de Agosto de 1991, era conhecida como Vila Nova de Ourém. Actualmente seu nome oficial é Ourém (https://www.ourem.pt/municipio/camara-municipal/)

➤ Abrantes: «Poderá vir de um hipotético Aurantes, derivado de aurum, 'ouro', através de Aulantes, forma que aparece num documento de 1176.» (infopedia.pt/)

CASAL

CASAL

Casal, e variantes, é um topónimo comum para pequenas povoações.

«Pequeno povoado; lugarejo; propriedade rústica; conjunto de propriedades aforadas e descritas numa escritura de emprazamento; casal agrícola: unidade constituída por casa de habitação com dependências adequadas à exploração rural e por terrenos de área suficiente para a manutenção de uma família de cultivadores. Do latim casale-, "quinta; fazenda"». (infopedia.pt)

«Casa solarega; casa rústica com as propriedades; pequeno povoado numa aldeia; lugar». (estraviz.org)

Ver também:
- Bairro / Bárrio.
- Foros.

05 agosto 2025

SARRIA e SABROSA

SARRIA — Vila, concelho e comarca da Galiza, Reino de Espanha. 

SABROSA — Vila e concelho de Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal.

Lugares onde há sarro / sárrio / saibro / sábrego / xabre / salavedro / saavedro / xabredo / sagredo / saburra / cebre.

Sabrosa: «de saibrosa, 'terra onde abunda o saibro'. Tem os derivados Sabroso, Sebrosa, Sebrosas, Sebrosinho e Sobroso.» (infopedia.pt)

SARREAUS — Concelho da comarca da Límia, Galiza

«O nome de Sarreaus procede do latim Sarrianus, "os que vêm de Sarria", devido a que no seu momento se repovoou com habitantes desta vila luguesa.» (adptado de gl.wikipedia.org)

Ver também:

- Sabrosa, Portugal.

10 julho 2025

TRIACASTELA

TRIACASTELA

Concelho da comarca de SarriaGaliza.

«O topónimo que dá nome ao concelho de Triacastela e uma das suas paróquias procede do latim tria castella, que significa ‘tres castelos’. Tria é o plural neutro do numeral três e castella é o plural neutro de castellum < castrum, ‘castro’. Portanto, faz referência à existência de ‘três castrinhos’ neste território. Quanto à origem, é possivelmente altomedieval, já que se regista pela primeira vez num documento do mosteiro de Samos do ano 922.»(1)

«Triacastela é o nome dum lugar e da paróquia à que pertence, Santiago de Triacastela, e mais o do concelho do mesmo nome da província de Lugo.
A origem do topónimo não está clara ainda que no escudo municipal apareçam três castelos dos que não há notícia que houvesse pelos arredores. Alguns interpretam que Triacastela pode derivar de três castros (castellum) que formam uma espécie de triângulo e que são o de Triacastela, o de Trás do Castro (ou de Santo Adrião) e o de Lagares.»(2)

17 maio 2025

GONDOMAR / GONDAR / etc

GONDOMAR, GONDARÁM, GONDARÉM, GONDAREI, GONDARIZ, GONDORIZ, GONDARISCO, GONDAR, GONDA, GUNDAR

Nomes de várias povoações da Galiza e Norte de Portugal.

Gondomar, Galiza: «A origem de Gondomar estaria relacionada com a presença dum assentamento germânico ao mando dum chefe chamado Gundemaro.»(1)

Gondomar, Douro Litoral, Portugal: «Entre outras versões, a denominação Gondomar é atribuída ao rei visigodo Gundemaro que, em 610, teria aqui fundado um couto, apesar de não haver vestígios dos cavaleiros visigóticos.»(2)
«A origem do topónimo é, em regra, atribuída ao rei visigodo Gundimaro (610-612), nome próprio germânico, que, segundo Leite de Vasconcelos, deriva de gundjia (batalha) e meer (destreza), que, latinizado, terá sugerido Gundimarus e, depois, Gondomar. Há, porém, quem defenda que a designação da cidade (...) resulta de Gunthimirus, embora não se conheça qualquer notícia sobre a passagem deste rei visigodo por estas terras.»(3)
«Do baixo-latim [Villa] Gundemari, 'a quinta de Gundemaro'.»(4)

