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18 agosto 2025

GRANADA

GRANADA

Cidade da Andaluzia, Reino de Espanha. É a capital da província homónima e da comarca da Vega de Granada, na proximidade da Sierra Nevada

O Reino de Granada (مملكة غرناطة), ou Emirado de Granada (إمارة غرﻧﺎﻃﺔ), foi o último território muçulmano na Península Ibérica, conquistado pelos Reis Católicos em 1492 e incorporado na Coroa de Castela.

A origem do nome de Granada é incerta. Uma hipótese liga-a à palavra árabe andaluza Gar-anat ou Gárnata, que pode ser interpretada como «colina de peregrinos» ou «colina de estrangeiros». Outra hipótese é o latim granatum, «romãzeira», «granado» em castelhano, uma planta abundante na região. O fruto da romãzeira (Punica granatum), a romã, diz-se «granada» em castelhano.

 

08 agosto 2025

OUR-

OUR-

OUR- : Ouro, água, outra origem?

⬧ Galiza:

Ourol, concelho de Guntim; Oural, concelho de Carinho; Ourada, concelho de Ponteceso; Oural, concelho de Boqueijom; Ourís, concelho de Arzua; Ourantes, concelho de Punjim; Ourense.

Ourol, Marinha Ocidental: «Os vichelocregos simbolizan o topónimo Ourol, derivado do latín aureolus (dourado).» (gl.wikipedia.org/)

Ourantes: «O topónimo Ourantes é un hidrónimo de orixe prerromana, da raíz *awer- co significado de 'mollar, humedecer, fluír'. Outros autores defenden que é un orónimo a partir da raíz preindoeuropea *or-r/ur-r "outeiro, algura, monte ou val entre montes".» (gl.wikipedia.org/)

Ourense: «Bautizada polos romanos como "A cidade de ouro" (Auriense).» (gl.wikipedia.org/)

Portugal:

Serra do Oural, concelhos de Ponte da Barca, Ponte de Lima e Vila Verde; Barragem de Oural, Cabeceiras de Basto; Oural, concelho de Paredes; Rio Douro; Ourentã e Ourentela, concelho de Cantanhede; Ourém; Abrantes.

➤ Rio Douro: «Versões populares para a origem do seu nome são várias. A mais provável aponta para o antigo celta dur ou dubr (água, rio)». (pt.wikipedia.org/)

Ourentã: «Freguesia de solo ubérrimo, farta de água». / «De “aura” = tontura, vertigem?» / «com boa dose de probabilidade, uma origem etimológica em raiz latina “auru” (ouro)».(http://www.freguesiadeourenta.eu/)

Ourém: «No documento de doação do eclesiástico em 1183 por D. Teresa, afirma-se que o local onde foi construído o castelo anteriormente se chamava Abdegas: "Aprouve-me fazer testamento do eclesiástico de Ourém, que antes se chamava Abdegas". No entanto, no foral de Leiria de 1142 a palavra Ourém (Portus de Auren) já era referida, pela primeira vez, como limite territorial do termo de Leiria, e parece indicar um curso de água (...) A palavra Portus significava uma travessia de um rio ou ribeiro. A comparação dos documentos leva a concluir que o "Porto de Ourém" se situava entre a Sabacheira e Seiça. Por isso, é de crer que inicialmente a palavra Auren designasse apenas a ribeira com os seus terrenos adjacentes.» (pt.wikipedia.org/)

➤ Abrantes: «Poderá vir de um hipotético Aurantes, derivado de aurum, 'ouro', através de Aulantes, forma que aparece num documento de 1176.» (infopedia.pt/)

05 agosto 2025

SARRIA e SABROSA

SARRIA — Vila, concelho e comarca da Galiza, Reino de Espanha. 

SABROSA — Vila e concelho de Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal.

Lugares onde há sarro / sárrio / saibro / sábrego / xabre / salavedro / saavedro / xabredo / sagredo / saburra / cebre.

Sabrosa: «de saibrosa, 'terra onde abunda o saibro'. Tem os derivados Sabroso, Sebrosa, Sebrosas, Sebrosinho e Sobroso.» (infopedia.pt)

SARREAUS — Concelho da comarca da Límia, Galiza

«O nome de Sarreaus procede do latim Sarrianus, "os que vêm de Sarria", devido a que no seu momento se repovoou com habitantes desta vila luguesa.» (adptado de gl.wikipedia.org)

Ver também:

- Sabrosa, Portugal.

