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28 dezembro 2025

VILA NOVA DE CERVEIRA

VILA NOVA DE CERVEIRA

Vila, freguesia e concelho do Minho, Portugal.

O nome da vila terá começado por ser Vila Nova da Terra de Cerveira, evocando a antiga Villa Cervaria, «a quinta dos cervos» ou veados, ou Terra de Cervaria ou Cerveira, na margem esquerda do Rio Minho. A designação Vila Nova surgiu com a atribuição da Carta de Foral por D. Dinis em 1321.

Comparando com topónimos de Cervo e Cervantes, assim como outros semelhantes na Galiza e Portugal, há a hipótese de a origem de Cerveira não estar relacionada com cervos mas sim com uma raiz pré-romana. A raiz indo-europeia, *(s)kerbh-, daria a forma protocelta *kerbo-, «ponteagudo, afiado». Indicaria assim um terreno elevado ou rochoso.

Ver também:
- Cervo / Cerveira.

https://www.cm-vncerveira.pt/pages/273
https://archive.is/CDQZx
https://www.infopedia.pt/
FONSECA, João, Dicionário do Nome das Terras.
https://www.carlosleiteribeiro.caestamosnos.org/Distritos_Portugueses/Viana_do_Castelo.html

 

21 dezembro 2025

FAFE

FAFE

Cidade, freguesia e concelho do Minho, Portugal.
Algumas explicações para a origem do topónimo:

«Do antropónimo árabe Jalaf, através do português arcaico Halaf (documento de 1016) e Falaf (documento de 1035).»(1)

Fafe: خَلَف | ḫalaf, “nome próprio”.(2)

«A denominação da cidade parece provir do nome do cavaleiro francês Fafes Talesluz, alferes-mor do conde D. Henrique. Até meados do século XIX, Fafe era uma das freguesias do antigo município de Monte Longo, mas a mudança da sua sede para Fafe (em 1835) fez com que, durante algum tempo, a vila mantivesse as duas designações (Fafe e Monte Longo), apesar do decreto sobre a divisão territorial, de 1836, determinar Fafe como única.»(3)

Fafes Talesluz é uma das personagens ligadas à lenda da Justiça de Fafe. «No tempo do conde D. Henrique havia um cavaleiro chamado D. Fafes Talesluz, que era alferes-mor do conde, a quem foi doado Monte Longo, antiga designação de Fafe, pelos seus feitos ao serviço do pai de D. Afonso Henriques.»(4)

1. https://www.infopedia.pt/
2. Paulo Castro Garrido, em https://www.facebook.com/groups/1487747544834227/permalink/4303911886551098/
3. FONSECA, João, "Dicionário do Nome das Terras".
4. https://www.hotelfafense.pt/page16.html

13 dezembro 2025

MONÇÃO (Minho e Brasil)

MONÇÃO — Vila, freguesia e concelho do Minho, Portugal.
Em 1374 a.C. o grego Bacho teria reconstruído a povoação e chamou-lhe Orosion, «monte santo». Por volta de 400 a.C., os Celtas conquistaram-na e renomearam-na Obobriga. Durante o domínio romano foi chamada Mamia. O rei suevo Hermenerico terá restituído o antigo nome de Orosion mas adaptando-o para latim como Mons Sanctus, do qual alguns autores defendem a origem da atual designação. Outros consideram que foram os próprios Romanos a usar Mons Sanctus.
Há também a sugestão de origem de Monção no latim vulgar montianus, «relativo ao monte», ou em montione, diminutivo de mons, «monte», ou ainda uma raiz pré-romana *mon / *mun, «elevação fortificada».
As formas medievais Monçone ou Moncione aproximam Monção de outros topónimos ibéricos, como Monzón, associados a locais fortificados ou pequenas elevações.
A povoação era inicialmente situada em Cortes, passou para Badim até que D. Afonso III fixou Monção no sítio atual, outrora denominado Couto de Mazedo.(1)

MONÇÃO — Município do estado do MaranhãoRegião Nordeste do Brasil.
A povoação desenvolveu-se num lugar chamado Areias. A vila foi criada em 1757 com o nome de Monção. Perdeu depois o estatuto, mas em 1859 foi instalada já não em Areias mas sim a 29 km, na atual Vila Velha.(2) O Governador da Capitania do Maranhão, Gonçalo Pereira Lobato e Souza, que fundou a vila, era originário de Monção, em Portugal.

1. FONSECA, João, "Dicionário do Nome das Terras"; infopedia.pt.
2. https://www.moncao.ma.gov.br/historia/

 

17 novembro 2025

MINDELO (Minho)

MINDELO

Freguesia do concelho de Vila do CondeDouro Litoral, Portugal.

