12 novembro 2024

EDINBURGH — DÙN ÈIDEANN

EDINBURGH — DÙN ÈIDEANN

Capital da Escócia (Scotland / Alba).

Edin deriva de Eidyn, o nome em língua cúmbrica (celta) da região cujo centro era o Din Eidyn, «Forte de Eidyn». O nome evoluiu em gaélico escocês (celta) para Dùn Èideann. Na língua ânglica escocesa (da família germânica, como o inglês) din foi substituído por burh, burg, transformando-se Din Eidyn em Edinburgh, que é a forma também usada em inglês. A origem de Eidyn é desconhecida.

Edingburgh também é chamada Dunedin, adptando o galélico Dùn Èideann. Nos dialetos escoceses encontram-se variantes como Embra, Embro e Edinburrie.

O nome é normalmente aportuguesado para Edimburgo.

 

BORDEIRA e BORDIGHERA

Os dois nomes podem não ter qualquer relação, mas o lígure fez-me lembrar o algarvio.

➤ BORDEIRA — Freguesia do concelho de Aljezur, na "borda ocidental" do Algarve, Portugal.

➤ BORDIGHERA — Comuna da Ligúria, na República Italiana.

 

SABUGAL

SABUGAL

Cidade da Beira Alta, Portugal.

«De sabugal, 'terra abundante em sabugos'. Tem os derivados Sabugais, Sabugo, Sabugosa, Sabugueira, Sabugueiro e Sabugueses.»

Sabugo ou sabugueiro (Sambucus nigra): 

1. planta de porte arbóreo ou arbustivo, da família das Caprifoliáceas.

2. substância leve e esponjosa que se encontra no interior de certos caules, como o do sabugueiro.

3. parte da espiga (do milho) onde os grãos estão alojados; carolo.

4. parte do dedo a que a unha está ligada.

5. parte pouco resistente dos chifres dos animais.

6. medula dos ossos do porco.

7. parte da cauda dos animais onde nascem as sedas.

Do latim vulgar sabucu. (infopedia.pt)

 

VICTORIA e QUEENSLAND

VICTORIA e QUEENSLAND são dois estados da Austrália (Commonwealth of Australia).

Ambos os topónimos são homenagem à rainha Victoria do Reino Unido (1819-1901).

 

NOIA

NOIA

Concelho costeiro da Galiza

O nome deriva provavelmente de Noega, talvez relacionado com o celta *nouika ou o indoeuropeu *neigw. Entretanto há a etimologia popular, replicada no brasão: 

«Según la leyenda popular, esta villa fue fundada por Noé quien arribó a estas tierras al finalizar el diluvio universal, bautizándola con el nombre de su hija, Noela o Noega. Así el escudo del municipio representa el Arca con Noé asomado a una ventana y la paloma llegando con el ramo de olivo.»

Em português, "noia" é um vocábulo de uso coloquial que significa «paranoia, afetação». (infopedia.pt)

MADAGASIKARA — MADAGÁSCAR

MADAGASIKARA — MADAGÁSCAR

República da África Oriental, a este do Canal de Moçambique; é a quarta maior ilha do mundo. A sua capital e maior cidade é Antananarivo.

O nome de Madagáscar não é de origem malgaxe, a língua do país. Os árabes chamaram-lhe Malai Jazaira, «ilha malaia», o que condiz com a origem da população, o que por alteração fonética pode resultar no nome que em latim deu Madagascaria. Outra possível origem para o nome está nos relatos do explorador veneziano Marco Polo (1254-1324), foi o primeiro europeu a referir Madageiscar ou Mandegascar, sendo o nome uma corrupção de Mogadíscio, o porto somali que ele confundiu com uma ilha desconhecida.

O primeiro europeu que teve contacto com a ilha foi o navegador português Diogo Dias, irmão de Bartolomeu Dias, em 10 de agosto de 1500, na segunda armada à Índia, na mesma viagem que aportou ao Brasil com Pedro Álvares Cabral. Sendo dia de São Lourenço, foi este o nome que Diogo Dias deu à ilha.

O nome de Madagáscar em língua malgaxe é Madagasikara. A primeira república (1960-1975), após a independência da França, chamou-se Repoblika Malagasy / République Malgache, em malgaxe e francês, as duas línguas oficiais; a segunda república (1975-1992) foi a Repoblika Demôkratika Malagasy / République démocratique malgache. Desde 1992 o nome oficial é Repoblikan' i Madagasikara / République de Madagascar.