19 julho 2025

BIMENES

BIMENES

Concelho das Astúrias, Reino de Espanha. A sua capital é Martimporra.

«El nombre primitivo de Bimenes está escrito con V, Vimenes, del latín vinies, lo cual puede esclarecer el carácter de paso de estas tierras para las tribus nómadas, que huyendo de la sequía y escasez de otras regiones, llegaron con sus ganados hasta las montañas de Peña Mayor y decidieron quedarse ante la magnificencia del paraje.

Vimenes permaneció largo tiempo en el lenguaje escrito; solamente a principios de siglo [XX ?] comenzo a escribirse definitivamente con B.

En documentos antiguos, el personaje histórico legendario Suero de Bimenes aparece con los nombres de Viniens y Vinieres. Tal figura fue quién dió nombre a la actual capital del concejo, Martimporra, nombre que perteneció al hijo del noble Menén Porra, con quien Suero dirimió un combate, por causa de la hermana de áquel, Elvira Porra, en las inmediaciones de la actual capital. Suero sale victorioso, naciendo una amistad con su rival. Desde entonces el campo de la justa se denominó Martimporra.»

https://www.bimenes.es/historia

10 julho 2025

TRIACASTELA

TRIACASTELA

Concelho da comarca de SarriaGaliza.

«O topónimo que dá nome ao concelho de Triacastela e uma das suas paróquias procede do latim tria castella, que significa ‘tres castelos’. Tria é o plural neutro do numeral três e castella é o plural neutro de castellum < castrum, ‘castro’. Portanto, faz referência à existência de ‘três castrinhos’ neste território. Quanto à origem, é possivelmente altomedieval, já que se regista pela primeira vez num documento do mosteiro de Samos do ano 922.»(1)

«Triacastela é o nome dum lugar e da paróquia à que pertence, Santiago de Triacastela, e mais o do concelho do mesmo nome da província de Lugo.
A origem do topónimo não está clara ainda que no escudo municipal apareçam três castelos dos que não há notícia que houvesse pelos arredores. Alguns interpretam que Triacastela pode derivar de três castros (castellum) que formam uma espécie de triângulo e que são o de Triacastela, o de Trás do Castro (ou de Santo Adrião) e o de Lagares.»(2)

17 maio 2025

GONDOMAR / GONDAR / etc

GONDOMAR, GONDARÁM, GONDARÉM, GONDAREI, GONDARIZ, GONDORIZ, GONDARISCO, GONDAR, GONDA, GUNDAR

Nomes de várias povoações da Galiza e Norte de Portugal.

Gondomar, Galiza: «A origem de Gondomar estaria relacionada com a presença dum assentamento germânico ao mando dum chefe chamado Gundemaro.»(1)

Gondomar, Douro Litoral, Portugal: «Entre outras versões, a denominação Gondomar é atribuída ao rei visigodo Gundemaro que, em 610, teria aqui fundado um couto, apesar de não haver vestígios dos cavaleiros visigóticos.»(2)
«A origem do topónimo é, em regra, atribuída ao rei visigodo Gundimaro (610-612), nome próprio germânico, que, segundo Leite de Vasconcelos, deriva de gundjia (batalha) e meer (destreza), que, latinizado, terá sugerido Gundimarus e, depois, Gondomar. Há, porém, quem defenda que a designação da cidade (...) resulta de Gunthimirus, embora não se conheça qualquer notícia sobre a passagem deste rei visigodo por estas terras.»(3)
«Do baixo-latim [Villa] Gundemari, 'a quinta de Gundemaro'.»(4)

GondarémVila Nova de Cerveira: «fundada em 970 por Gundaredo, um chefe normando».(3)

GondarAmarante: «Gondar deve a sua toponímia a Dom Mem Gundar que, no século XII, ali fundou o mosteiro beneditino que deu origem à povoação.»(5)

Gondariz / Gondoriz / Gondar: «Do baixo-latim [Villa] Gundarici, 'a quinta de Gundarico'. Encontra-se também na Galiza (...).»(6)

Santa Eulália de GondarVila Nova de Cerveira: «Em 1258 (...) denomina-se Gundar».(4)

Ver também:
Gondar — nome duma cidade da Etiópia.



 

12 maio 2025

LLIÓN — LEÓN — LEÃO

LLIÓN — LEÓN — LEÃO

Cidade e província da moderna comunidade autónoma de Castela e Leão (Castiella y Llión / Castilla y León), Reino de Espanha.

