NAIROBI
Capital e maior cidade do Quénia.
O nome da cidade é derivado de Enkare Nyirobi, que na língua massai significa «lugar de águas frescas».
https://nairobi.go.ke/history, https://www.the-star.co.ke/news/2023-03-10-origin-of-kenyan-town-names
FIGUEIRÓ DOS VINHOS
Vila, freguesia e concelho da Beira Litoral, Portugal.
O topónimo Figueiró deriva de figueirola, «pequena figueira». A alusão aos Vinhos, ou abundância de vinhas no local, foi acrescentada no foral manuelino de 1514.
O pintor naturalista José Malhoa (1855-1933) viveu e faleceu em Figueiró dos Vinhos.
Na imagem, vista do Convento de Figueiró por José Malhoa, em 1908.
https://www.infopedia.pt/; FONSECA, João, Dicionário do Nome das Terras.
Um dos 31 estados do México, na região oeste do país. A sua capital também se chama Colima.
Colima deriva do náuatle Acollima ou Acolliman, composto por atl, «água», colic, «torcido ou curvado» e a terminação locativa -man, traduzido assim como «(o) lugar onde as águas se curvam» ou «(lugar na) curva do rio».(1)
Outra explicação é que Colima vem do nome náuatle do antigo reino de Colliman: de Colli, «colina, vulcão ou avô», e Maitl, «mão ou domínio». Refere-se ao local onde reina o deus antigo ou o deus do fogo, e alude ao Vulcão de Colima, localizado na fronteira entre os estados de Jalisco e Colima.
A cidade foi fundada em 1527 originalmente como Villa de San Sebastián.
1. Bravo Magaña, Javier C. (1984). «El significado de “Colima”: un estudio lingüístico.». "Relaciones: Estudios De Historia y Sociedad" 24, vol. VI.
BUDAPEST — BUDAPESTE
Capital e maior cidade da Hungria, atravessada pelo Rio Danúbio.
As cidades de Buda, Óbuda e Pest foram unificadas em 1873 com o nome Budapest. Antes era usada principalmente a forma Pest-Buda.
Buda, incluindo Óbuda, situa-se no lado ocidental (margem direita do Danúbio) e Pest no lado oriental (margem esquerda do Danúbio).
A origem dos nomes Buda e Pest é obscura. Buda pode ser um antropónimo, eventualmente de raiz túrquica ou eslava. Pest significa «forno» ou «gruta termal» em antigo húngaro.
A imagem de fundo é um desenho realista, baseado em fotografia.
TONDELA
Cidade, freguesia e concelho da Beira Alta, Portugal. Situa-se no Vale de Besteiros.
O lugar de Tondela pertencia na Idade Média ao julgado e antigo concelho de Besteiros.
Uma das explicações para o topónimo Tondela ou Tondella é o diminutivo latino do topónimo pré-romano Tonda. Uma das freguesias do concelho chama-se Tonda, havendo várias explicações para o nome. Uma é o latim tondere, «tosquear». Outra é o português antigo atondo, que era o direito de arrotear um terreno inculto e utilizar-se dos seus foros, sendo mero usufruário.
https://uniaodasfreguesiastondelanandufe.pt/historia/; https://www.infopedia.pt/; FONSECA, João, Dicionário do Nome das Terras.
CAIRO — القاهرة — Ⲕⲁϩⲓⲣⲏ
Capital e maior cidade do Egipto, nas margens do Rio Nilo, a sul do delta. É também a maior cidade africana e do Mundo Árabe.
O nome árabe القاهرة (al-Qāhirah) significa «a conquistadora» ou «a vitoriosa». A forma moderna em copta é Ⲕⲁϩⲓⲣⲏ.
Nalgumas línguas o artigo árabe al- é preservado no nome: Le Caire em francês, O Cairo em galego, El Cairo em castelhano, El Caire em catalão, Il Cairo em italiano.
SANTA MARIA DA FEIRA
Cidade, freguesia e concelho do Douro Litoral, Portugal.
No tempo dos Romanos a localidade foi chamada Civitas Sanctae Mariae. Na Idade Média realizava-se perto do castelo uma feira sob a invocação da Virgem Maria. O topónimo Feira aparece pela primeira vez num documento de 1120. D. Afonso V eleva a Vila da Feira, da Terra de Santa Maria, a cabeça de condado em 1472.