«Mindelo pode ter origem nos termos “Amenidello, Amenitello, Amenitelo ou Menidello”, nome de um cavaleiro, provavelmente, do tempo de Vimara Peres».(1)

A segunda maior cidade de Cabo Verde, na Ilha de São Vicente, chama-se Mindelo, em homenagem aos Bravos do Mindelo e em memória do desembarque do exército de D. Pedro IV nas praias perto da localidade minhota, durante as Guerras Liberais (1828-1834).

☛ Ver também:
- Mindelo, Cabo Verde.

1. http://www.jf-mindelo.pt/index.php/freguesia/historia

27 outubro 2025

CAMINHA

CAMINHA

Vila, freguesia e concelho do Minho, Portugal. Situa-se na foz do Rio Minho, na fronteira com a Galiza.

«Na organização paroquial suévia do século V aparecem os topónimos Camenae ou Camina.(...) Em 1060 Magno de Leão designa Caminha como sede de um condado que denominou Caput Mini [«Cabeça do Minho»].»(1)

«Não é conhecida qualquer explicação plausível sobre a origem da designação da povoação, a não ser a que aponta para um nome pessoal ou dele derivado.»(2)

«Do baixo-latim Caminia, talvez relacionado com caminho. O mesmo topónimo encontra-se na Galiza, de onde deve ter vindo».(3)

Haverá alguma relação entre Caminha, Camos (Galiza), Camanhos e Camões?(4)

14 setembro 2025

GUIMARÃES

GUIMARÃES

Cidade e concelho do Minho, Portugal.

O nome da cidade «tem origem em Guimaras, patronímico de Vímara ou Guimara, nome pessoal anterior à nacionalidade.»(1)

«Do baixo-latim [Villa] Vimaranis, 'a quinta de Vímara'. Também aparece na Galiza sob as formas Guimaranes e Guimaréns. A variante Vimarães (havia em Coimbra, por exemplo, uma quinta de Vimarães, onde foi construído o Mosteiro de Santa Maria de Celas) caiu totalmente em desuso.»(2)

«Alguns auctores sustentam que ella é a celebrada Araduca, e outros que o seu primitivo nome era Vimaranes. derivado das palavras latinas Via maris que se encontraram escriptas n'uma torre da primitiva povoação que depois ficou fazendo parte do castello. N'ella nasceu D. Affonso Henriques, o primeiro rei portuguez, que ali estabeleceu a sua côrte.»(3)

«Guimarães é um antropotopónimo com origem no nome do presor do Porto (868), o nobre galego Vímara Peres, que se tornaria no conde de Portugal no mesmo ano. O topónimo designou originalmente a sua propriedade rural (villa) Vimaranis, depois o burgo, a vila sede do concelho e posteriormente a cidade.(...) A etimologia atribuída a Guimarães é Vimaranis, do nome do possessor Vimara (< Vímara) flexionado no genitivo de posse em -anis (...) Neste topónimo, a evolução do [ w ] gótico inicial, labial e velar, deu-se no sentido da sua consonantização na oclusiva velar [ g ], que se atesta desde finais do séc. XI. No entanto, também se encontra a variante Vimarães (concelho de Coimbra), com fricativa bilabial [ ɓ ], denominação de uma quinta, onde foi construído o mosteiro de Santa Maria de Celas.»(4)

1. FONSECA, João, Dicionário do Nome das Terras.
2. infopedia.pt
3. Brasil-Portugal: revista quinzenal ilustrada (Ano 1, N.º 8). 16 de maio de 1899, 
https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/obras/brasilportugal/1899_1900/N8/N8_master/JPG/N8_0011_branca_t0.jpg
4. https://toponhisp.org/pt/toponimia-da-galiza-e-portugal/toponimo/guimaraes

18 junho 2025

VIEIRA DO MINHO e VIEIRA DE LEIRIA

VIEIRA DO MINHO — Vila e concelho do Minho, Portugal.
VIEIRA DE LEIRIA — Vila e freguesia do concelho da Marinha GrandeEstremadura, Portugal.