A região histórica de Leão — composta pelas províncias de Leão, Zamora e Salamanca — corresponde ao antigo Reino de Leão. Em língua leonesa é também chamado País Llionés. Em 1983 região leonesa foi agregada à maior parte da antiga região de Castela-a-Velha, formando a nova comunidade autónoma de Castela e Leão.

O nome da cidade de Leão — Llión em leonês, León em castelhano — deriva do latim legione, legio, «legião», em alusão às legiões romanas Legio VI Victrix e Legio VII Gemina.

O leão na representação heráldica da cidade e do reino é um símbolo de poder e constitui uma palavra homónima de Leão.

 

09 maio 2025

LEÓN 14

LEÓN 14

A Dirección General de Carreteras, de Espanha, já sabia: a placa na estrada N-630, no município de Chozas de Abajo, tinha de ser colocada a 14 km da cidade de León.

07 maio 2025

ALDAIA

ALDAIA

Município da comarca da Horta Sud, País Valenciano (País Valencià), Reino de Espanha.

O topónimo deriva do árabe Ad dai'â, que também deu origem à palavra aldeia (aldea em catalão).

 

01 maio 2025

CELA NOVA — CELANOVA

CELA NOVA — CELANOVA

Concelho da comarca da Terra de CelanovaGaliza, Reino de Espanha.

«Trata-se dum composto do substantivo cela, que alude a um edifício monacal, e do adjetivo nova. O substantivo cela passou de denominar a habitação dum anacoreta para denominar um mosteiro pequeno (Santamarina_2008). Navaza_TopHisp_Galicia_2011 indica que cela era como se chamavam os mosteiros galegos antes da adoção da regra beneditina.»(1)

Cela: «Do latim cellam, ‘quarto’, ‘santuário’, ‘despensa’. Era inicialmente a morada dum anacoreta, e logo passou a designar um mosteiro ou convento de categoria menor.»(1)

«É capital da comarca da Terra de Celanova. Como se pode comprovar na documentação histórica disponibilizada, esta vila recebeu o genérico nome de Vilar até à sua doação à Igreja; a partir desse momento passou a chamarse Celanova. No século XX, o concelho de Celanova absorveu os antigos concelhos de Acevedo do Rio (1968) e Vilanova dos Infantes (1927).»(1)

Cela: 1. aposento de um religioso, no convento. 2. quarto individual nas penitenciárias. 3. cubículo. 4. câmara. 5. alvéolo do favo. Do latim cella-, "cela; pequeno aposento".»(2)

Celas (topónimo): «Do latim coela, 'cavidades', tomado no sentido de 'celas de religiosos'. Encontra-se na Galiza, sob forma idêntica, e na França, sob a forma Celles.»(2)

A forma do topónimo usada pelas autoridades administrativas galegas é Celanova. A forma reintegracionista (galego-portuguesa) é Cela Nova.(3)

 

29 abril 2025

URDAZUBI / URDAX

URDAZUBI / URDAX

Vila e município do Meirinhado de Pamplona (Iruñeko merindadea / Merindad de Pamplona), Comunidade Foral de Navarra (Nafarroa Garaia), País Basco (Euskal Herria), Reino de Espanha (Espainiako Erresuma).

O nome oficial é Urdazubi/Urdax. O nome original terá sido Urdax, agora usado em castelhano, sendo uma variante de Urdaiz, baseado no nome pessoal Urda, quiçá celta. A palavra basca zubi significa «ponte», portanto Urdazubi é a «ponte de Urdax».  Outras hipóteses para Urda: do basco urde, «porco, javali», ou de urd-, «planície».

Belasko, Mikel, Diccionario etimológico de los nombres de pueblos, villas y ciudades de Navarra.
https://mikelbelasko.blogspot.com/2010/01/urdazubiurdax.html

 

28 março 2025

DRAGONERA

DRAGONERA

Ilhota junto à ilha de Maiorca (Mallorca), no arquipélago das Baleares, Reino de Espanha.

A ilhota faz parte do município de Andratx. Encontra-se desabitada e constitui um parque natural.