BARRETOS

BARRETOS

Cidade do norte do estado de São Paulo, Brasil.

«A origem de Barretos remete à história dos bandeirantes. Os primeiros chegaram pelos estados de São PauloParanáMato Grosso, e pelo Triângulo Mineiro, seguindo os mananciais dos rios Grande, Tietê e Paranapanema. Os mineiros na primeira metade do século XIX. Desgostosos com a lida na mineração do ouro e das pedras preciosas, abandonaram a batéia e o carumbé, e seguindo as quebradas do Rio Grande, acompanhados da família, de criados e de agregados, desceram pelos vales do Rio Grande e seus afluentes, até o Sertão da Farinha Podre (Uberaba), Arraial Bonito do Capim Mimoso (Franca) e Campos de Batataes. (...)

Dentre inúmeros nomes, (...) destaca-se a figura de Francisco José Barreto, fundador de Barretos e doador de seu patrimônio.

Segundo os registros, Francisco José Barreto tinha sido capataz da comitiva que levou o tenente Francisco Antonio até o Sul de Minas para tomar posse das terras da Barra do Pitangueiras. Após a expedição, o tenente orientou Barreto que seguisse em direção às cabeceiras daquele ribeirão e, após uma certa distância, tomasse posse para si das terras.  

A origem de Francisco José Barreto, no entanto, é historicamente incerta. Uns dizem que era de Carmo dos Tocos (atual Paraguaçu), outros que era natural de São José da Campanha e outros que ele teria nascido em Caldas Velha (hoje Caldas). O certo é que era de origem mineira, de onde saiu com toda família em 1831.

Francisco Barreto e sua esposa Ana Rosa, acompanhados pelos filhos, genros e noras, além de seu irmão Antônio, Simão Antonio Marques, o “Librina”, e sua esposa Joana Maria de Azevedo, filhos, um irmão, e ajudantes andaram por dias a fio, percorrendo longos caminhos e abrindo picadas à força do braço e do facão.

Antes de chegar a Barretos, passaram por São Bento de Aracoara, Arraial Bonito do Capim Mimoso (atual Franca), Mato Grosso de Batatais e Morro do Chapéu (atual cidade de Morro Agudo). Atingiram a barranca do Rio Pardo, alcançando o córrego Cachoeirinha, improvisando canoas para realizarem a travessia do caudal.

Finalmente assentaram-se à beira do Ribeirão das Pitangueiras, num local denominado por “Fazendinha”. Com o passar do tempo, a sede da então Fazenda Fortaleza foi transferida para as proximidades do antigo sanatório Mariano Dias, local onde hoje existe o “Marco Histórico”.

A posse foi registrada em 1845, sendo instalado no local um engenho de cana, onde eram fabricados pinga e rapadura, que eram levados aos vilarejos mais distantes em cargueiros. Francisco Barreto faleceu em 1848 e sua esposa Ana Rosa em 1852.»

https://barretos.sp.gov.br/barretos/historia

 

ENTRADAS

ENTRADAS

Vila e freguesia do concelho de Castro DaireBaixo Alentejo, Portugal.

As explicações para o nome segundo a Junta de Freguesia:

«O nome de Entradas está intimamente ligado aos tempos da transumância dos grandes rebanhos, que desciam das terras frias das Beiras e aqui vinham passar as invernias. Era a porta de entrada para as grandes pastagens dos Campos de Ourique.
No imaginário popular, a vila de Entradas tem o seu nome associado a D. Afonso Henriques, que, quando dela se aproximou para saber o melhor caminho para os Campos de Ourique, onde o aguardava a mítica batalha, foi informado que era ali que começavam, pelo que o soberano rei ordenou que o lugar se passasse a chamar Entradas.
Situada em pleno Campo Branco, peneplanície de solos finos e claros, a vila de Entradas mantém uma organização urbana tradicional (…).
Entradas recebeu foral de D. Manuel I, em 1510, e foi sede do concelho até 1836, passando depois a integrar o concelho de Castro Verde. Historicamente, este território assume também um papel estratégico importante, por aqui ter passado a antiga via que ligava o porto fluvial de Mértola ao interior do Baixo Alentejo.»

https://www.jfentradas.pt/historia/

11 novembro 2024

PAÏSOS CATALANS — PAÍSES CATALÃES

PAÏSOS CATALANS — PAÍSES CATALÃES

Territórios de língua e cultura catalã. O termo surgiu no século XIX e é também usado em sentido político, nomeadamente pelo independentismo pan-catalão. Na Comunidade Valenciana a língua catalã é chamada valenciana.