Vieira do Minho:
«É uma impossibilidade fonética Vernaria resultar em Vieira. (...) A forma antiga de Vieira só poderá ser, assim, Velária, mas os estudiosos reconhecem que não é fácil descobrir o seu significado. É, porém, admissível que se que se trate de um vocábulo que se relaciona com o latim velare, sem que a relação, talvez metafórica, por alusão à serra da Cabreira, o esclareça melhor.»(1)

Vieira de Leiria:
«A designação da localidade pode ter sido importada do Norte do país, hipótese considerada, aliás, como a mais provável, até pela lógica da repovoação, na sequência do avanço dos cristãos sobre os árabes. Além disso, a designação Vieira aparece a sul do Tejo exclusivamente aplicada a casais, montes ou herdades, portanto, a simples prédios ainda, ou na origem; no Norte, a denominação cabe sempre a povoações. Poderia pensar-se nos moluscos homónimos como causa do topónimo, mas todas as povoações assim chamadas estão afastadas do mar e não seria compreensível a aplicação toponímica dada a tão "insignificante" objecto.
Vieira provirá do latim veeira/venaria (de vena, veia), relativo a um ou mais cursos de água, nascentes, filões metálicos, etc.; ou de vinaria (do latim vinu), relativo à cultura de vinho ou existência de videiras, embora fizesse mais sentido o vocábulo dar vinheira, em vez de vieira; ou, ainda, de viaria, alusivo a via ou vias, mas, neste caso, com a contrariedade de a sua forma antiga ser Veeira; e, finalmente, de velaria (do latim velare), pois a única Vieira designada por Velaria, nos séculos X a XIII, é a do Minho. Deve então, o topónimo Vieira ter um sentido mais ou menos metafísico (vegetação, relevo do solo, etc.), não raro, de resto, na toponímia.»(1)

«O nome Vieira de Leiria poderá advir de vieiro (metal), devido às abundantes indústrias metalúrgicas existentes na região, ou do termo latino vena, venae (o que tem conduto de água), ou ainda, segundo alvitra o povo, das conchas caneladas denominadas vieiras que existiriam outrora nos extensos areais.»(2)

«Do português arcaico vieira, 'concha que identificava os peregrinos', sobretudo os que iam a Santiago de Compostela. Tem o derivado Vieiras.»(3)

⮚ Vieira como antropónimo:

«Toponímico português, Vieira foi adotado como sobrenome por famílias do Minho e de Leiria, em Portugal. A mais antiga parece ser a dos Vieira do Minho, de quem foi patriarca Rui Vieira, fidalgo dos reis dom Afonso II (1185-1223) e dom Sancho II (1209-48), senhor da quinta da Vila Seca, na freguesia de São João, comarca de Vieira, onde viveu e morreu por volta dos anos 1220. (...) Alguns genealogistas, porém, afirmam que o sobrenome já era mencionado em 1044. Vieira teria origem no latim veneria, certa qualidade de concha, assim chamada pela semelhança entre a concha usada pelos peregrinos de Santiago de Compostela e a que simboliza Vênus (veneris, amor físico) saindo das águas; daí venerari, venerar. (...) Entre algumas personalidades com este sobrenome destacamos o padre António Vieira (1608-97).»(4)

15 junho 2025

RONFE

RONFE

Vila e freguesia do concelho de GuimarãesMinho, Portugal.

«Tanto quanto se sabe o topónimo é de origem germânica e tendo no século XIII a forma de Rauffi vem do nome pessoal de Ranulfus, isto é, Ranulfi “villa”. Até 1834 foi cabeça de Couto que era constituido pela freguesia de Vermil e parte de Mogege. (...) Em 1834 o Couto foi extinto, tendo esta freguesia sido incorporada no concelho de Guimarães.»(1)

«Do baixo-latim [Villa] Ranulfi, 'a quinta de Ranulfo'.»(2)

A estátua na foto representa São Tiago, o patrono da vila.

21 maio 2025

MOSTEIRO / MOSTEIRINHO

MOSTEIRO — Freguesia do concelho de Vieira do MinhoMinho, Portugal.
«O nome de Mosteiro substituiu o de São João de Vieira tal foi a importância do cenóbio beneditino aqui existente.»(1)

MOSTEIRO DE FRÁGUAS e MOSTEIRINHO — Freguesias do concelho de TondelaBeira Alta, Portugal.

MOSTEIRO — Freguesia do concelho de Oleiros, Beira Baixa, Portugal.
«Esta freguesia chama-se Mosteiro por ter existido aqui um antigo mosteiro, pertencente à Ordem de Malta.»(2)

MOSTEIROS — Freguesia do concelho de ArronchesAlto Alentejo, Portugal.
«Foi a antiga freguesia de Nossa Senhora da Graça de Mosteiros».(3)

Mosteiro: «Do latim monasterium, 'mosteiro'. Existe também na Galiza, e tem os derivados Mosteirão, Mosteirinho e Mosteiros.»(4)
Mosteiro, como substantivo: «Casa onde vivem, em comunidade, religiosos ou religiosas, convento, cenóbio. Do grego monastérion, pelo latim monasteriu-, "mosteiro".»(4)

Ver também:
- Mosteiro e Mosteiros, nos Açores e Cabo Verde.