O nome de Dragonera, documentado pela primeira vez no século XIII, é tradicionalmente relacionado com a abundância de uma espécie de lagartixa (Podarcis lilfordi gigliolii) ou com o perfil íngreme da ilha, que faz lembrar um dragão. No entanto, parece que na realidade deve estar relacionado com uma série de nomes de lugares semelhantes em todo o Mediterrâneo que se referem a uma palavra latina traco, -onis, documentada pela primeira vez por Isidoro de Sevilha e Beda, o Venerável, com o significado de «cavidade subterrânea» e relacionada com tragar (engolir). Este topónimo terá surgido em referência à Cova de la Font ou Cova del Moro, ponto-chave para o abastecimento de água à ilha e que já era conhecido na antiguidade, dados os vestígios arqueológicos identificados já no século IV a.C. Terá sido, portanto, a Cova de la Font que deu o nome à ilha.

No dialeto maiorquino, a ilhota é também chamada Sa Dragonera.

 

21 março 2025

BETANCURIA

BETANCURIA

Localidade da Ilha de FuerteventuraCanárias, Reino de Espanha. 

Santa María de Betancuria é a cidade mais antiga da ilha, fundada em 1405 por Jean de Béthencourt. O nome deriva de uma capela dedicada a Nossa Senhora de Béthencourt, do mesmo tempo da fundação da povoação.

Jean de Béthencourt foi um explorador e conquistador normando das Canárias, ao serviço de Castela, chegando a usar o título de Rei das Canárias. Nasceu em 1361 no castelo de Grainville-la-Teinturière. Tinha também, entre outros, o senhorio da povoação de Béthencourt-sur-Mer, na vizinha Picardia, norte de França.

O topónimo e antropónimo Béthencourt tem origem no nome germânico Betten / Betto, com a terminação -court, comum no norte da França, que significa «pátio, corte, quinta, propriedade».

Jean de Béthencourt deixou a governação das possessões canárias ao seu sobrinho Maciot de Béthencourt. Os descendentes de Maciot estão na origem do nome de família Béthencourt, Bettencourt, Bitencourt e outras variantes, muito comuns nas ilhas Canárias, Madeira e Açores.

 

18 março 2025

POMBEIRO

POMBEIRO

«Nos dicionários gerais e especializados a que temos acesso, não se regista pombeiro como sinónimo de pombal. No entanto, em galego, regista-se pombeiro como uma variante de pombal (que tem o mesmo sentido que a palavra portuguesa correspondente) ou como designação de um subtipo de pombal. Note ainda que, na toponímia, se acha a forma Pombeiro, tanto em Portugal como na Galiza, a qual é plausivelmente o mesmo que «lugar onde existem pombos». Seja como for, não sendo de excluir que pombeiro, na aceção de «pombal», ocorra dialetalmente em Portugal, a verdade é que não se atesta tal uso nas fontes que consultámos.» (https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/pombeiro-e-pombal/33569)

Galiza:

Pombeiro, concelho de Pantom.

Pombeiro, concelho de Cervantes.

O Pombeiro, concelho de Arbo.

O Pombeiro, concelho de Vilalba.

A Pombeira, concelho de Cerdedo-Cotobade.

Ilha de Pombeiro, concelho do Grove.

Portugal:

Pombeiro da Beira, concelho de Arganil.

Pombeiro de Ribavizela, concelho de Felgueiras.

 

15 março 2025

SALOBREÑA

SALOBREÑA

Localidade e município da comarca da Costa Granadina, Andaluzia, Reino de Espanha.

Salobreña, na costa da província de Granada, é a antiga Selambina e, embora a sua etimologia não seja muito certa, poderá ser um topónimo fenício-púnico; a possibilidade sugerida de que ele tenha realmente uma base indo-europeia *sal-, no entanto, atribuir-lhe-ia um estrato anterior.(1)

No século VIII a.C., os Fenícios chegaram à costa andaluza em busca de metais, fundando uma série de colónias, entre as quais Selambina. A partir do século VI a.C., Selambina caiu sob a influência de Cartago.(2)

Talvez, e trata-se de pura especulação, os Fenícios, levados pela impressão causada pela enorme sepultura colectiva apresentada pela rocha de Salobreña, tenham tentado dar-lhe um topónimo semelhante ao do tofete de Cartago, chamado como se dizia Salmbó, por afinidade espiritual, como réplica modificada e recordação de algo vivido em solo africano.(...)

O nome fenício-púnico de Selambina (Salobreña) pode encontrar a sua etimologia, tratando o assunto com uma certa profundidade semântica, no nome semítico S M L B’L, que transcrito nos dará Selemba’al e cujo significado é «imagem de Baal». Note-se que Baal é o segundo nome dado ao deus mais representativo do panteão fenício em Cartago a partir do século VI a.C.(...)