Os Países Catalães estão repartidos por quatro estados soberanos: Andorra, Espanha, França e Itália.

➤ No Reino de Espanha: comunidades autónomas da Catalunha (Catalunya), Comunidade Valenciana (Comunitat Valenciana / País Valencià) e Ilhas Baleares (Illes Balears); Faixa ou Franja de Poente (Franja de Ponent / Franja d'Aragó, na comunidade de Aragão); comarca de El Carxe (na Região de Múrcia).

➤ Na República Francesa: Catalunha do Norte (Catalunya del Nord), no departamento dos Pirenéus Orientais (Pirineus Orientals / Pyrénées-Orientales), em grande parte da antiga província do  Rossilhão (Rosselló / Roussillon), na Occitânia.

➤ Na República Italiana: cidade e comuna de Alghero (L'Alguer), na Sardenha (Sardenya / Sardigna).

➤ Todo o território de Andorra (Principat d'Andorra); a única língua oficial de Andorra é o catalão. Andorra é um estado membro da ONU desde 1993.

☛ Ver também:
- Comunidades e cidades autónomas de Espanha.

 

10 novembro 2024

VIMIANÇO

VIMIANÇO

Concelho da comarca da Terra de Soneira, Costa da Morte, Galiza.

O topónimo deriva do latín uimen / vimine, «vime», «vímbio». 

O nome na ortografia oficial é Vimianzo.

(https://minerva.usc.es/xmlui/bitstream/10347/2870/1/9788498875782_content.pdf)

BARRANCOS

BARRANCOS

Concelho e freguesia do Baixo Alentejo, Portugal, na fronteira com as regiões espanholas da Extremadura e Andaluzia.

A sede do município era na vila de Noudar, mas esta foi-se despovoando desde 1825 e a população e sede do concelho deslocou-se para a vila de Barrancos.

Barrancos é um dos raros concelhos com uma única freguesia. No concelho fala-se barranquenho, uma língua ou dialeto português alentejano com influência dos falares castelhanos da Andaluzia e Extremadura.

Barranco: «1. sulco feito no solo pelas enxurradas; barroca. 2. ravina; precipício. De origem pré-romana».

«De barranco, 'cova alta'. Tem os derivados Barracosa, Barranca, Barrancas, Barrancais, Barrancão, Barranco, Barrancões e Barrancosas.» (infopedia.pt)

Barranco: «Do baixo latim barrancus. Barranco: lugar cavado por enxurradas ou por outra causa; escavação natural; escavação provocada pelo Homem; quebrada de terreno alta e de forte pendente; precipício; obstáculo.» (https://www.dosalgarves.com/revistas/N17/8rev17.pdf)

Barranco: «origem controvertida; tido como proveniente de radicais múltiplos convergentes; provavelmente de uma base pré-romana de latinização tardia barrancus (1094, citada por Du Cange), ocorre em várias línguas românicas, cf. espanhol barranco (1285) 'local de depósito' (Houaiss, ed. eletrônica, 2003)». (https://agendapos.fclar.unesp.br/agenda-pos/linguistica_lingua_portuguesa/945.pdf)

Barrancos: «algar; baianca; barroca; barroco; batoco; biboca; carcavão; carva; córrego; dano; despenhadeiro; embaraço; erro; esbarroudeiro; estorvo; forjoco; fosso; impedimento; infortúnio; miséria; mururé; obstáculo; precipício; quebrada; ravina; ribeiro; runa; sepultura; sulco feito no solo pelas enxurradas.» (https://www.terrasquentes.pt/?page_id=299)

 

QUEENS, New York City

QUEENS

Condado (county) do estado de Nova Iorque e uma das cinco divisões ou distritos (borough) da Cidade de Nova Iorque (New York City), na parte ocidental da Long Island, Estados Unidos da América. Os aeroportos John F. Kennedy e La Guardia situa-se em Queens.

O nome de Queens"Rainhas" em português — é uma homenagem à rainha Catarina de Bragança (Catherine of Braganza, em inglês), consorte do rei Carlos II da Inglaterra (Charles II). Catarina (1638-1705) foi uma princesa portuguesa, filha de D. João IV e de Dª. Luísa de Gusmão. O casamento como Carlos II reforçou a aliança de Portugal com a Inglaterra, à custa de um valioso dote, que incluiu as possessões portuguesas de Tânger e Bombaim. Entre outros costumes, Dª. Catarina introduziu na Inglaterra o consumo de chá.