A localidade chamou-se Vila da Feira até 1985, quando foi elevada a cidade, passando então a designar-se Santa Maria da Feira.
https://cm-feira.pt/en_US/web/guest/hist%C3%B3ria; https://www.jf-feira.pt/freguesias/sta-maria-feira; https://www.infopedia.pt/; FONSECA, João, Dicionário do Nome das Terras.
FERREIRA DO ZÊZERE
Vila, freguesia e concelho do Ribatejo, Portugal. Situa-se na margem direita do Rio Zêzere.(⬧)
Em 1191 D. Sancho I doou a sua herdade de Orjães a Pêro Ferreira, o que está na origem da primeira parte do topónimo. Com a elevação a vila no século XV ou XVI, a povoação teve o nome de Ferreira em Riba de Ozêzar, sendo Ozêzar o rio já assim mencionado no século XII e cujo nome evoluiu para Zêzere.(1) Uma explicação para no nome Ferreira é que deriva do latim ferraria, «mina de ferro».(2)
⬧ Explicação do topónimo Zêzere por Paulo Castro Garrido:
Zêzere – Tentativa etimológica
Segundo David Lopes as grafias mais antigas de Zêzere são Uzezar e Ozezar, David Lopes suspeita que teria sido Odzezar e que o “D” teria caído com o tempo.
A considerarmos a hipótese Odzezar teremos necessariamente de recorrer ao Árabe, pelo que poderia ser algo como Wādī Ṣarṣār (وادي صرصار).
Isto encaixa perfeitamente no quadro histórico por três razões principais:
1. A Correspondência Vocálica
Para compreender como a palavra inteira se transformou, precisamos de analisar a evolução de ambas as sílabas, uma vez que o árabe andaluz alterou profundamente tanto as consoantes como as vogais deste termo:
A Primeira Sílaba: De Ṣar- para Ze-
A Transição Consonântica (Ṣ → Z): A consoante árabe Ṣād (ص) é uma sibilante forte e enfática. No contacto com o romance galaico-português medieval, este som não existia. Os falantes nativos adaptaram-no para a sibilante alveolar sonora, que era escrita como Z (com som de "z").
A Harmonia Vocálica (a → e): O "a" breve da primeira sílaba (Ṣar) sofreu um processo de progressão ou harmonia vocálica na transição para o Português. Sob a influência do som mais aberto da sílaba seguinte, a vogal abriu caminho para um "e" mais central e fechado. Assim, o elemento Ṣar- transformou-se gradualmente em Ze-.
A Segunda Sílaba: De -ṣār para -zar (via Imāla)
O Fenómeno da Imāla: No árabe andaluz, o "ā" longo (representado pelo alif ا) sofria uma alteração fonética regional chamada imāla ("inclinação"). Isto fazia com que o som /a:/ se fechasse, assemelhando-se a um "e" (/e/ ou /ɛ/).
A Pronúncia Real no Al-Andalus: Por causa deste sotaque, a palavra clássica Ṣarṣār era pronunciada localmente como Sar-sēn ou Zar-zēr.
O Registo Medieval: Ao passarem este som para o papel, os escrivães medievais portugueses registaram essa terminação acentuada como -zar (lembrando que, no português antigo, a leitura oscilava facilmente entre o "a" e o "e" átonos). Isto deu origem às grafias arcaicas Uzezar e Ozezar, fixando definitivamente o som "e" que hoje ouvimos no final de Zêzere.
2. Validação da Teoria do "D Omitido" de David Lopes
Se a comunidade moçárabe local combinasse a palavra árabe para rio (Wādī) com Ṣarṣār, diriam Wādī Ṣarṣār. Conforme a hipótese de David Lopes:
O Wādī- transformou-se num simples prefixo dental D- ao colidir com a sibilante forte Ṣād (ص).
Isto criou a forma de transição Od-ṣarṣār (ou Odzezar).
O "d" redundante acabou por desaparecer naturalmente com o tempo, deixando Ozezar / Uzezar.