Os autores latinos dão-nos as formas Selambina e Salambina.(...) A forma latina Selambina, através de alterações populares, acabará por dar Salobreña.(...)

No século IV a.C. realiza-se o Concílio de Illiberis, com a presença de um sacerdote representante da comunidade cristã de Segalvina, topónimo em que já se evidencia um forte impacto evolutivo popular.(...)

Já no período árabe, a primeira referência que recebemos é a que é atribuída a Al-Himyari, que nos apresenta uma forma toponímica muito mais alinhada com a evolução latina: Salubiniya.(...) Outras formas árabes: Salobania, Shalubenia, Xalaubinia, Hisn Salubania, Xalubinia. No século XVI, surgiram os termos Salobrenna e Salobrna, que foram as variantes que deram origem à forma atual de Salobreña.(3)

 

01 março 2025

PAMPANEIRA

PAMPANEIRA

Localidade e município situado no Barranco de Poqueira, nas faldas de Sierra Nevada, comarca de La Alpujarra granadina, Andaluzia, Reino de Espanha.

«O topónimo Pampaneira provém do latim pampinarius, que significa “produtor de bacelos”, e é interpretado como “terra de vinha”. Durante o período Nacérida, a cidade conheceu um desenvolvimento económico e social significativo com base na indústria da seda. Após a Rebelião das Alpujarras e a subsequente expulsão dos mouriscos, foi repovoada com cristãos de Leão e da Galiza.»(1)

«O topónimo Pampaneira, tal como outros das Alpujarras terminados em "eira", provém do romance andaluz ou moçárabe, e já existia antes da conquista castelhana.
Outra versão é que a origem do nome Pampaneira vem do termo latino pampinus que significa "bacelo" [pámpano, em castelhano] em referência à exuberância das suas terras, banhadas pelo Rio Poqueira. O seu maior esplendor foi alcançado no período árabe andaluz, tendo um importante desenvolvimento na sua agricultura, sendo marcada pela produção de seda. A sua arquitetura e traçado urbano são claramente berberes.»(2)

«Apesar da semelhança com os topónimos galegos, a etimologia do nome da vila nada tem a ver com esta língua, mas provém do vocábulo latino pampinus, que significa bacelo (ou sarmento) e alude às videiras que a caracterizam, acrescentado o sufixo moçárabe -eira, por sua vez do latim -arius, com o qual se formou o nome atual.(...) 
A Igreja da Santa Cruz, construída sobre uma antiga mesquita, data de 1726.»(3)

Pampaneira faz parte da rede de Los Pueblos Más Bonitos de España.

 

23 fevereiro 2025

NUGALHÁS

NUGALHÁS

Aldeia da paróquia de Arcos, concelho de Antas de UlhaGaliza.

Este lugar é o centro geográfico da Galiza, nas coordenadas 42° 45′ 25″ N, 7° 54′ 39″ W. Na ortografia das autoridades, estes topónimos são escritos Nugallás e Antas de Ulla. A povoação situa-se junto ao lugar homónimo na paróquia vizinha de San Fiz de Amarante.

«Do ponto de vista etimológico, o topónimo alude provavelmente ao abundancial nucaciales, do latim nucalia ‘nogueira’ baseado em nace ‘noz’ (DCECH). Porém, convém ter en conta que nugallás é a forma plural do adjetivo nugallán “que se deixa levar pola nugalla” (DRAG). Neste sentido, tratar-se-ia dum topónimo galego de natureza jocoso-depreciativa que provém do latín nugae ‘bobadas, bagatelas’, nugali, -ale ‘home frívolo, syrneas’ (Ares Vázquez 2009:101). Contudo, o certo é que os dous lugares Nugalhás estão fortemente povoados pela árvore da nogueira.»

(Adaptação ortográfica do texto de Andrea Santiso Arias, https://minerva.usc.es/xmlui/bitstream/handle/10347/27468/1/GLLG_-_Santiso_Arias%2C_Andrea%5B1%5D.pdf)

 

22 fevereiro 2025

PADERNE

PADERNE

Paderne é o nome de várias povoações na Galiza e Portugal.

Por exemplo: concelho na comarca de Betanços e Paderne de Alhariz, na Galiza; freguesia no concelho de Melgaço e freguesia no concelho de Albufeira, Portugal. 

