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09 junho 2026

ALPIARÇA

ALPIARÇA

Vila, freguesia e concelho do Ribatejo, Portugal. É um dos pouco municípios com uma só freguesia.

Há várias opiniões sobre o topónimo Alpiarça.

⮚ Resumo do texto de Nuno Prates na página da Câmara Municipal de Alpiarça (1):

Alpiarça, em tempos escrita Alpiaça, é um topónimo associado à origem árabe e ligado ao rio que passa junto à povoação: Rio Alpiarça, Ribeira de Ulme ou Vala de Alpiarça. Segundo José Pedro Machado, o nome deriva de peaça, precedido do artigo árabe al. Peaça vem de peia (embaraço ou impedimento), em referência às algas a jusante do rio. Baptista de Lima relaciona o topónimo com peaça, mas no sentido de correia que prende o boi à canga.

Batalha Gouveia defende a ligação a um antigo culto pagão de adoração à Lua. Alpiarça resultaria da junção dos termos orientais [?] abala, «espírito santo», e arta «divina mater». Arta seria o nome duma divindade associada à fecundidade feminina. O autor relaciona ainda a palavra oriental e ibérica arta «ordem», ligando-a à expressão grega eutakis [eútaktos], «boa ordem», que teria evoluído para estaquios [Eustáchios] em latim, ligando-se ao padroeiro da vila, Santo Eustáquio.

⮚ Resumo do texto na página da Junta de Freguesia de Alpiarça (2):

Alguns autores, como Eurico Henriques, referem a origem da vila no Alto do Castelo. O nome de Alpiarça resultaria da junção de Alpi e arça, com Alpi derivado do latim Alpes (ium), com o significado de «ponto mais alto», tal como a cordilheira dos Alpes, e arça, do latim arx (arcis), «cidadela» ou local de defesa em zona elevada. Assim, Alpiarça seria a «povoação do alto».

Outra teoria atribui origem árabe ao topónimo, com relevo para a existência do prefixo al. Nalguns documentos aparece a designação Alpeaça, mas as Memórias Paroquiais de 1758 indicam que a localidade «sempre conservou o nome de Alpiarça, nem há memória que tivesse outro».

⮚ Resumo do texto do Dicionário do Nome das Terras (3):

Alpiarça outrora dizia-se Alpiaça, com origem árabe, derivado do nome do rio que a atravessa, também conhecido por Vala Real ou Vala de Alpiarça e, noutras áreas, Ribeira de Ulme ou Rio Alpiaçoilo. Alguns autores relacionam o topónimo com a palavra peaça, precedida pelo artigo arábico al. Peaça provém de peia, «embaraço, impedimento», relativo às algas neste afluente do Tejo. Outra hipótese para o significo de peaça é a «correia que prende o boi à canga». Outros defendem a ligação a um antigo culto de adoração à Lua ou aos termos orientais abala, «espírito santo», e arta, «divina-mater».

⮚ Texto do Dicionário Infopédia de Toponímia (4):

«O topónimo parece vir da ribeira do mesmo nome, assim chamada pelo embaraço causado à navegação pelas algas que nela abundavam - Alpiarça viria de peaça, 'impedimento', derivado de peia, com o prefixo arábico al-, o que parece ser confirmado pela existência de um troço da ribeira chamado Alpeaçoulo (com o sufixo diminutivo arcaico -olo).»

1. https://www.cm-alpiarca.pt/concelho/historia/toponimia
2. https://jf-alpiarca.pt/index.php/a-freguesia/freguesia/historia
3. FONSECA, João, Dicionário do Nome das Terras.
4. https://www.infopedia.pt/

31 maio 2026

CHAMUSCA

CHAMUSCA

Vila, freguesia e concelho do Ribatejo, Portugal.

Uma explicação para o topónimo é a antiga palavra chamusca, «matagal usado para queimadas». Outra explicação, no mesmo sentido mas não consensual, é que deriva duma espécie de urze ou tojo conhecido por chamusca, chamusco ou tojo-chamusco (Ulex genistoides), usado para chamuscar os porcos depois de abatidos.

(https://www.infopedia.pt/; FONSECA, João, Dicionário do Nome das Terras.)