3. A Poesia Geográfica do Nome
No árabe clássico, Ṣarṣār (صرصار) significa especificamente um "fluxo barulhento, rugidor e incessante". Era frequentemente utilizado para descrever um vento violento ou um curso de água que corre com grande violência como atestam as expressões Corânicas:
Surah Al-Haqqah (69:6)
Texto em Árabe:
وأما عاد فأهلكوا بريح صرصر عاتية
Transliteração:
Wa ammā ‘Ādun fa-uhlikū bi-rīḥin ṣarṣarin ‘ātiyah.
Tradução:
"E, quanto ao povo de Ad, foi exterminado por um furioso e impetuoso furacão."
Surah Fussilat (41:16)
Texto em Árabe:
فأرسلنا عليهم ريحا صرصra في أيام نحسات لنذيقهم عذاب الخزي في الحياة الدنيا ولعذاب الآخرة أخزى وهم لا ينصرون
Transliteração:
Fa-arsalnā ‘alayhim rīḥan ṣarṣaran fī ayyāmin naḥisātin li-nudhīqahum ‘adhābal-khizyi fil-ḥayātiddunyā, wa la-‘adhābul-ākhirati akhzā wa hum lā yunṣarūn.
Tradução:
"Então, Enviamos contra eles um vento fustigante, em dias nefastos, para fazê-los experimentar o castigo da ignomínia na vida terrena. E, certamente, o castigo da Derradeira Vida é mais ignominioso, e eles não serão socorridos."
Dado que o rio Zêzere é um rio de montanha feroz e de descida rápida, que nasce nos picos mais altos da Serra da Estrela, baptizá-lo como Wādī Ṣarṣār ("O Rio de Torrente Rugidora") coincide perfeitamente com o estilo descritivo e baseado na natureza utilizado pelos geógrafos muçulmanos por toda a Península Ibérica islâmica.
4. Toponímia equivalente no Iraque:
Nahr Ṣarṣār (نهر صرصار): Um importante canal histórico que liga os rios Tigre e Eufrates, amplamente registado pelos geógrafos medievais do Califado Abássida, atestando o uso deste vocábulo exato como hidrónimo na engenharia geográfica árabe.(3)
WINCHESTER
Cidade do condado de Hampshire, Inglaterra, Reino Unido, com o estatuto de cathedral city.
Para os Celtas britânicos a povoação chamar-se-ia Wentā, Uenta ou Venta, derivada de uma palavra céltica com o significado de «cidade tribal», «lugar principal», «lugar de encontro» ou «mercado». Após a conquista romana da Britânia, foi chamada em latim Venta Belgarum, «Venta dos Belgae». Em anglo-saxão ou inglês antigo tornou-se Wintanceaster, «Fortaleza Venta» ou «Castro Venta»; ceaster deriva do latim castrum. O topónimo evolui foneticamente e chegou a Winchester no inglês moderno.
A catedral, uma das maiores do norte da Europa, foi construída entre 1079 e 1532. Tem o nome completo de Cathedral Church of the Holy Trinity and of Saint Peter and Saint Paul and of Saint Swithun in Winchester.
NELAS
Vila, freguesia e concelho da Beira Alta, Portugal. Situa-se entre os rios Dão e Mondego. Faz parte das regiões demarcadas do Vinho do Dão e do Queijo da Serra.
Em 1852 o concelho de Nelas foi formado pela junção dos concelhos de Senhorim e Canas de Senhorim.
As formas antigas do topónimo terão sido Asnelas (século XIII) e As Nelas (século XVI). Asnelas deriva do latim vulgar asinellas ou asnellas, «jumentinhas, burrinhas», ou seja o diminutivo plural de asinus.
https://www.freguesias.pt/portal/toponimia_freguesia.php?cod=180903; https://www.cm-nelas.pt/visitar/o-concelho/; https://www.infopedia.pt/; FONSECA, João, Dicionário do Nome das Terras.
GABORONE
Capital e maior cidade do Botswana, situada no sul do país, junto à fronteira com a África do Sul.
Gaborone foi criada em 1964. No ano seguinte a capital do então Protetorado da Bechuanalândia (Bechuanaland Protectorate) foi mudada de Mafikeng para a nova cidade. No período colonial foi chamada Gaberones, que é uma redução de Gaberone's Village.