GondarémVila Nova de Cerveira: «fundada em 970 por Gundaredo, um chefe normando».(3)

GondarAmarante: «Gondar deve a sua toponímia a Dom Mem Gundar que, no século XII, ali fundou o mosteiro beneditino que deu origem à povoação.»(5)

Gondariz / Gondoriz / Gondar: «Do baixo-latim [Villa] Gundarici, 'a quinta de Gundarico'. Encontra-se também na Galiza (...).»(6)

Santa Eulália de GondarVila Nova de Cerveira: «Em 1258 (...) denomina-se Gundar».(4)

Ver também:
Gondar — nome duma cidade da Etiópia.



 

01 maio 2025

CELA NOVA — CELANOVA

CELA NOVA — CELANOVA

Concelho da comarca da Terra de CelanovaGaliza, Reino de Espanha.

«Trata-se dum composto do substantivo cela, que alude a um edifício monacal, e do adjetivo nova. O substantivo cela passou de denominar a habitação dum anacoreta para denominar um mosteiro pequeno (Santamarina_2008). Navaza_TopHisp_Galicia_2011 indica que cela era como se chamavam os mosteiros galegos antes da adoção da regra beneditina.»(1)

Cela: «Do latim cellam, ‘quarto’, ‘santuário’, ‘despensa’. Era inicialmente a morada dum anacoreta, e logo passou a designar um mosteiro ou convento de categoria menor.»(1)

«É capital da comarca da Terra de Celanova. Como se pode comprovar na documentação histórica disponibilizada, esta vila recebeu o genérico nome de Vilar até à sua doação à Igreja; a partir desse momento passou a chamarse Celanova. No século XX, o concelho de Celanova absorveu os antigos concelhos de Acevedo do Rio (1968) e Vilanova dos Infantes (1927).»(1)

Cela: 1. aposento de um religioso, no convento. 2. quarto individual nas penitenciárias. 3. cubículo. 4. câmara. 5. alvéolo do favo. Do latim cella-, "cela; pequeno aposento".»(2)

Celas (topónimo): «Do latim coela, 'cavidades', tomado no sentido de 'celas de religiosos'. Encontra-se na Galiza, sob forma idêntica, e na França, sob a forma Celles.»(2)

A forma do topónimo usada pelas autoridades administrativas galegas é Celanova. A forma reintegracionista (galego-portuguesa) é Cela Nova.(3)

1. Excertos adaptados ortograficamente de https://toponhisp.org/gl/toponimia-de-galicia-e-portugal/toponimo/celanova, https://toponhisp.org/node/4541
2. infopedia.pt
3. https://estraviz.org/celanoves

 

18 março 2025

POMBEIRO

POMBEIRO

«Nos dicionários gerais e especializados a que temos acesso, não se regista pombeiro como sinónimo de pombal. No entanto, em galego, regista-se pombeiro como uma variante de pombal (que tem o mesmo sentido que a palavra portuguesa correspondente) ou como designação de um subtipo de pombal. Note ainda que, na toponímia, se acha a forma Pombeiro, tanto em Portugal como na Galiza, a qual é plausivelmente o mesmo que «lugar onde existem pombos». Seja como for, não sendo de excluir que pombeiro, na aceção de «pombal», ocorra dialetalmente em Portugal, a verdade é que não se atesta tal uso nas fontes que consultámos.» (https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/pombeiro-e-pombal/33569)

Galiza:

Pombeiro, concelho de Pantom.

Pombeiro, concelho de Cervantes.

O Pombeiro, concelho de Arbo.

O Pombeiro, concelho de Vilalba.

A Pombeira, concelho de Cerdedo-Cotobade.

Ilha de Pombeiro, concelho do Grove.

Portugal:

Pombeiro da Beira, concelho de Arganil.

Pombeiro de Ribavizela, concelho de Felgueiras.

 

23 fevereiro 2025

NUGALHÁS

NUGALHÁS

Aldeia da paróquia de Arcos, concelho de Antas de UlhaGaliza.

