09 julho 2025

CHÂTEAU-THIERRY

CHÂTEAU-THIERRY

Cidade e comuna da região histórica da Picardia (Picardie), norte de França. É a terra natal do fabulista Jean de La Fontaine (1684-1695).

A primeira menção do nome de Château-Thierry foi Castrum Theodorici ou Castellum Theodorici em 923. A cidade situa-se na região de Omois, o pagus otmensis. O nome antigo da povoação terá sido Otmus.

 «A origem do nome da cidade é desconhecida. A tradição local atribui-o a Thierry IV, o penúltimo rei merovíngio, que ali foi aprisionado por Carlos Martel, embora não exista uma fonte fidedigna.»

https://artsandculture.google.com/entity/m0p0k7?hl=fr

CASCAVEL

CASCAVEL — Cidade do estado do Ceará, Brasil. 
CASCAVEL — Cidade do estado do Paraná, Brasil.

Cascavel no Ceará:
«Segundo a lenda, a cidade teria sido construída sobre o ninho de uma cascavel gigante. Dizem que sempre que alguém fala "cascavel", a cobra cresce. Nesse local foi construída uma torre e, no seu topo, colocada a imagem de Nossa Senhora do Ó para impedir a saída da cobra. Ninguém ousa retirar a imagem de cima da torre, com medo que a cobra levante-se e destrua tudo.»(1)

Cascavel no Paraná:
«A vila foi oficializada pela prefeitura de Foz do Iguaçu em 1936, já com a denominação de Cascavel. Entretanto, o prelado daquela cidade, monsenhor Guilherme Maria Thiletzek, rebatizou-a como Aparecida dos Portos, nome que não vingou entre a população.»(2)
«Reza a lenda que um grupo de colonos, ao acampar às margens de um rio, deparou-se com um grande ninho de cobras cascavéis. O encontro, inusitado e perigoso, foi tão impactante que o local passou a ser conhecido por todos como "Cascavel", uma referência direta às serpentes que ali habitavam. Essa história, passada de geração em geração, tornou-se a explicação mais popular e aceita para o nome do município.»(3)

Cascavel (zoologia): «Cobra venenosa (Crotalus durissus) (...). É caracterizada pelo chocalho ou guizo localizado na ponta da cauda; boicininga, boiçununga, boiquira, cascavel-de-quatro-ventas, maracá, maracaboia.»(4)
Designação comum, extensiva às serpentes venenosas dos géneros Crotalus e Sistrurus que se caracterizam por possuírem a extremidade da cauda dotada de uma série de segmentos córneos que produzem ruído semelhante ao de guizos ao vibrar; cobra-cascavel. Do latim cascabellu-, «guizo», pelo provençal cascavel.(5)

☛ Cascavel é também um distrito da cidade de Ibicoara, estado da Bahia. Cascavel é o antigo nome do município de Aguaí, estado de São Paulo.

08 julho 2025

OLHÃO

OLHÃO

Cidade, freguesia e concelho do Algarve, Portugal.

«Fundado no século XVII, por um grupo de pescadores que aqui se fixou, o Lugar de Olhão foi, em 1808, elevado a vila, por D. João VI — como recompensa pelo facto de terem sido os seus habitantes os primeiros a, de forma determinada, se insurgiram contra os franceses de Junot —, com o título de Vila Nova de Olhão da Restauração. Cidade desde 1985, o nome de Olhão parece provir dos olhos de água ou nascentes que, então, abundavam na região (e que sugeriram, de resto, outros topónimos, como Olhos de Água ou Boliqueime).»(1)

«Do português antigo olhão, 'nascente caudalosa'.»(2)

1. FONSECA, João, "Dicionário do Nome das Terras".
2. infopedia.pt

07 julho 2025

AZERBAIJÃO — AZƏRBAYCAN

AZƏRBAYCAN — AZERBAIJÃO

País da Ásia Ocidental, na região do Cáucaso, junto ao Mar Cáspio, com uma pequena parte situada na Europa. A sua capital e maior cidade é Baku (Bakı).

