26 janeiro 2026

SACRO IMPÉRIO ROMANO-GERMÂNICO

SACRUM ROMANUM IMPERIUM — HEILIGES RÖMISCHES REICH
SACRO IMPÉRIO ROMANO-GERMÂNICO

Império da Europa Central e Ocidental, entre o Mar do Norte e Mar Báltico, a norte, e o Mar Mediterrâneo e o centro de Itália, a sul; abrangia desde o leste da França até às fronteiras da Polónia e Hungria. Teve início no ano 800, quando o Papa Leão III coroou Carlos Magno (Charlemagne / Karl der Große) como Imperador dos Romanos (Romanorum Imperator / Römischer Kaiser), restabelecendo o título após três séculos de interregno seguido à queda do Império Romano do Ocidente. Terminou em 1806 quando foi dissolvido pelo imperador Francisco II (Franz II).

O termo sacro, usado a partir de 1157, refere-se à consagração do imperador pelo papa. O nome em latim era Sacrum Romanum Imperium, em alemão Heiliges Römisches Reich. No século XVI o nome foi alterado para Sacrum Imperium Romanum Nationis Germanicae / Heiliges Römisches Reich Deutscher Nation, ou seja Sacro Império Romano da Nação Germânica. Em português são conjugados os dois nomes e normalmente usa-se a designação Sacro Império Romano-Germânico para toda a sua existência.

No período moderno também foi chamado simplesmente Império Alemão (Deutsches Reich). Foi conhecido como Primeiro Império (Erstes Reich) ou Antigo Império (Altes Reich), principalmente pela propaganda nazi. O novo Império Alemão (Deutsches Kaiserreich), entre 1871 e 1918, é conhecido como o Segundo Império (Zweites Reich). O regime de Hitler, oficialmente chamado Império Alemão (Deutsches Reich) desde 1933, ficou conhecido como Terceiro Império ou Terceiro Reich (Drittes Reich); na fase final, de 1943 a 1945, foi oficialmente o Grande Império Alemão (Großdeutsches Reich).

O Sacro Império Romano-Germânico não era um estado unitário. Estava dividido numa grande quantidade de pequenos territórios (Kleinstaaten), chegando a cerca de 300 em meados do século XVII, que eram governados por reis, duques, condes, dignitários eclesiásticos, etc, coletivamente conhecidos como príncipes. Alguns territórios eram governados diretamente pelo Imperador. Os príncipes-eleitores (Kurfürsten) elegiam o imperador. Na Idade Média a Igreja Católica considerava o Sacro Imperador Romano como o sucessor do Império Romano e, portanto, primus inter pares, detendo o mais alto prestígio entre os monarcas da Cristandade.

Ver também:
- Alemanha.
Império Romano.

 

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