Este lugar é o centro geográfico da Galiza, nas coordenadas 42° 45′ 25″ N, 7° 54′ 39″ W. Na ortografia das autoridades, estes topónimos são escritos Nugallás e Antas de Ulla. A povoação situa-se junto ao lugar homónimo na paróquia vizinha de San Fiz de Amarante.

«Do ponto de vista etimológico, o topónimo alude provavelmente ao abundancial nucaciales, do latim nucalia ‘nogueira’ baseado em nace ‘noz’ (DCECH). Porém, convém ter en conta que nugallás é a forma plural do adjetivo nugallán “que se deixa levar pola nugalla” (DRAG). Neste sentido, tratar-se-ia dum topónimo galego de natureza jocoso-depreciativa que provém do latín nugae ‘bobadas, bagatelas’, nugali, -ale ‘home frívolo, syrneas’ (Ares Vázquez 2009:101). Contudo, o certo é que os dous lugares Nugalhás estão fortemente povoados pela árvore da nogueira.»

(Adaptação ortográfica do texto de Andrea Santiso Arias, https://minerva.usc.es/xmlui/bitstream/handle/10347/27468/1/GLLG_-_Santiso_Arias%2C_Andrea%5B1%5D.pdf)

 

22 fevereiro 2025

PADERNE

PADERNE

Paderne é o nome de várias povoações na Galiza e Portugal.

Por exemplo: concelho na comarca de Betanços e Paderne de Alhariz, na Galiza; freguesia no concelho de Melgaço e freguesia no concelho de Albufeira, Portugal. 

«Do baixo-latim [ Villa ] Paterni, 'a quinta de Paterno'. Encontra-se sob diversas formas em Espanha, sobretudo na Galiza. Tem o derivado Paderna.» (infopedia.pt)

https://www.facebook.com/groups/1687756998191500

 

CÚNTIS

CÚNTIS

Concelho da comarca de Caldas, Galiza, Reino de Espanha.

Entre a Galiza do mar e a Galiza do interior, encontramos uma terra cheia de vida; estamos a falar de uma terra de água, uma terra de pedra, estamos a falar de Cúntis. A Vila Termal de Cúntis é uma bonita povoação rural galega situada na Comarca de Caldas. É composta por 8 freguesias: Arcos de Furcos, Cequeril, Couselo, Banhos de Cúntis, Estacas, Pinheiro, Portela e Troáns. Faz fronteira com os concelhos da Estrada, Campo Lameiro, Moranha, Caldas de Reis e Valga.

Aqui existiu um importante centro termal, com uma vila romana de certa importância e que alguns historiadores consideram ser o antigo solar denominado Aquae Calidae, do povo proto-histórico dos Cilenos (Cileni) que, com capital em Cúntis, terá abrangido os atuais municípios de Cuntis, Moranha e Caldas de Reis.

Cuntis parece ter sido uma importante estância termal na época romana, com templos dedicados aos deuses protetores das águas e instalações terapêuticas.(1)

A origem do nome de Cúntis é pré-latina, de kune-tisa, «lugar feliz».(2)

Há referência a um San Salvador de Cuntís, que deveria ser Guntís.(3) (Guntís é um lugar da paróquia de Neiras, concelho  de Sober, comarca de Terra de Lemos.)

 

21 fevereiro 2025

SENDIM

SENDIM — Lugares dos concelhos de Antas de Ulha e da Arnoia, na Galiza.

SENDIM — Povoações dos concelhos de FelgueirasTabuaçoAlfândega da Fé e Miranda do Douro (Sendin, em mirandês), em Portugal.