O nome do Azerbaijão deriva de Atropatene (Ἀτροπατηνή) ou Média Atropatene, um reino persa do século IV a.C. no atual Azerbaijão iraniano. Atropatene tem origem em Atropates (Ἀτροπάτης), um sátrapa da Média Menor ou Média Atropatene. Atropates é uma transliteração grega de um nome persa que significa «Protetor do Fogo (Sagrado)» ou «A Terra do Fogo (Sagrado)». Segundo o historiador Abbasgulu Bakikhanov, Azerbaijão deriva de Azər-Babəqan, «Fogo de Babek», em referência ao líder revolucionário Babək (Pabeco, o Curramita, 798-838).
Com o Tratado de Turcamanchai de 1828, a fronteira entre o Império Russo e a Pérsia foi estabelecida no Rio Aras, situando-se o Azerbaijão a sul, na Pérsia. Em 1918 foi declarada a independência da República Democrática do Azerbaijão (Azərbaycan Xalq Cümhuriyyəti) a norte do Aras, em território antes chamado Aran. Os persas (iranianos) protestaram pelo uso do nome de Azerbaijão para o território vizinho a norte do Aras. Posteriormente, após a integração da República Socialista Soviética do Azerbaijão na União Soviética, o território histórico do Azerbaijão passou a ser chamado Azerbaijão do Sul ou Azerbaijão Iraniano.
A disputa de nomes entre a República do Azerbaijão e a região iraniana do Azerbaijão é semelhante ao caso da Macedónia do Norte e a região grega da Macedónia.

A República Autónoma do Nakhchivan (Naxçıvan Muxtar Respublikası) é um exclave do Azerbaijão, separada por território da Arménia.

Durante o período soviético existiu no Azerbaijão o Oblast Autónomo do Alto Karabakh (Լեռնային Ղարաբաղի Ինքնավար Մարզ), também conhecido pelo nome russo Nagorno-Karabakh, com população maioritariamente arménia. As guerras entre Azeris e Arménios e a dissolução da República de Artsaque (Արցախի Հանրապետություն, 1991-2023) levaram ao êxodo da população arménia.

 

SALVATERRA DE MAGOS

SALVATERRA DE MAGOS

Vila, freguesia e concelho do Ribatejo, Portugal.

«É conhecido como, à medida que se procedia à reconquista cristã, os monarcas portugueses distribuíam as terras a arrotear por colonos estrangeiros. (...) Para Salvaterra vieram colonos francos (povos que ocupavam a antiga Gália romana) e aqui deram a um local já existente, o nome da sua terra: em francês Sauterre evolução do latim salva terra, "terra salva", por qualquer acontecimento, porventura de natureza histórica. Os naturais ou habitantes deste lugar adoptaram a designação mais conforme com o original. E não foi esta a única: outras Salvaterras nasceram no território hispânico, todas com uma génese francesa.
"de Magos", o que vem a ser? É também palavra latina "plural de mago, proveniente de magus, com o sentido de mago, mágico, feiticeiro". Esta palavra tem uma história linguística curiosa: deveria ter evoluído para majo, como Tagus evoluiu para Tejo, Pace para Beja. A manutenção de magus só se compreende por um uso moçarábico (...), como me explicou oralmente o Prof. José Pedro Machado.
Temos, portanto, em Magos uma palavra grega mágos [μάγος], de origem persa, que chegou até nós por intermédio do latim magus, com o significado primitivo que já indicámos. Pensa ainda o Prof. José Pedro Machado que a palavra magus era muito usada pelos moçárabes e que é provável que ali existisse um templo que deu o nome ao lugar, designado Magos.
Que Salvaterra conviveu com Magos, e que Magos precedeu Salvaterra, são conclusões que se tiram da leitura do início do foral concedido por D. Dinis (...) a Salvaterra próxima do lugar de Magos.(...)
Não se creia porém como alguns disseram, que Salvaterra foi buscar a segunda parte do nome à designação de Paul de Magos. A documentação regista a existência de muitos paúis na região e o que veio a ser designado por Paul de Magos só teria sido aberto em tempos de D. João IV.»(1)

Salvaterra: «Do português arcaico salva terra, 'terra salva de certas obrigações pela concessão de privilégios'. Também se encontra na Galiza (…). É mais comum aparecer em compostos como Salvaterra de Magos (alusão ao Paul de Magos) ou Salvaterra do Extremo (junto da fronteira).»(2)

06 julho 2025

QUÉBEC

QUÉBEC

Província do centro-este do Canadá. A sua capital tem o mesmo nome – Ville de Québec. A maior cidade é Montréal. A província do Québec é a mais extensa do Canadá e a única onde a língua oficial é somente o francês.

O nome do Québec deriva da palavra algonquina kebec, que significa «onde está bloqueado» ou «onde o rio se estreita», «passagem estreita», «estreito». O nome refere-se ao estreitamento do Rio São Lourenço (Saint-Laurent) em frente à atual cidade de Québec.