30 maio 2026

PONTE DE SOR

PONTE DE SOR

Cidade, freguesia e concelho do Ribatejo, Portugal. Devido à sua pertença ao distrito de Portalegre e integração nas NUTS do Alentejo, o concelho de Ponte de Sor é frequentemente considerado alentejano. A cidade situa-se na margem direita da Ribeira de Sor.

O nome de Ponte de Sor deriva da ponte, provavelmente romana, sobre a Ribeira de Sor e integrada na via que ligava Lisboa (Olissipo) a Mérida (Emerita Augusta). A vila recebeu foral manuelino em 1514. A antiga ponte ruiu antes do século XVIII, passando a travessia da ribeira a ser feita por uma barca a jusante. A ponte atual foi construída em 1823 e reconstruída em 1867.(1)

A origem do nome da Ribeira de Sor é incerta, provavelmente pré-romana. Uma hipótese é uma variante de Soure, do baixo-latim [Villa] Sauri, «a quinta de Sauro». Este antropónimo está relacionado com Saurium, latinização de um nome céltico.(2)

Também é usada a grafia Ponte de Sôr e Ribeira de Sôr.

1. https://www.cm-pontedesor.pt/concelho-2/; FONSECA, João, Dicionário do Nome das Terras.
2. https://www.infopedia.pt/

04 maio 2026

VILA NOVA DA BARQUINHA

VILA NOVA DA BARQUINHA

Vila, freguesia e concelho do Ribatejo, Portugal.

O pequeno concelho situa-se na margem direita do Rio Tejo, entre o Entroncamento e Constância. Inclui o Castelo de Almourol.

«A actual sede do Concelho remonta ao final do século XVII chamando-se nessa altura Barca, embora alguns autores defendam a existência da povoação antes dessa data, pois existiria no local um porto que efetuava a ligação para a margem esquerda do Tejo.
O aglomerado desenvolveu-se em função do rio Tejo, a partir dos finais do século XVIII, transformando-se num importante entreposto comercial absorvendo o negócio de madeiras, sal e azeite, que pertencia ao porto de Tancos.
Devido a essa prosperidade económica em 6 de Novembro de 1836, foi elevada a sede de concelho, integrando a freguesia de Barquinha e Tancos na sua jurisdição e herdando todos os seus privilégios ao mesmo tempo que era desanexada do concelho de Atalaia.
Em Junho de 1839, um alvará de D. Maria II elevou o lugar à categoria de vila, com o nome de Vila Nova da Barquinha, passando a integrar três freguesias que outrora tinham sido sedes de concelho: Atalaia, Tancos e Paio de Pelle.»(1)

Barquinha: diminutivo de barca ou barco.

Vila: povoação de categoria superior a aldeia e inferior a cidade; do latim villa, «quinta, casa de campo».(2)

1. https://freguesiavnbarquinha.pt/index.php/pt/historia-e-localizacao
2. https://www.infopedia.pt/

14 abril 2026

GOLEGÃ

GOLEGÃ

Vila, freguesia e concelho do Ribatejo, Portugal.

«Desde os primórdios da nacionalidade que a Golegã foi ponto de paragem obrigatório para os viandantes, uma vez que existia, neste lugar, uma albergaria com serviço de muda de montadas, pertença de uma mulher oriunda da Galiza, sendo conhecida a localidade como Venda da Galega [mais tarde Vila da Galega](2), o que terá dado origem ao actual nome da vila. Por esta razão o mais antigo brasão de armas da terra tem representada a mulher galega que ali instalou a referida estalagem. A apoiar esta tese da origem do topónimo, está o facto de a primeira igreja que servia os fiéis da localidade se chamar ermida de Nossa Senhora da Albergaria.»(1)

A vila é famosa pela pela Feira Nacional do Cavalo, todos os anos em novembro.

1. https://www.cm-golega.pt/concelho/historia
2. FONSECA, João, Dicionário do Nome das Terras.
https://www.infopedia.pt/

06 dezembro 2025

TOMAR

TOMAR

Cidade e concelho do Ribatejo, Portugal. Tomar é atravessada pelo Rio Nabão (Nabanus para os Romanos), que é um afluente do Zêzere e este do Tejo.