01 maio 2025

TERRAS DE BOURO

TERRAS DE BOURO

Vila e concelho do Minho, Portugal.

«Este topónimo, que também aparece na Galiza, poderá vir do suevo bur, 'casa', através de borio, 'abegoaria'. Um documento de 1110 refere-se a Burio

(infopedia.pt)

 

30 abril 2025

COUSSO

COUSSO

Freguesia do concelho de MelgaçoMinho, Portugal.

«Do latim vulgar causum, 'terreno imune', 'couto'. Encontra-se também na Galiza. Tem a variante Coço e os derivados Couceiro, Coucela, Coucieira, Coucieiro, Coussinheira, Coussinheiro, Coussinho, Coussoeiro e Coussos.» (infopedia.pt)

Na Galiza:
«Basicamente seguimos as informacións de Fernando Cabeza Quiles (1992, 2000 e 2008). Couso procedería do latín capsu (caixa) e faría referencia a umha caixa orográfica ou depressióm no terreo; tamém podería ser um lugar para encerrar animais.» (https://gl.wikipedia.org/wiki/Couso,_Coristanco, com ortografia adaptada)

Na antiga Galécia existiu o deus Cosso.

Ver também:
- Couço / Cousso.

 

17 abril 2025

AFIFE

AFIFE

Aldeia e freguesia do concelho de Viana do CasteloMinho, Portugal.

«É possível que o topónimo Afife se trate de um genitivo antroponímico árabe, “Afif”, que inicialmente era utilizado como adjectivo para designar algo ou alguém “virtuoso”; mais tarde porém, aparecia num documento de 1108, com a designação “Afifi”, sugerindo a existência de uma “Villa Afifi”, que adquiriu o nome do seu senhor. Ao longo dos séculos, o topónimo foi apresentando diferentes grafias: Fifi, Affifi, Afifi, Afife.(...)
Há ainda a considerar, que se pode encontrar a localidade de Afif, que se situa entre Meca e Medina, na Arábia Saudita, e outra no Gana, com o nome de Afife(1)

«Do antropónimo árabe Afif, originalmente um adjetivo significando 'virtuoso'. Aparece como Afifi num documento de 1108, o que sugere um hipotético [Villa] Afifi(2)

 

01 abril 2025

TOUGUES

TOUGUES

Freguesia do concelho de Vila do CondeMinho, Portugal.

«De um étimo ibérico obscuro. Tem os derivados Touguinha, Touguinho, Touguinhó e Touguio.»

Também existe Atouguia: «De origem pré-romana incerta, acrescentado de um a- protésico.» (infopedia.pt)

 

26 março 2025

VASCÕES

VASCÕES

Freguesia do concelho de Paredes de CouraMinho, Portugal.

«Em 1258, na lista das igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições desse ano, São Pedro de Vascões é citada como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui.
Em 1320, no catálogo daquelas igrejas, mandado elaborar, para pagamento de taxa, pelo rei D. Dinis, foi taxada em 30 libras. Fazia parte do arcediagado de Cerveira, com o nome de “Sancti Petri de Vascões”.» (https://jf-vascoes.com/historia/)

«Vascão. Parece vir do português antigo vascão, 'habitante do País Basco'. Sendo assim, o que não está provado, indicaria o repovoamento por colonos bascos, ou, em casos isolados, a existência de um basco na localidade. Tem os derivados Vascões e Vasconha. Os topónimos Vasconcelos, também existente em Espanha sob a forma Basconcillos, onde deu origem ao apelido, e Vasconcilho têm origem idêntica.» (infopedia.pt)

 

18 março 2025

VIZELA

VIZELA

Cidade, concelho e rio da província do Minho, Portugal.

O Rio Vizela é um afluente do Ave. Nasce no Alto de Morgaír, na antiga freguesia de Gontim, concelho de Fafe. Banha também os concelhos de Felgueiras, Guimarães e Santo Tirso.

O concelho de Vizela foi criado em 1361, extinto em 1408 e restaurado em 1998. Também se chamou Riba Vizela. A sede de concelho situa-se na freguesia de Caldas de Vizela.

As águas termais ou caldas de Vizela são conhecidas desde a época romana. A provoação era chamada em latim Oculis Calidarum, ou Oculi Calidarum, «olhos de água quente».