Ao longo do período colonial francês e britânico, a província teve os nomes de Canada, NouvelleFrance, BasCanada e CanadaEst. O território francês chegou a abranger desde o Golfo de São Lourenço até ao Rio Ohio.

Já foi proposta, sem sucesso, a mudança do nome da cidade para a distinguir da província homónima. A primeira proposta foi de Samuel de Champlain, em 1618, que planeava chamar-lhe Ludovica, em homenagem a Luís XIII (Louis XIII), Ludovicus XIII em latim. A segunda, em 1867, era o retorno ao nome indígena original Stadacona (ou Stadaconé), onde Jacques Cartier em 1534 encontrou o chefe Donnacona.

Há um desacordo entre a província do Québec e a província da Terra Nova e Labrador (Newfoundland and Labrador) sobre a fronteira provincial no sul da região do Labrador.

JIJOCA DE JERICOACOARA

JIJOCA DE JERICOACOARA

Município do estado do Ceará, Brasil.

«Em 1991, por força da lei nº 11.796, Jijoca, distrito de Cruz, tornou-se município autônomo, anexado ao seu território a praia de Jericoacoara e passando a denominar-se Jijoca de Jericoacoara(1)

«Com origem indígena, a palavra "Jijoca" é a junção dos nomes dos índios "Ji" e "Joca", os chefes de uma tribo da região. Uma curiosidade é que várias pessoas acreditavam que a palavra "Jericoacoara" significa "jacaré tomando sol". E muitos pescadores locais dizem que a Pedra Furada, uma das principais atrações de Jericoacoara, quando observada do mar, lembra um olho de jacaré.
Para outros estudiosos, o nome tem origem no tupi-guarani: jijoca significa morada das rãs, enquanto jericoacoara é a toca das tartarugas.»(2)

«Nos mapas quinhentistas ordinariamente prefere-se o nome português de Buraco das Tartarugas. O cartógrafo Albernaz registra Juroquaquara e escreve ao lado Agulheiro das Tartarugas. Atualmente a versão portuguesa desapareceu e somente a tupi domina. Etimologicamente, Jericuacuara ou, como ordinariamente se escreve, Jeriquaquara é expressão tupi que Teodoro Sampaio interpreta: y urucua, tartaruga, cuara, buraco, refúgio ou esconderijo. Portanto refúgio das tartarugas.»(3)

05 julho 2025

DOMINICA

DOMINICA

País insular das Caraíbas, no grupo de Barlavento das Pequenas Antilhas. A sua capital é Roseau.

O nome da ilha tem origem em Dies Dominica (domingo em latim), porque foi avistada por Colombo no domingo 3 de novembro de 1493. O povo Kalinago (Caribe) chamava-lhe Wai‘tu kubuli, «o seu corpo é alto».

Devido à semelhança do nome da República Dominicana, com o mesmo gentílico (em especial em inglês), tem havido sugestões para a mudança do nome do país e do gentílico. Uma hipótese é Waitukubuli, o nome dado pelos nativos Caribes. Outra é Dominique, relacionado com a herança colonial francesa.

Dominica tornou-se uma república independente do Reino Unido em 1978. O nome completo do país é Commonwealth of Dominica (Comunidade de Dominica).

PENACOVA

PENACOVA

Vila, freguesia e concelho da Beira Litoral, Portugal, atravessado pelo Rio Mondego.

«“Eis ahi uma das povoações mais antigas de Portugal, senão que a península; dil-o o seu proprio nome, derivado do ‘Pen’ cantabrico, que soa como ‘rapes’ ou ‘mons praeruptus’ no latim; ‘pena’ no hespanhol e no portuguez como ‘penha’ ou ‘monte escarpado’; pois que n’estes taes edificavam os primeiros habitadores de Hespanha suas povoações acastelladas.” (Barbosa , in Secco 1853:110) 
O topónimo "Penacova" deriva da aglutinação dos elementos "Pen" – vocábulo cantábrico que originou a palavra portuguesa penha (monte, rochedo) – e "Cova", que deriva do facto da eminência rochosa se erguer de um vale profundo. A explicação popular atribui o nome da vila à existência de muitos corvos na Penha dos Corvos evocando para justificação os dois corvos que figuram no brasão de armas da vila.
O lugar de "Penna Cova" tem origem anterior à fundação da nacionalidade, desconhecendo-se a data da sua fundação. Existem dúvidas se será fruto da reconquista de D. Afonso III das Astúrias, no fim do século XI, ou se terá origem na vila rústica de "Vila Cova", hoje Granja do Rio(1)

«De pena cova, 'penha cavada'. Encontram-se topónimos semelhantes em Espanha.»(2)

RWANDA

RWANDA

Pequeno país africano, na região dos Grandes Lagos, a norte do Burundi. A sua capital e maior cidade é Kigali, no centro do país.