A cidade recebeu o nome do kgosi (rei) Gaborone (1825-1931), líder do povo Batlôkwa, do grupo Tswana (Batswana), que em 1881 migrou das montanhas Magaliesberg e se estabeleceu na região. Gaborone significa literalmente o que «não fica mal» ou «não é inadequado».
Na imagem está um retrato do kgosi (rei) Gaborone, baseado em foto de início do século XX.
https://web.archive.org/web/20110807162203/http://www.botswanatourism.co.bw/assests/southern_botswana.pdf
SANTA MARTA DE PENAGUIÃO
Vila e concelho de Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal.
Até meados do século XVIII o concelho ou julgado foi sempre referido com Pena Guião, Pennaguião ou Penaguião. Santa Marta (Santa Martha) era o lugar onde se localizava a sede do concelho, na freguesia de São Miguel de Lobrigos. A partir de 1796 o concelho passou a ser designado Santa Marta de Penaguião.
No século XIII há referências a um Castelo de Penaguião e a um Monte de Penaguião. Penaguião parece vir do português antigo pena do aguião, «penha do aquilão», sendo aquilão o vento norte, frio e agreste, derivado do latim aquilone.
Santa Marta (Marta de Betânia) é a padroeira da vila de Santa Marta de Penaguião.
Dr. Artur Vaz, https://www.cm-smpenaguiao.pt/historia/; https://www.infopedia.pt/
COOK ISLANDS — KŪKI 'AIRANI — ILHAS COOK
Arquipélago do Oceano Pacífico, constituindo um país autónomo em livre associação com a Nova Zelândia. O seu chefe de estado é o mesmo da Nova Zelândia, ou seja o monarca britânico. A capital e maior cidade é Avarua, na Ilha de Rarotonga.
O nome das ilhas é devido ao capitão e explorado inglês James Cook (1728-1779). Até à anexação pela Nova Zelândia no início do século XX, o nome Cook Islands referia-se apenas ao grupo meridional. Na língua maori das ilhas o nome é Kūki 'Āirani, ou seja um a transliteração do inglês.
O navegador português Pedro Fernandes de Queirós, ao serviço da Coroa de Castela, foi o primeiro europeu que desembarcou numa das ilhas, Rakahanga, em 1606. A presença de Fernando de Magalhães nas ilhas não é garantida.
Quanto ao nome de James Cook, é um apelido com origem no inglês antigo coc, que vem do latim cocus, «cozinheiro». Originalmente cook identificava um cozinheiro doméstico, um vendedor de carnes cozinhadas ou o dono de uma casa de pasto. (https://britishsurnames.uk/surname/cook)
OLIVEIRA DO BAIRRO
Cidade, freguesia e concelho da Beira Litoral, Portugal. Situa-se na região da Bairrada.
No século X já existia aqui uma vila com o nome de Ulvária ou São Miguel de Ulveira, mas Oliveira do Bairro só recebeu foral manuelino em 1514 e o concelho foi criado em 1836.
O nome de Oliveira, tal como noutros topónimos, deriva de ulvária, que significa «terra funda, de lameiro, terreno alagadiço, onde há ulvas». Ulva é uma espécie de alga, mas a palavra em latim significa «junco».
A semelhança fonética entre Ulvária, Ulveira e oliveira (Olea europaea) levou à grafia do topónimo como Oliveira e à associação ao nome da árvore, como se vê no brasão municipal.
Bairro faz parte de muitos topónimos. No caso de Oliveira do Bairro a palavra bairro estará também relacionada com a região da Bairrada, onde se insere, que significa um conjunto de bairros ou povoações.
SANTO ANTÓNIO
Capital da Ilha do Príncipe, Distrito de Pagué, São Tomé e Príncipe.
A cidade de Santo António foi fundada em 1502, a 13 de junho, dia de Santo António de Lisboa (ou de Pádua).
O primeiro nome da ilha foi Santo António ou Santo Antão, por ter sido descoberta pelos Portugueses no dia 17 de janeiro de 1471, que é o Dia de Santo Antão ou Santo António do Egipto. Em 1502 o nome foi mudado para Príncipe, em honra de D. Afonso, Príncipe herdeiro de Portugal (1475–1491), filho de D. João II e de D.ª Leonor.
GUARAPUAVA Município do estado do Paraná , Região Sul do Brasil. Segundo Eduardo Navarro, Guarapuava deriva do termo da língua geral paul...