A origem do topónimo Tomar é obscura. Algumas das hipóteses são as seguintes:
– Relacionado com  tomo ou tomilho (Thymus vulgaris), do grego thýmus. Terá sido arabizado para Thomar ou Tomar.
– Do baixo-latim [Villa] Theodemari, «a quinta de Teodemaro».
– Antigo nome do Rio Nabão, relacionado com a forma pré-romana *tamaris, que é também a que está na origem do hidrónimo galego Tambre. Seria uma origem pré-romana, da raiz *tam-, que se encontra, por exemplo, em Tâmega e outros rios europeus. Há registos de um Rio Tomar ou Tomarel, pressupondo *tomarellus como diminutivo de Tomar.
– Do árabe Tamaramá, «doces águas», nome dado ao rio, talvez relacionado com o arbusto tamargueira ou tamarga (Tamarix africana) das suas margens, dando à cidade o nome de Thamara.

Na zona da cidade os Romanos fundaram Sélio (Sellium ou Seilium), assim como a vila Nabância (Nabantia). No tempo dos Visigodos era chamada Naba. Este topónimo está aparentemente relacionado com o Nabão e a divindade pré-romana Nabia ou Navia, a mesma deusa dos rios e da água do Rio Návia no oeste asturiano.

A região de Tomar foi conquistada por D. Afonso Henriques em 1147 e doada à Ordem dos Templários. O Grão-Mestre D. Gualdim Pais iniciou em 1160 a construção do Castelo e Convento, tornando Tomar a sede dos Templários em Portugal. A sua sucessora Ordem de Cristo foi sedeada em Tomar a partir de 1356.

Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/a-origem-do-nome-da-cidade-de-tomar/34305; https://www.infopedia.pt/; https://www.cm-tomar.pt/index.php/municipio/concelho/historia, https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/7301236.pdf, https://www.gutenberg.org/cache/epub/69878/pg69878.txt, https://historiadetomar.weebly.com/4-aacuterabes-e-muccedilulmanos.html, FONSECA, João, Dicionário do Nome das Terras.

 

16 novembro 2025

RIO MAIOR

RIO MAIOR

Cidade, freguesia, concelho e rio do Ribatejo, Portugal.

«Rio Maior, anterior lugar e mais tarde freguesia do termo da vila de Santarém, passa a ser sede do concelho de Rio Maior, com a criação do mesmo, a 6 de novembro de 1836. Nesta data, a localidade de Rio Maior foi elevada a vila e sede de concelho. A 14 de agosto de 1985 foi elevada a cidade.»(1)

«A freguesia de Rio Maior ocupa a zona centro e oeste do respetivo concelho e recebe a designação do rio que nasce no seu território, mais propriamente no local designado por Bocas, lugar de Freiria(2)

O pequeno rio Maior é um afluente do Tejo.

O concelho de Rio Maior é famoso pela suas salinas de sal-gema, chamadas Salinas da Fonte da Bica.

1. https://www.turismoriomaior.pt/conte.php?a=105
2. https://www.jf-riomaior.pt/pt/sobre-a-freguesia-33/historia-44/historia-43

02 setembro 2025

ALCANENA

ALCANENA

Vila, freguesia e concelho do Ribatejo, Portugal.

«Como a povoação, também o seu nome terá surgido durante a ocupação árabe. Para alguns autores, Alcanena deriva de alcalina, que significa «cabeça seca», enquanto outros sustentam que provém de alkinan, no sentido de lugar sombreado».(1)

«Será talvez uma variante local de Alcanede, e também derivada de cannetus, 'canavial'. Em Espanha encontra-se sob a forma Canena(2)

1. FONSECA, João, Dicionário do Nome das Terras.
2. infopedia.pt

 

07 julho 2025

SALVATERRA DE MAGOS

SALVATERRA DE MAGOS

Vila, freguesia e concelho do Ribatejo, Portugal.