A estátua de Dª. Catarina no Parque das Nações em Lisboa (na imagem) é uma réplica da que foi feita em Nova Iorque, mas que foi destruída antes de exposta, devido a protestos movidos por preconceitos racistas.

JOU

JOU

Freguesia do concelho de Murça, Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal.

«De origem incerta, mas poderá vir do genitivo latino Jovis, 'de Júpiter', possível referência ao estanho que havia na região e que era tradicionalmente consagrado a Júpiter. Há topónimos semelhantes em Espanha (Jou, Jove) e em França (Jeugny, Juigné, Jougne, etc., formas dialetais do mesmo étimo).» (infopedia.pt)

Jou pertenceu ao extinto concelho de Carrazedo de Montenegro até 1835, sendo integrado no concelho de Valpaços, do qual foi desanexado em 1895, passando então para o concelho de Murça.

 

MURÇA

MURÇA

Vila, concelho e freguesia de Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal.

«Correia de Azevedo refere que o nome de Murça dado à própria vila, vem de algum mouro chamado Muça que a tivesse povoado, ou que o seu nome lhe fosse dado pelos Muçauns, árabes–africanos, que algumas vezes invadiram a Lusitânia, antes da ocupação da Península Hispânica pelos mouros entre 713 e 716.

Por outro lado, David Lopes diz que Murça é o nome próprio entre os hebreus, referindo as formas antigas de Moisés, Musa, Muza e Muça.

Pedro Machado apresenta a palavra Murça, como sendo um vocábulo de origem nebulosa, se bem que pertence à abundante família de palavras românicas, entre as quais o castelhano muceta que J. Corominas, (Dicionário Crítico Etimológico de la Lengua Castellana, S.V.), liga ao "b.lat. almucia ou almucium, de origem incierto".

Segundo alguns etimologistas o nome deriva de Ursa, nome antigo que está ligado à lenda da Porca.*

Pela análise dos forais e outros documentos régios, verifica-se que a palavra aparecia nas várias formas: Muça, Muçam e Mussa

(https://www.cm-murca.pt/visitar/concelho/terra-de-historia/a-palavra-murca)

«Do antropónimo árabe Musa, bastante vulgar na época moçárabe; o -r- intercalado deve ter-se estabelecido por volta do século XIV. Em Espanha existe um topónimo correspondente, Murcia. Tem o derivado Murças.» (infopedia.pt)

* - A famosa Porca de Murça, na foto, é uma estátua de um berrão, da cultura dos vetões, um povo celta.

09 novembro 2024

PEÑÓN DE VÉLEZ DE LA GOMERA

PEÑÓN DE VÉLEZ DE LA GOMERA — حجر بديس

Pequeníssimo território sob domínio espanhol na costa de Marrocos. É uma das anacrónicas possessões espanholas denominadas plazas de soberanía

O penedo (peñón) foi uma ilhota até 1930 quando um terramoto e temporal a uniu ao continente através dum tômbolo (istmo arenoso). O penedo tem apenas 260 metros de comprimento e a fronteira com Marrocos, de apenas 85 metros, no areal, é a mais pequena do mundo. O Peñón de Vélez de la Gomera está permanentemente guarnecido por militares do Grupo de Regulares de Melilla Nº 52, do Exército Espanhol.

O nome árabe do penedo é حجر بديس (Hajar Badis), ou seja «Penedo de Badis». Badis ou Badès é a localidade próxima, na costa. Vélez é a forma castelhana a que chegou o topónimo Badis, tendo sido também grafado Bélez, Beles, Belis, Bades, Badès, Bâdis. Esta localidade corresponde a Parietina no Itinerário Antonino. La Gomera é o nome da região onde se encontra Badis, povoada pelo povo rifenho berbere (amazigh) chamado gomera, gomara ou ghumara (غمارة). (A Ilha de La Gomera, nas Canárias, tem provavelmente a mesma etimologia.)

Como as outras plazas de soberanía, este pequeno território é reivindicado por Marrocos.

☛ Ver também:

Plazas de soberanía.

https://www.tifraznarif.net/pdf/livres/Livres%20esp/PENON%20DE%20VELEZ%20DE%20LA%20GOMERA.pdf
https://web.archive.org/web/20230320190422/https://journals.openedition.org/encyclopedieberbere/1923

 

AVEIRO, Pará

AVEIRO Município do estado do  Pará , na Região Norte  do Brasil. A localidade onde existia a aldeia dos Mundurucus, denominada Tapajós-Tap...