Sendim / Sendin, Terra de MirandaTrás-os-Montes: «Os estudos toponímicos mais recentes estabelecem duas etimologias prováveis para o topónimo Sendim: uma tem origem antroponímica do nome próprio medieval "Sendinus" e a outra tem origem na palavra goda "sinth-s" que significa caminho. Neste caso Sendim assume o seu topónimo enquanto localidade que nasceu junto ao caminho que bifurcava da estrada romana ou "Carril Mourisco" e o ligava ao Sul de Espanha. (...) A 1ª referência escrita de Sendim é de 1258 nas Inquirições de D. Afonso III. Nova referência em 1291, em acordo feito entre D. Dinis e D. Fernão Peres, a propósito da comenda de Algoso em que o rei pedira à Ordem de Malta aldeias da ordem, entre as quais Sindym.» (https://www.cm-mdouro.pt/pages/111)

Sendim da Ribeira, Alfândega da FéTrás-os-Montes: «o toponímico Sendim tem origem germânica e bastante comum na região transmontana. A origem do seu nome provém do germânico "Sandini", nos sécs. V e VI, no tempo em que ocorreram as invasões bárbaras, coincidindo com o fim do Império Romano e o aparecimento do Cristianismo. "Sandini" era um indivíduo muito poderoso da época, por ser detentor de todas aquelas terras. Daí a razão de lhe terem posto o mesmo nome à freguesia.» (http://www.terralusa.net/?site=183&sec=part4)

Sendim, FelgueirasDouro Litoral: «Nesta freguesia viveram povos pré-históricos romanizados e depois subjugados por aguerridos invasores, dos quais deve descender Sendino, que lhe deu o nome. Em 1112 a designação já figurava como nome da região.» (https://cm-felgueiras.pt/municipio/freguesias/sendim/)

⇨ «Do baixo-latim [Villa] Sindini, 'a quinta de Sindino'. Tem os derivados Sendinha e Sendinho. O topónimo Sendieira poderá estar-lhe relacionado, e, sendo assim, indicaria povoamento por colonos idos de Sendim.» (infopedia.pt)

19 fevereiro 2025

LALIM

LALIM

Concelho na Galiza e freguesia do concelho de LamegoAlto Douro, Portugal.

➤ Em Portugal: «Lalim, nome que advém do latim de Villa Lallini (Lalim da proto-história), começou por ser um tracto agrário-populacional, sendo uma vila organizada por Lallinus (nome pessoal tirado de Lallus, divindade ou génio tutelar das armas). Esta designação remonta aos séculos III/IV, quando a reforma agrária de Diocleciano obrigou à adjectivação do nome do possessor, numa época sensivelmente tardia da romanização, podendo admitir-se que este nome lhe foi dado por um suevo romanizado.» (Projecto de Lei N.º 516/VI, Elevação de Lalim à categoria de vila. Diário da Assembleia da República, II Série-A - Número 27. 16 de Março de 1995.)

➤ Na Galiza: «Terra inçada de castros, os seus nomes perderam-se como o nome tribal. É natural em terra rica, cobiçada dos conquistadores. Os castros detetados seriam cativos na época soberana. Os hoje centrais são 'nomina possessoris', como Lalim (< *Lallini “de Lallinus”).» (http://www.adigal.org.ar/TRIBOSUNIFICADOparaREDE.pdf)

«O coengo Buenaventura Cañizares deixou probado con documentos demostrativos que o topónimo Lalín ven de "Lalino", un colono do Conde de Deza que tivo ó seu cargo as terras nas que, anos máis tarde (980), se erixiu o mosteiro de San Martiño de Lalín de Arriba.» (http://lalin.gal/concello/historia)

➤ Outra explicação: «Lalim. Aldêa na Provincia da Beira, Bispado de Lamego, fundação de Zeidan Ben huin, Regulo daquella Cidade. Significa Irreprehensivel.» (Vestigios da lingoa arabica em Portugal, Fr. João de Sousa, 1830)

https://www.facebook.com/groups/1687756998191500

 

15 fevereiro 2025

GALEGOS e O FRANCÊS

No concelho de Vedra, na Galiza, a povoação do FRANCÊS está rodeada pelas povoações dos GALEGOS, a norte e a sul.

Galegos são duas das muitas povoações na Galiza, em Portugal e em Espanha, com referência a galegos.

 

ASTANA — АСТАНА

АСТАНА — ASTANA Capital e segunda maior cidade do  Cazaquistão . A povoação foi fundada em 1830 com o nome de Aqmola / Akmola (Ақмола, em ru...