«É conhecido como, à medida que se procedia à reconquista cristã, os monarcas portugueses distribuíam as terras a arrotear por colonos estrangeiros. (...) Para Salvaterra vieram colonos francos (povos que ocupavam a antiga Gália romana) e aqui deram a um local já existente, o nome da sua terra: em francês Sauterre evolução do latim salva terra, "terra salva", por qualquer acontecimento, porventura de natureza histórica. Os naturais ou habitantes deste lugar adoptaram a designação mais conforme com o original. E não foi esta a única: outras Salvaterras nasceram no território hispânico, todas com uma génese francesa.
"de Magos", o que vem a ser? É também palavra latina "plural de mago, proveniente de magus, com o sentido de mago, mágico, feiticeiro". Esta palavra tem uma história linguística curiosa: deveria ter evoluído para majo, como Tagus evoluiu para Tejo, Pace para Beja. A manutenção de magus só se compreende por um uso moçarábico (...), como me explicou oralmente o Prof. José Pedro Machado.
Temos, portanto, em Magos uma palavra grega mágos [μάγος], de origem persa, que chegou até nós por intermédio do latim magus, com o significado primitivo que já indicámos. Pensa ainda o Prof. José Pedro Machado que a palavra magus era muito usada pelos moçárabes e que é provável que ali existisse um templo que deu o nome ao lugar, designado Magos.
Que Salvaterra conviveu com Magos, e que Magos precedeu Salvaterra, são conclusões que se tiram da leitura do início do foral concedido por D. Dinis (...) a Salvaterra próxima do lugar de Magos.(...)
Não se creia porém como alguns disseram, que Salvaterra foi buscar a segunda parte do nome à designação de Paul de Magos. A documentação regista a existência de muitos paúis na região e o que veio a ser designado por Paul de Magos só teria sido aberto em tempos de D. João IV.»(1)

Salvaterra: «Do português arcaico salva terra, 'terra salva de certas obrigações pela concessão de privilégios'. Também se encontra na Galiza (…). É mais comum aparecer em compostos como Salvaterra de Magos (alusão ao Paul de Magos) ou Salvaterra do Extremo (junto da fronteira).»(2)

1. Prof. Justino Mendes de Almeida, https://o-foreiro.blogs.sapo.pt/foros-de-salvaterra-salvaterra-de-magos-14629
2. infopedia.pt

13 junho 2025

ALHANDRA

ALHANDRA — Vila e freguesia do concelho de Vila Franca de XiraRibatejo, Portugal. 

ALHANDRA — Cidade e município do estado da Paraíba, Região Nordeste do Brasil. 

Em Portugal: «Designada inicialmente Alhama, como acontecia com (...) localidades termais árabes (...), Alhandra foi também conhecida, no período que se seguiu à Reconquista Cristã da Península Ibérica, como o lugar de Torre Negra. A palavra Alhama, poderá derivar de uma corrupção árabe da palavra Alhodera ou Alhodra, que identifica tributo. A hipótese – porque é disso que se trata - não está historicamente confirmada, uma vez que é grande o desconhecimento sobre a vida no local no período anterior à reconquista cristã.»(1)
«Alhama é a tradução árabe de banho, chamando-se alhama aos sítios onde nasciam águas medicinais.»(2)
«De origem incerta, mas certamente não árabe; deve provir de um hipotético Aliandra, talvez ibérico. A localidade foi repovoada em 1203, mas era muito mais antiga.»(3)

No Brasil: «O local onde hoje se localiza o município de Alhandra era ocupado por volta de 1700 por uma tribo de índios Arataguis. Esses índios viviam em constantes combates com os Tabajaras, ocupantes da região onde hoje se situa a cidade de João Pessoa. Àquela época, passou pelo lugar uma expedição portuguesa que entrou em combate com os gentios e permaneceu ali por algum tempo. Achando a topografia da região semelhante a da cidade portuguesa de Alhandra, batizaram o reduto indígena com aquele topônimo, permanecendo até hoje.»(4)

1. https://www.alhandra.pt/freguesia/historia
2. DORNELLAS, Affonso de, «Alhandra», in Elucidário Nobiliarchico: Revista de História e de Arte, II Volume, Número V, Maio 1929.
3. infopedia.pt
4. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pb/alhandra/historico

04 junho 2025

ALCANEDE

ALCANEDE

Vila e freguesia do concelho de SantarémRibatejo, Portugal.

«Na verdade, a origem, ainda pouco clara, do topónimo “Alcanede” poderá estar a associada ao termo árabe para ”as pontes”, designando então várias pontes de construção ancestral cujos vestígios ainda subsistem. Todavia, a tradição etimológica dos séculos anteriores, fazia derivar o termo Alcanede da palavra árabe para “sombrio” ou da romanização de “cannit”, antropónimo de algum proprietário da zona.»(1)

«De origem incerta. José Pedro Machado propôs um étimo híbrido, composto de al- e do latim cannetus, 'canavial'.»(2)

04 março 2025

CARTAXO

CARTAXO

Cidade, freguesia e concelho do Ribatejo, Portugal.