Segundo Alexis Kagame, filósofo e linguista ruandês, o topónimo Rwanda «provém de uma raiz antiga /+aand-/ que dá kwaanda, "alargar-se". O topónimo Rwanda significaria, portanto, "a Grande Extensão" e, assim, exibiria as pretensões guerreiras e, principalmente, territoriais da monarquia tutsi.» No entanto, segundo Eugène Shimamungu, linguista ruandês, «este topónimo tem a mesma raiz da palavra kinyarwanda umwaanda, "sujidade" (estou a evitar usar aqui um palavrão, que é a tradução correta!), cuja derivação urwaanda significa "grande sujidade" – é de notar que a ideia expansionista não desaparece com esta tradução. Desta raiz vêm também palavras como kwaandavura "tornar-se sujo", kwaandarika "expor à sujidade", kwaandurura "pôr de lado, remover da sujidade".»(1)

«Do nome do povo Vanyaruanda, palavra de origem desconhecida, mas provavelmente cognata do nome Rwanda. O país é poeticamente chamado de "Terra das Mil Colinas".»(2)

«Rwanda [ / Ruanda] (...) nome dado em homenagem aos povos indígenas locais, cuja palavra para si próprios é de origem desconhecida. A grafia com -w- parece ter predominado após c. 1970.»(3)

Após a Primeira Guerra Mundial, a Liga das Nações atribuiu à Bélgica o território colonial alemão de Ruanda-Urundi. Em 1962 os dois países tornaram-se independentes com os nomes de RuandaBurundi.

O nome completo do país é Repubulika y'u Rwanda em kinyarwanda, Jamhuri ya Rwanda em suaíli, République du Rwanda em francês e Republic of Rwanda em inglês. Em português é mais usada a grafia Ruanda.

SINTRA

SINTRA

Vila e concelho da Estremadura, Portugal.

«A forma mais antiga já medieval conhecida deste topónimo é Suntria, que apontará para o radical indo-europeu sun, «sol», «astro luminoso», e lembra os vestígios da gravura rupestre que existiu no Magoito, onde figura antropormórfica glorificava o sol poente. Varrão e Columela designavam a serra de Sintra (que os árabes chamaram Xintara) de «Monte Sagrado» e Ptolomeu registou-a como Serra da Lua.»(1)

«Em Sintra, tal revelar-se-á na própria definição do topónimo cuja forma mais antiga conhecida – Suntria –, já medieval, aponta para o radical indo-europeu *sun, "astro luminoso", "sol" e alembra-nos, entre outros, os vestígios de gravura rupestre que existiu no Magoito, onde figura antropormófica glorificava o sol poente que, em sucessivos círculos raiados, ia mergulhando nas frígidas águas atlânticas, no preciso instante que antecedia o breu nocturno.»(2) 

«Assim, a raiz toponímica é milenar... Xentra, Zintira, Chinra, Xintra, foram algumas adaptações às mais variadas épocas. Tal como Xentra a Sintra, passando por Cintra, foi um pequeno passo.»(3)

«Sintra é a grafia atual; entre o s. XVI e o s. XX usou-se frequentemente a grafia Cintra. Esta grafia com c justifica-se pela crença humanista de que a origem do topónimo seria Cynthia, um dos cognomes de Diana, deusa da lua. A crença terá origem no facto de Ptolomeu (s. II, Geografia) ter chamado à serra de Sintra Selénes óros (Mons lunae, ‘monte da lua’).»(4)

04 julho 2025

DAKHLA — الداخلة — ⴷⴷⴰⵅⵍⴰ


DAKHLA — الداخلة — ⴷⴷⴰⵅⵍⴰ

Cidade do Saara Ocidental, território disputado pela República Árabe Saharaui Democrática, controlado de facto pelo Reino de Marrocos.

Situa-se numa península da província de Oued Ed-Dahab (إقليم وادي الذهب) — Río de Oro no período colonial espanhol — na região de Dakhla-Oued Ed-Dahab (جهة الداخلة وادي الذهب).