«Do baixo-latim [ Villa ] Paterni, 'a quinta de Paterno'. Encontra-se sob diversas formas em Espanha, sobretudo na Galiza. Tem o derivado Paderna.» (infopedia.pt)

https://www.facebook.com/groups/1687756998191500

 

CÚNTIS

CÚNTIS

Concelho da comarca de Caldas, Galiza, Reino de Espanha.

Entre a Galiza do mar e a Galiza do interior, encontramos uma terra cheia de vida; estamos a falar de uma terra de água, uma terra de pedra, estamos a falar de Cúntis. A Vila Termal de Cúntis é uma bonita povoação rural galega situada na Comarca de Caldas. É composta por 8 freguesias: Arcos de Furcos, Cequeril, Couselo, Banhos de Cúntis, Estacas, Pinheiro, Portela e Troáns. Faz fronteira com os concelhos da Estrada, Campo Lameiro, Moranha, Caldas de Reis e Valga.

Aqui existiu um importante centro termal, com uma vila romana de certa importância e que alguns historiadores consideram ser o antigo solar denominado Aquae Calidae, do povo proto-histórico dos Cilenos (Cileni) que, com capital em Cúntis, terá abrangido os atuais municípios de Cuntis, Moranha e Caldas de Reis.

Cuntis parece ter sido uma importante estância termal na época romana, com templos dedicados aos deuses protetores das águas e instalações terapêuticas.(1)

A origem do nome de Cúntis é pré-latina, de kune-tisa, «lugar feliz».(2)

Há referência a um San Salvador de Cuntís, que deveria ser Guntís.(3) (Guntís é um lugar da paróquia de Neiras, concelho  de Sober, comarca de Terra de Lemos.)

 

21 fevereiro 2025

SENDIM

SENDIM — Lugares dos concelhos de Antas de Ulha e da Arnoia, na Galiza.

SENDIM — Povoações dos concelhos de Felgueiras, Tabuaço, Alfândega da Fé e Miranda do Douro (Sendin, em mirandês), em Portugal.

Sendim / Sendin, Terra de MirandaTrás-os-Montes: «Os estudos toponímicos mais recentes estabelecem duas etimologias prováveis para o topónimo Sendim: uma tem origem antroponímica do nome próprio medieval "Sendinus" e a outra tem origem na palavra goda "sinth-s" que significa caminho. Neste caso Sendim assume o seu topónimo enquanto localidade que nasceu junto ao caminho que bifurcava da estrada romana ou "Carril Mourisco" e o ligava ao Sul de Espanha. (...) A 1ª referência escrita de Sendim é de 1258 nas Inquirições de D. Afonso III. Nova referência em 1291, em acordo feito entre D. Dinis e D. Fernão Peres, a propósito da comenda de Algoso em que o rei pedira à Ordem de Malta aldeias da ordem, entre as quais Sindym.» (https://www.cm-mdouro.pt/pages/111)

Sendim da Ribeira, Alfândega da FéTrás-os-Montes: «o toponímico Sendim tem origem germânica e bastante comum na região transmontana. A origem do seu nome provém do germânico "Sandini", nos sécs. V e VI, no tempo em que ocorreram as invasões bárbaras, coincidindo com o fim do Império Romano e o aparecimento do Cristianismo. "Sandini" era um indivíduo muito poderoso da época, por ser detentor de todas aquelas terras. Daí a razão de lhe terem posto o mesmo nome à freguesia.» (http://www.terralusa.net/?site=183&sec=part4)

Sendim, FelgueirasDouro Litoral: «Nesta freguesia viveram povos pré-históricos romanizados e depois subjugados por aguerridos invasores, dos quais deve descender Sendino, que lhe deu o nome. Em 1112 a designação já figurava como nome da região.» (https://cm-felgueiras.pt/municipio/freguesias/sendim/)

⇨ «Do baixo-latim [Villa] Sindini, 'a quinta de Sindino'. Tem os derivados Sendinha e Sendinho. O topónimo Sendieira poderá estar-lhe relacionado, e, sendo assim, indicaria povoamento por colonos idos de Sendim.» (infopedia.pt)

 

TELÕES

TELÕES Freguesia do concelho de  Vila Pouca de Aguiar ,  Trás-os-Montes e Alto Douro , Portugal. «Do baixo-latim [Villa] Tellonis , 'a ...