«Em todas as épocas, o território do concelho do Cartaxo foi um importante ponto de passagem para o interior do país, quer por via fluvial, através do Rio Tejo, quer por via terrestre. Uma via romana, que partia de Lisboa (Olisipo) e passava por Alenquer (Lerabriga), seguindo para Santarém (Scallabis), atravessava o território do concelho. Antes dos romanos, outras civilizações fixaram-se na região, designadamente em castros situados em Vila Nova de São Pedro, Vale do Tejo ou nas regiões de Muge.»
D. Sancho II «Concedeu esta sua terra, que incluía também o Cartaxinho (hoje Ribeira do Cartaxo), a Pedro Pacheco.»
«A 21 de março de 1312, D. Dinis enviou pelo seu vassalo Garcia Martins a Carta de Foral “dando nascença ao Lugar do Cartaixo”. Neste foral, D. Dinis determinou a isenção do pagamento de impostos a todos os que plantassem vinhas nos cinco primeiros anos do aforamento.»
«O campo, o bairro e a lezíria, com o rio aos pés, atribuem ao Cartaxo uma grande riqueza paisagística. A cultura da vinha e a produção de vinho estiveram desde sempre ligadas ao concelho, valendo-lhe o título de Capital do Vinho.» (https://www.cm-cartaxo.pt/)

O topónimo é de origem incerta, «embora exista uma ave com este nome.* Tem os derivados Cartaxeira e Cartaxos.» (infopedia.pt)

O nome do Cartaxo tem semelhanças com Cartago e com Cartuxo. A Ordem dos Cartuxos (Ordre des Chartreux) foi criada em 1084 em Saint-Pierre-de-Chartreuse, França, com sede no mosteiro da Grande Chartreuse.

* A ave: «Cartaxo. (Saxicola torquatus) pequeno pássaro insetívoro, atinge cerca de 12 centímetros de comprimento e tem cabeça preta (macho) ou castanha (fêmea), pescoço ruivo, peito branco e asas escuras, sendo também conhecido por borra, cartaxo-comum, chasco, chasco-preto, etc.»

 

19 fevereiro 2025

RAL

RAL

Lugar da freguesia de Beco, concelho de Ferreira do Zêzere, Ribatejo, Portugal.

«Do latim vulgar ranale, 'charco de rãs'. Também existe na Galiza.» (infopedia.pt)

 

28 janeiro 2025

MANIQUE DO INTENDENTE

MANIQUE DO INTENDENTE

Vila do concelho da AzambujaRibatejo, Portugal.

Desde a Idade Média a povoação chamava-se Alcoentrinho, eventualmente em correlação com a vizinha Alcoentre. Terá sido chamada também São Pedro da Arrifana, mas a partir de 1791 passou a designar-se Manique do Intendente, em honra de Diogo Inácio de Pina Manique (1733-1805), Intendente-Geral da Polícia no reinado de Dª. Maria I. A vila tornou-se sede de concelho, extinto em 1836. Pina Manique pretendia fazer aqui a nova capital do reino, daí a praça monumental no centro, chamada Praça dos Imperadores, com pelourinho, assim como outras estruturas dum plano urbanístico que foi interrompido com morte do Intendente.

Existem várias povoações com o topónimo Manique, nomeadamente nos concelhos de Cascais, Sintra e Lousã.

«Manique é topónimo de origem incerta, talvez germânica; do Intendente refere-se ao senhor da terra (a partir de 1791), o famoso Intendente da Polícia Diogo Inácio de Pina Manique.»

(infopedia.pt, http://www.cm-cascais.pt/bibliotecadigital/27306/27306_item2/27306_PDF/27306_PDF_24-C-R0150/27306_0000_capa-capa_t24-C-R0150.pdf)

17 janeiro 2025

FAJARDA

FAJARDA

Freguesia do concelho de CorucheRibatejo, Portugal, inserida desde 2013 na União das Freguesias de Coruche, Fajarda e Erra.