«O nome do concelho deriva do nome do rio que lhe atravessa, o Rio Vizela, que nasce nas Serras de Fafe, e desagua no Rio Ave, depois de passar por cinco concelhos. O nome Vizela, por sua vez, é um diminutivo do nome Ave - e vem do latino Avicella(1)

«“Avicella” deriva do diminutivo de “Avis” que deu origem ao nome do rio Ave; e “avicella” enquanto diminutivo de “Avis” significa (rio) “mais pequeno que o Ave”. Sem precisar da fantasia de recurso a outros justificativos. Portanto, dos dois rios: o maior é o rio Ave; e o mais pequeno, o rio Vizela. Está aqui  a justificação científica do vocábulo actual de “Vizela”.»(2)

«Ave > Vizela (por *Avizela ou pela forma latina Avicella)».(3)

Ver também:

Rio Ave.

 

16 março 2025

RIO AVE

RIO AVE

Rio do noroeste de Portugal, no Minho e Douro Litoral. Nasce na Serra da Cabreira, concelho de Vieira do Minho, e banha também os concelhos da Póvoa de Lanhoso, GuimarãesVila Nova de Famalicão, Santo Tirso, TrofaVila do Conde.

O nome do rio não tem relação com as aves (animais). «Do céltico avos, 'rio', através do latim Avus. Tem um correspondente direto no nome do rio Avon, em Inglaterra, cujo nome deriva do galês afon, 'rio'.»(1)

«O atual Ave vem do acusativo lat.-vulg. *Aßone- (> Ávõe > Ave). O acusativo céltico era *Abonan. O seu lato valor, “água; rio”».(2)

Um dos afluentes do Rio Ave é o Rio Vizela. «Do latim vulgar avicella, 'avezinha'.»(1)

SEQUEADE

SEQUEADE

Freguesia do concelho de BarcelosMinho, Portugal.

A freguesia de Sequeade (ou Sequiade), situa-se na encosta sul do Monte de Airó.(...) É  percorrida pelo ribeiro do Fulão que nasce na freguesia de São João de Bastuço, atravessa Fonte Coberta e Moure, onde toma o [nome de] ribeiro de Real ou Regaínho (conforme os lugares por onde passa) acabando por desaguar no Rio Covo, afluente do Cávado.(...)

No que diz respeito à origem do topónimo Sequeade, este deriva do termo árabe “assequiat”, que significa «regato» ou «ribeirinho».

https://www.uf-sequeadebastuco.pt/freguesia/historia

 

12 março 2025

SOPO

SOPO

Freguesia do concelho de Vila Nova de CerveiraMinho, Portugal.

«Do português antigo sopo, 'coxo'. Existem os derivados Sapegal, Sopegal e Sopos.» (infopedia.pt)

 

02 março 2025

RIO CABRÃO

RIO CABRÃO

Freguesia do concelho de Arcos de ValdevezMinho, Portugal.

Cabrão é um bode. Do latim capru-, do proto-indo-europeu *kapros.

 

22 fevereiro 2025

MELGAÇO e BARÃO DE MELGAÇO

MELGAÇO — Vila e concelho do Minho, Portugal. «De origem controversa; poderá vir do latim vulgar mellicaceus, 'terra abundante em mel', ou de um topónimo pré-romano Melgaecus.» (infopedia.pt)

MELGAÇO — Município do estado do Pará, Brasil. «A aldeia Guarycuru originou a Vila São Miguel de Melgaço em 1759, em homenagem a uma freguesia existente em Portugal, batizada de Barão de Melgaço.» (?) (melgaco.pa.gov.br)

BARÃO DE MELGAÇO — Município do estado do Mato Grosso, Brasil. «O primeiro nome da localidade foi Melgaço. A denominação Barão de Melgaço deve-se ao título honorífico dado ao almirante Augusto João Manoel Leverger - o Barão de Melgaço, por seus atos heróicos e suas qualidades como homem, militar e Presidente da Província de Mato Grosso. O almirante Leverger notabilizou-se ao mandar erigir uma trincheira fortificada nas colinas de Melgaço, no período da Guerra do Paraguai, à margem do Rio Cuiabá (...) É o nome de uma série de colinas que bordam o Rio Cuiabá». (www.baraodemelgaco.mt.gov.br)

 

LARGO PAIO GUTERRES, Leiria

LARGO PAIO GUTERRES , Leiria ,  Beira Litoral , Portugal. É conhecido como Largo do Gato Preto . O edifício à direita na foto é a histórica ...