«Dakhla é uma península que se estende por aproximadamente 40 quilómetros mar adentro, flutuando no oceano. É daí que vem o nome Dakhla (que significa "mar adentro"). É também conhecida como a "Pérola do Sul de Marrocos".
A cidade de Dakhla foi fundada em 1884. Na altura, era uma colónia espanhola, conhecida como Villa Cisneros. Acredita-se que o nome é derivado de Francisco Jiménez de Cisneros, um cardeal espanhol que viveu no século XVI. A presença espanhola em Dakhla manteve-se até 1975, ano em que ocorreu a Marcha Verde [de ocupação do território por Marrocos] .»(1)

«A cidade de Dakhla recebeu este nome devido à sua localização no Oceano Atlântico, parecendo flutuar no mesmo. É por isso que é chamada Dakhla, que significa "dentro do oceano". É também conhecida como a "Pérola do Sul de Marrocos".»(2)

03 julho 2025

TRANCOSO, Bahia

TRANCOSO

Distrito (subdivisão) do município de Porto Seguro, no litoral sul do estado da Bahia, Brasil.

A povoação começou em 1586 como aldeia jesuíta com o nome de São João Baptista dos Índios.

Monte Pascoal, a primeira terra avistada no Brasil por Pedro Álvares Cabral, situa-se igualmente no município de Porto Seguro.

Trancoso é também uma cidade, freguesia e concelho da Beira Alta, Portugal:

«Do português arcaico troncoso, 'cheio de troncos'. Aparece na Galiza sob as formas Troncoso e Troncosa. Tem os derivados Trancosã, Trancosão, Trancoselinho, Trancoselo, Trancoselos, Trancosinho, Tronco, Troncoselo e Troncoso.» (infopedia.pt)

Ver também:
Trancoso, Portugal.
Porto Seguro, Brasil.

02 julho 2025

ARQUIPÉLAGO DA PALESTINA — الأرخبيل الفلسطيني


ARQUIPÉLAGO DA PALESTINA
الأرخبيل الفلسطيني — Enclaves palestinianos

Os enclaves palestinianos são 165 pequenos territórios não contíguos sob controlo parcial da Autoridade Nacional Palestiniana (السلطة الوطنية الفلسطينية, as-Sulta al-Wataniya al-Filastiniya) na Margem Ocidental do Jordão ou Cisjordânia (الضفة الغربية, ad-Diffah al-Garbiyyah), assim como a Faixa de Gaza (قطاع غزة, Qita' Ghazzah), conforme o Acordo de Oslo de 1995. A analogia dos enclaves com um conjunto de ilhas levou a que a disposição geopolítica dos territórios seja apelidada como Arquipélago da Palestina, rodeado por território israelita. Outros termos são usados para descrever a situação territorial fragmentada, tais como bantustões, prisões ao ar livre, cantões, estado gueto, queijo suíço, enclavização, fragmentação, etc. Alguns enclaves estão completamente rodeados pelo Muro israelita da Cisjordânia. Todas as ligações entre os 165 enclaves são controladas por Israel. Esta descontinuidade territorial extrema impede a concretização e funcionamento de um Estado da Palestina (دولة فلسطين, Dawlat Filastin). 

Ver também:
Palestina.

 

ARQUIPÉLAGO DE GULAG

ARQUIPÉLAGO DE GULAG — Архипелаг ГУЛАГ

Livro do escritor russo Alexandr Soljenítsin (Александр Солженицын, 1918-2008), Prémio Nobel da Literatura em 1970.

Este arquipélago não é um território insular, mas sim o nome dado por Soljenítsin ao conjunto dos diversos campos de trabalhos forçados, comparando-os a ilhas espalhadas por toda a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas

Gulag (em russo ГУЛАГ ou ГУЛаг) é o acrónimo de Administração Geral dos Campos de Trabalho Correcional (Главное управление исправительно-трудовых лагерей, ou Глaвное управлeние лагерeй), controlada pelos serviços de polícia política, antecessores do KGB, da URSS entre 1930 e 1960, principalmente durante a liderança de Stalin (Estaline).

O próprio Alexandr Soljenítsin esteve oito anos num campo de trabalho e com o seu livro tornou o termo gulag conhecido no exterior e descritivo do sistema. Em 1974 Soljenítsin foi destituído da cidadania soviética e expulso da URSS, tornando-se apátrida. A sua cidadania foi restaurada em 1990 e regressou à Rússia em 1994.

 

TELÕES

TELÕES Freguesia do concelho de  Vila Pouca de Aguiar ,  Trás-os-Montes e Alto Douro , Portugal. «Do baixo-latim [Villa] Tellonis , 'a ...