«Freguesia criada em 1984, pertenceu até então à freguesia de São João Baptista de Coruche. A povoação foi fundada no século passado, mas todos estes terrenos pertenceram à Ordem de Avis, por doação de D. Afonso Henriques, e foram alvo de uma ocupação humana desde remotas eras.» (https://www.visitcoruche.com/freguesias.php)

Desconheço a origem do nome, mas na Beira fajarda é uma «pequena propriedade rústica.» (https://dicionario-aberto.net/search/fajarda). Noutro âmbito, fajardo é «1. gatuno hábil. 2. biltre. 3. traficante. 4. troca-tintas. De J. C. Fajardo, antropónimo, aventureiro portuense do século XIX, de comportamento muito condenável.» (infopedia.pt)

 Em Porto Rico há uma cidade chamada Fajardo, fundada no século XVIII pelo espanhol Juan Antonio Fajardo.

 

08 janeiro 2025

VALE MANSOS, Coruche

VALE MANSOS

Vale Mansos, também chamada Foros de Vale Mansos e anteriormente Vale de Mansos e Vale de Manços, é uma povoação da freguesia e concelho de Coruche, no Ribatejo, Portugal.

Algumas hipóteses para o topónimo Vale Mansos ou Vale de Mansos:

1. Alusivo ao adjetivo manso: brando, calmo, sossegado, não silvestre. Pode estar associado, por exemplo, a pessoas pacíficas, ao pinheiro manso ou ao gado manso por oposição ao gado bravo. Na "Collecção chronologica da legislação portugueza" (1603-1612), é referida a "Mata de Val de Mansos" no concelho de Coruche.

2. Relativo aos mansos, que eram partes das propriedade feudais. O manso senhorial era onde residia o senhor feudal e os servos trabalhavam para ele; o manso servil era onde as populações residiam e usavam a terra mediante o pagamento de um tributo ao senhor.

3. Reminiscência de Almançor, que foi o cognome de governantes ou conquistadores islâmicos. O nome em árabe é Al-Mansur e significa «o vitorioso». O Rio Almansor, também chamado Ribeira de Canha, é um afluente do Rio Sorraia e passa a menos de 20 km de Coruche.

☛ Ver também:

 

ENTRONCAMENTO

ENTRONCAMENTO

Cidade do Ribatejo, Portugal. É o segundo menor concelho, com apenas 13,73 km² de área. A povoação surgiu no local de entroncamento ou junção, a partir de 1862, da Linha do Norte (Lisboa - Porto) com a Linha da Beira Baixa (Entroncamento - Guarda) e Linha do Leste (Entroncamento - Elvas - Badajoz).

O Entroncamento é famoso como "terra de fenómenos", devido a factos invulgares ocorridos a partir de meados do século XX. «Depois do melro branco veio a planta que dava batatas por baixo e tomates por cima, o carneiro com quatro cornos, o corvo que falava como gente, o pescador que pescou uma perdiz, a árvore com cinco variedades de frutos, o cacto com quatro metros, o homem com três rins, o toureiro que mordeu o touro, o ovo de galinha com 800 gramas, o pinto com três patas, a couve que dava cravos, a fava com 35 centímetros… [ a oliveira de azeitonas brancas, ] as notícias encheram páginas nos jornais nacionais e chegaram ao “France Soir”

(https://mediotejo.net/entroncamento-os-fenomenos-andam-ai/)

 

04 janeiro 2025

CONSTÂNCIA

CONSTÂNCIA

Vila e concelho do Ribatejo, Portugal, anteriormente chamada Punhete.

«A povoação da foz do Zêzere, que D. Sebastião elevou à categoria de vila e à dignidade de concelho, desanexando o seu termo do da vila de Abrantes, por carta de sentença de 1571, era chamada Punhete desde os primórdios da nacionalidade. (...)

Embora levante muitas dúvidas, a justificação etimológica que costuma ser dada para o nome Punhete, que a aldeia e depois vila teve durante mais de meio milénio, é que terá ele derivado da designação que os Romanos, muitos mais séculos atrás, davam à povoação: Pugna Tagi, que quer dizer "luta do Tejo", numa alusão ao violento conflito que ocorria, em especial no inverno, entre as turbulentas águas do Zêzere (onde ainda não havia barragens…) e as do manso mas imponente Tejo. De Pugna Tagi terá então derivado Punhete.

Ora, como é bom de ver, não gostava o povo do nome que a vila tinha e que, por sugerir obscenidade, era muitas vezes motivo de troça por parte de gentes de outras terras quando maliciosamente se referiam "aos de Punhete…" Por esse motivo, resolveu a Câmara Municipal de Punhete, a seguir às guerras liberais, representar à rainha pedindo-lhe que mudasse o nome da vila. Não consta que tenha avançado alguma sugestão de novo nome: verdadeiramente só se queria ver livre do malfadado Punhete que, sem memória já do Pugna Tagi dos Romanos e do que ele significava, apenas era então, naquele tempo do século XIX, motivo de escárnio e de maledicência.

E a rainha fez a vontade ao povo. E deu à vila o nome de Constância. Em 1836 – 7 de dezembro. (...)

As razões da mudança são claramente apontadas no texto do decreto real: D. Maria II, grata aos "honrados habitantes da vila de Punhete" pelo apoio que lhe tinham dado, três anos antes, na luta contra os absolutistas, decidiu mudar-lhe o nome para Constância. Foi, pois, "a constância da gente" de Punhete no apoio à causa liberal que lhe valeu o belo nome que a vila tem agora.

Mas a rainha fez mais: distinguiu a vila com o honroso título de "Notável", que passou assim a designar-se "Notável Vila da Constância". "Da" e não "de", como depois o tempo e o uso acabaram por corromper e consagrar. É que, em 1836, estava muito presente a memória "da constância" com que os habitantes de Punhete apoiaram a causa liberal durante a guerra civil.

Com a rainha assina o decreto o ministro do reino Passos Manuel, figura cimeira do movimento setembrista, vitorioso meses antes, que então governava o país. Passos Manuel, embora tivesse nascido no norte, foi no Ribatejo que viveu a maior parte da sua vida adulta. Casou com uma senhora de Constância, D. Gervásia de Sousa Falcão, filha dos Falcões da vila, uma família de grandes proprietários agrícolas, das mais ricas e poderosas da região. E viveu alguns anos na belíssima casa apalaçada do Largo Avelar Machado, morada de tanta gente ilustre de Constância, que é agora a Casa-Museu Vasco de Lima Couto. A mudança do nome da vila, com tudo o que ela significava e a palavra "Constância" traduzia, não foi, evidentemente, estranha à figura de Passos Manuel, cuja influência política terá sido decisiva nesse sentido.»

Excerto de texto de António Matias Coelho, em https://mediotejo.net/cronica-de-punhete-a-constancia-por-antonio-matias-coelho/

«Uma muito antiga tradição de Constância, passada de geração em geração, afirma que Camões aqui terá vivido durante algum tempo, em cumprimento de uma pena a que fora condenado, apontando umas ruínas à beira do Tejo como tendo sido a casa que acolheu o épico.»

(http://www.cm-constancia.pt/index.php/pt/visitar/cultura/casa-memoria-de-camoes)

Não confundir com:

- Constance, Douro Litoral, Portugal.
- ConstantinaArgélia.
- Constantina, Rio Grande do Sul, Brasil.

09 dezembro 2024

TANCOS

TANCOS

Vila e freguesia do concelho de Vila Nova da Barquinha, Ribatejo

«Parece vir da raiz céltica tenk, 'unir-se', e é esta a opinião de José Pedro Machado, mas carece de provas documentais. O topónimo já existia na forma atual pelo menos no século XIII.» (infopedia.pt)

☛ Ver também:
Calçada do Marquês de Tancos, Lisboa.

24 novembro 2024

BRUÇÓ

BRUÇÓ

Freguesia do concelho de Mogadouro, Trás-os-Montes, Portugal. 

«A origem do nome Bruçó perde-se nas memórias seculares, com os historiadores a apontarem uma série de degenerações de um topónimo original, provavelmente Braçó, diminutivo de braço que seria popularmente aplicado à vegetação, ou Braceosa, com base num vocábulo de origem pré-românica.» (http://bruco.jfreguesia.com/historia.php)

Vila Chã de Braciosa no vizinho concelho de Miranda do Douro e outra Braciosa no concelho de Coruche, no Ribatejo.

OURICURI

OURICURI Município do estado de  Pernambuco , na Região Nordeste  do Brasil. Situa-se no  Sertão  Pernambucano . O nome de Ouricuri refere-...